Montfort Associação Cultural

23 de agosto de 2010

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A falta de caridade e o silêncio do canonista Edson Sampel

Autor: Emerson Chenta

  • Consulente: Wilmor Wilson Zunino
  • Localizaçao: Jaraguá do Sul – SC – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Profissão: Bancário Aposentado
  • Religião: Católica

Prezado Sr. Emerson Chenta, paz!

Gostaria imensamente, e se for possível, de ler a carta do Edson Sampel, postada no blog do Pe. Joãozinho, “hoje estrategicamente retirada”.

 
Agradeceria demais, também, se pudesse me indicar a localização no sítio da Montfort, se é que está ali postada, da carta intitulada “E o galo cantou!”, dirigida pelo saudoso Professor Orlando a Dom Evaristo Arns há anos atrás.
 
Gratíssimo por sua atenção. Fique com Deus e Maria, nossa Mãe!
 
Wilmor Wilson Zunino
Jaraguá do Sul (SC)

Prezado Wilmor Wilson, salve Maria!
 
A total falta de caridade do Sr. Edson Sampel fez com que ele escrevesse, seguindo o tom maquiado do Padre Joaozinho, uma carta criticando a Montfort, pedindo que ela abandonasse seu motivo de existência e que aderisse integralmente ao Vaticano II, pois a Montfort se trataria de um projeto pessoal do Prof. Orlando e, com seu falecimento, ela teria perdido a sua razão de existência.
 
Ora, essa visão sobre a atuação do Prof. Orlando como professor católico e sobre a Montfort é absurda e beira o autismo histórico. Os cardeais Ottaviani e Bacci, Monsenhor Lefebvre, Padre Calmel, tantos outros e todas as associações São Pio V e São Pio X que se espalharam pelo mundo e rezam e lutam pelo retorno da Missa, pelo sacerdócio hierárquico, não existiram e não existem para o egrégio canonista, Sr. Edson Sampel.
 
Não contente em manifestar seu o autismo histórico, revela vileza e falta de caridade quando retoma suas críticas em um momento de grande dor para nós. E Padre Joaozinho também, ao publicar em seu blog tal carta. Mas o Sr. Padre Joaozinho gosta de platéias e é democrático: quando viu as críticas que sobrevieram aos seus posts (um deles, a carta de Edson Sampel) e que o placar era “muitas críticas x poucos elogios” retirou os posts. No site Montfort, nada disso! Não nos preocupamos com números, nem aplausos.
 
Infelizmente, não temos a mesma carta que fora publicada no blog do Padre Joaozinho. Mas o Sr. Edson deixou um comentário no Blog do Legado com teor muito parecido, se não idêntico, e na mesma linha de pensamento, o qual torno público aos nosso amigos leitores:
 
“Assisti ao vídeo acima. Pelo que entendi, o projeto pessoal de Fedeli era combater o Concílio Vaticano II, lutar pela restauração do que ele chamava de “missa de sempre” e dar total apoio ao santo padre, o papa. Parece-me que há uma aporia incontornável no referido projeto: os papas têm trilhado as sendas do Concílio Vaticano II e celebram o que Fedeli denominava de “missa nova”. De qualquer modo, essa discussão agora está prejudicada. Com o lamentável decesso de Fedeli, o sítio Montfort deveria ser tirado do ar, porque, repito, era um projeto pessoal desse carismático professor de história aposentado, que redigia todos os textos, pelo menos os que pagava a pena ler, pela jocosidade e, digamos, “agressividade apologética” do discurso. A polêmica era um talento de Fedeli. Creio que ele não deixou discípulos à sua altura. Admoesto os queridos internautas integrantes da Associação Montfort a retornarem ao grêmio da Igreja católica, submetendo-se totalmente a Bento XVI, que aceita e ajudou a forjar as linhas mestras do Concílio, e ao seu respectivo bispo diocesano.
Abraços.”
 
Ele simplesmente ignora o apóio à Missa de Sempre, o Motu Proprio, o levantamento das excomunhões, a criação de um instituto com exclusividade de rezar a Missa de São Pio V e com a responsabilidade de críticar construtivamente o Vaticano II. Bento XVI reconhece que o Concílio Vaticano II e a Nova Missa de Paulo VI trouxeram problemas. Edson Sampel não.
 
Sr. Edson Sampel seria um autista histórico?
 
Ou finge não ouvir e ver o que não lhe convém?
 
Viu ele nossa pergunta-desafio, publicada no dia 11 de julho (aqui)? Ou fingiu não ver?
 
Até agora, temos apenas o silêncio.
 
Salve Maria,
Emerson Chenta
 
PS: o texto “E o Galo cantou” não está no site Montfort. Trata-se de um dos escritos que o projeto Legado está resgatando.

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