Montfort Associação Cultural

27 de janeiro de 2005

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A falência do estado nacional

 “O artigo de Carlos Chagas comprova que toda a pol�tica de “reeduca��o” dos criminosos  faliu. Sem Deus e sem pena de morte n�o h� solu��o para a criminalidade desenfreada.

Mas, que o sentimentalismo e a educa��o rousseauniana dada aos brasileiros impedir� a solu��o �nica que � a pena de morte.
    Pior, o clero progressista que aboliu toda a moral, aposentou o diabo e fechou o inferno tem grande responsabilidade no alastramento da imoralidade e do crime. visto que certos Cardeais e certos federias s� tem carinhos e ternura  para os criminosos.E para Fidel e seus fuzilamentos para quem ousa tentar fugir do para�so cubano.”
 
 

TRIBUNA DA IMPRENSA
Rio de janeiro, s�bado e domingo, 27 e 28 de novembro de 2004
 
CARLOS CHAGAS

A fal�ncia do estado nacional

BRAS�LIA – S� esta semana: em Vit�ria, Esp�rito Santo, bandidos confinados � pris�o irritaram-se contra o que seria a suspens�o de seus privil�gios, inclusive visitas �ntimas. Reagiram, mandando comparsas em liberdade incendiarem �nibus em plena via p�blica. Dezenas de ve�culos queimaram at� a carca�a, a ponto de o governo estadual pedir socorro ao Ex�rcito, que patrulha as ruas da capital capixaba. Mesmo assim, autoridades locais suspenderam as aulas nos col�gios e faculdades, recomendando � popula��o para ficar em casa.

Mata-se cada vez mais no Brasil

S� esta semana: no Rio, a pol�cia identificou e recolheu bandos de menores especializados em assaltar e at� matar turistas estrangeiros, inclusive um espanhol abatido com um tiro na testa. Em poucas horas, encaminhados para estabelecimentos especializados, os meliantes mirins estavam de volta �s ruas, identificados por seus captores at� pela cor das camisas.

Tamb�m na antiga capital, quadrilhas organizadas fecharam mais uma vez a Avenida Niemayer, as linhas Vermelha e Amarela e dois t�neis ligando as Zonas Norte e Sul, promovendo tiroteios, matando gente e obrigando os ve�culos a recuar para n�o atravessar as linhas de fogo, sem que os �rg�os de seguran�a nada pudessem fazer.

S� esta semana: no norte de Minas, dezoito jagun�os invadiram um acampamento de sem-terra, assassinaram cinco, feriram vinte, tocaram fogo nos barracos e fugiram sem que at� agora nada lhes tenha acontecido.

Nem se fala dos roubos seguidos de morte, quer dizer, latroc�nios, verificados em plena luz do dia em quase todas as capitais do Pa�s. Muito menos nas balas perdidas. Ou no assassinato de policiais militares, fardados ou � paisana.

Em S�o Paulo, quadrilhas especializadas continuaram assaltando condom�nios de luxo e hot�is, em verdadeiras opera��es de guerra, s� igualadas aos sincronizados seq�estros de qualquer um.

N�o adianta argumentar que isso sempre aconteceu, porque o grave � que continua acontecendo. E cada vez com maior intensidade. Culpar a pol�cia por ina��o, al�m de bobagem, ser� injusti�a. Por falta de condi��es, de material, de armamento e at� de gasolina para as viaturas, os agentes da lei andam acuados e preocupados em preservar suas vidas e as de suas fam�lias, quando n�o s�o surpreendidos e mortos em sinais de tr�nsito, at� com filhos, como tamb�m aconteceu no Rio, ter�a-feira.

Cada leitor lembrar� mil outros exemplos ocorridos apenas este m�s, para n�o falar no ano e na d�cada, refer�ncia capaz de calar os ranzinzas empenhados em acusar a imprensa de m� vontade para com o governo atual.

Ordem legal tem de ser restabelecida

Estamos assistindo � fal�ncia do estado. A derrocada do poder p�blico. O fracasso das institui��es organizadas, tanto faz se diante do crime organizado, do narcotr�fico, do contrabando e da maldade, ou por conta da mis�ria crescente, do desemprego, da falta de perspectivas para a maioria da popula��o ou da influ�ncia das barbas do camar�o nas mar�s do mar do Nordeste.

Alguma coisa precisa ser feita. Torna-se imprescind�vel restabelecer a ordem legal, sob pena de as institui��es serem postas em frangalhos. Apelar para as altas autoridades constitu�das adiantar� muito pouco, porque desde os tempos de Rams�s II que, uma vez tornadas altas autoridades, desligam-se do meio social aos seus cuidados.

Se utilizam carros blindados, montes de seguran�as, helic�pteros e avi�es particulares, se permanecem encasteladas em pal�cios, at� em salas reservadas de cinema ou em campos privados de futebol, pouco se lhes d� o que acontece ao redor. H� exce��es, por certo, que apenas fazem confirmar a regra.

A sa�da para evitar o caos s� pode estar na sociedade. Mecanismos existem, apesar de n�o utilizados. O plebiscito, por exemplo, constitucionalmente disposto.

Caberia aos governos promover ampla consulta junto � popula��o para, por exemplo, saber se ela aprova o confinamento dos animais: a pris�o perp�tua para autores de crimes hediondos. H� que preservar a vida, que n�o depende de cada um de n�s, mas, por isso mesmo, importa trancar em jaulas quantos atentam contra ela. Nada de penitenci�rias confort�veis, apenas seguras. Direitos humanos, sim, mas primeiro para o cidad�o comum, aquele que cumpre seus deveres e paga impostos.

Ou a sociedade enfrenta a viol�ncia ou a viol�ncia destruir� a sociedade. Ao mesmo tempo, h� que identificar as causas e enfrent�-las. Qual seria a resposta da popula��o, se lhe perguntassem o que fazer com quem lava dinheiro, enriquece atrav�s da especula��o predat�ria, assalta os cofres p�blicos? � melhor parar por aqui…

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