Montfort Associação Cultural

27 de janeiro de 2005

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A Fé vem pelo ouvido

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Bianca
  • Localizaçao: Belém – PA – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau incompleto
  • Religião: Evangélica

Paz do Senhor,
Eu sou evangélica mas escrevi essa mensagem por um motivo muito especial,mas antes de dizer o motivo gostaria de esclarecer algumas coisinhas.

Em primeiro lugar gostaria de dizer que com certeza a fé vem pelo ouvir!Eu mesma já havia lido algumas partes da bíblia ,mas apenas quando ouvi meu pastor falar sobre o grande amor de Deus é que fui crer e conhecer quão maravilhoso é nosso Deus.

Realmente a palavra de Deus é muito profunda e de difícil compreensão ,mas é aí que novamente entra o pastor da Igreja.Quantas vezes eu li a palavra e não entendi .Mas quando isso acontece eu procuro meu pastor e ele sempre me ajuda,como naquela parte da bíblia que diz assim em Atos:”E correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes, porventura, o que estás lendo?

Ele respondeu: Pois como poderei entender, se alguém não me ensinar? e rogou a Filipe que subisse e com ele se sentasse.”
Na verdade escrevi essa mensagem com intuito de pregar a paz entre os cristãos.Vamos fugir das discussões bobas como a bíblia nos ensina(1Timóteo1,vers 4 nem se preocupassem com fábulas ou genealogias intermináveis, pois que produzem antes discussões que edificação para com Deus, que se funda na fé…

5 Mas o fim desta admoestação é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência, e de uma fé não fingida);porque não é a religião quem salva,mas a fé em Jesus Cristo.Prova disso é que Deus vêm abençoando as igrejas evangélicas e nos adornando com dons espirituais.

ROMANOS 3,vers29 É porventura Deus somente dos judeus? Não é também dos gentios? Também dos gentios, certamente,

Prezada Dona Bianca,
salve Maria.

Alegra-me que a senhora tenha reconhecido que a Fé vem pelo ouvido, e não pela leitura da Bíblia. E a senhora reconhece também meu argumento, baseado no caso do escravoa da rainha de Candace (Atos VIII) que não adianta ler a Bíblia, se não houver quem a explique, para nós.

E a senhora se apressa em reconhecer, humildemente, que de fato, muitas vezes, a senhora não entende o que lê, na Bíblia. Então, quando isso acontece, a senhora diz que recorre à explicação de seu “pastor”.

Mas quem deu a ele esse título de “pastor”?

Esse título, com o poder e o direito de explicar o que há na Sagrada Escritura, Cristo o deu apenas a Pedro.

Deu a Pedro esse poder e esse direito, quando lhe concedeu as chaves do Reino dos Céus, dizendo-lhe:

“Bem aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne e o sangue que to revelou, mas meu Pai que está no céu. E Eu te digo, que tu és Pedro, e sobre essa pedra Eu edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus; e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus” (Mt. XVI, 17-20).

Cristo mudou o nome de Simão para Pedro, e, quando Deus muda o nome de algo ou de alguém, muda algo nesse algo ou nesse alguém. Chamando Simão de Pedro (=Pedra), Cristo mostrou que usaria Pedro como pedra fundamental da Igreja. Por isso, Ele diz imediatamente depois, “Sobre essa pedra Eu edificarei a minha Igreja”.

Ora, naquele tempo, para construir um grande edifício, procurava-se fazê-lo sobre uma pedra grande, capaz de suportar o peso do edifício que ia ser feito. Na igreja — que é um “edifício” espiritual, uma sociedade divina e humana — a pedra fundamental, como em todas as sociedades, é a autoridade. Cristo, então, colocou Pedro como autoridade suprema na Igreja. E tanto o colocou como chefe da Igreja, que lhe disse que lhe daria “as chaves do Reino dos Céus”. E quem tem as chaves de uma casa, ou de uma sociedade, é o seu chefe. Pedro é o chefe da Igreja, para ensiná-la e governá-la com a autoridade dada por Cristo. E essa autoridade é infalível, já que Cristo declara que tudo o que Pedro decidir, aprovando ou condenando, já foi aprovado ou condenado no Céu: “tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus; e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus” (Mt. XVI, 17-20).

Quereria isto dizer, que, quando Pedro aprova algo na terra, Deus seria obrigado a fazer o mesmo no céu?

É claro que não.

Significa, sim, que quando Pedro — o papa — aprova algo na Igreja, sobre a terra, é que Deus já o aprovou no céu. Quando Pedro condena algo sobre a terra, Deus já condenou isso, no céu. Isto é, Pedro é infalível quando aprova ou condena algo sobre a terra, usando as chaves que lhe foram dadas por Cristo, isto é, o poder que Jesus lhe deu, ensinando a Igreja algo sobre Fé ou Moral, decidindo uma questão.

Por exemplo, quando Pedro — em seu sucessor Leão X — condenou as heresias protestantes de Lutero, Calvino, Zwinglio etc, Deus já havia condenado essas mesmas heresias no céu.

Então Cristo deu poder a Pedro para ensinar, e nunca Ele deu esse poder ao “pastor” de sua igreja, Dona Bianca. Pedro é o Pastor da Igreja, os demais são mercenários que não entraram pela porta, como diz Cristo no Evangelho.

E que Cristo fez de Pedro o Pastor Supremo e infalível da Igreja também está nos Evangelhos:

“Tendo eles, pois, almoçado, disse Jesus a Simão Pedro: “Simão, tu me amas mais do que estes?” Ele disse-Lhe: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta as minhas ovelhas” ( Jo XXI, 15-18).

E, depois, Cristo repetiu mais duas vezes esta pergunta, e esta ordem, pela qual, Cristo fez de Pedro o seu Vigário, o supremo Pastor da Igreja Então, minha prezada Dona Bianca, quando a senhora tiver dúvidas sobre a Sagrada Escritura, a senhora deve ir ver o que os Papas –sucessores de Pedro no pastoreio do rebanho de Cristo — ensinaram a esse respeito, e o que os Papas condenaram.

A senhora erra, procurando o “pastor” que não recebeu de Cristo a incumbência de cuidar das ovelhas do Senhor.

E discutir isso, não é uma “discussão boba” como a Senhora diz. Cristo discutiu questões muito graves com os fariseus, e desse modo, nos deu o exemplo de que devemos discutir contra os que ensinam erros, e contra os que se arrogam o título de “pastores” indevida e injustamente, e que portanto, usurpam esse título.

In Corde Jesu, semper,

Orlando Fedeli.

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