Montfort Associação Cultural

11 de junho de 2013

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A educação para a magnanimidade, segundo o Papa Francisco

Fonte: Unisinos 

Às 11h45min do dia 7 de junho, na Sala Paulo VI, o Santo Padre Francisco recebeu em audiência os estudantes das escolas geridas pelos jesuítas na Itália e na Albânia, com os seus professores e seus pais. Também estavam presentes no encontro inúmeros ex-alunos, representantes dos movimentos juvenis inacianos e de paróquias ligadas aos jesuítas.

Depois dos discursos de alguns educadores e alunos, o papa tomou a palavra e, no início da sua intervenção, ele disse que entregaria para a publicação o discurso por ele preparado e, de sua parte, faria espontaneamente uma breve síntese dele e, depois, ouviria as perguntas dos jovens e dos educadores, de modo a tecer um diálogo com eles.

Publicamos a seguir a síntese do discurso pelo Santo Padre.

 

Queridos filhos, queridos jovens!

Eu preparei este discurso para lhes dizer… mas, são cinco páginas! Um pouco chato… Façamos o seguinte: eu vou fazer um pequeno resumo e, depois, vou entregar este, por escrito, para o Padre Provincial; também vou dá-lo ao padre Lombardi, para que todos vocês o tenham por escrito. E depois há a possibilidade de que alguns de vocês façam uma pergunta e possamos ter um pequeno diálogo. Vocês gostam disso ou não? Sim? Bom. Sigamos por esse caminho.

O primeiro ponto deste texto é que, na educação que damos aos jesuítas, o ponto-chave é – para o nosso desenvolvimento de pessoa – a magnanimidade. Nós devemos ser magnânimos, com o coração grande, sem medo. Apostar sempre nos grandes ideais. Mas também magnanimidade com as coisas pequenas, com as coisas cotidianas. O coração largo, o coração grande. E é importante encontrar essa magnanimidade com Jesus, na contemplação de Jesus. Jesus é quem nos abre as janelas ao horizonte. Magnanimidade significa caminhar com Jesus, com o coração atento ao que Jesus nos diz.

Nesse caminho, gostaria de dizer algo aos educadores, aos profissionais das escolas e aos pais. Educar. No educar, há um equilíbrio a ser mantido, balancear bem os passos: um passo firme no marco da segurança, mas o outro indo na zona de risco. E quando esse risco se torna segurança, o outro passo busca outra zona de risco. Não se pode educar apenas na zona de segurança: não. Isso é impedir que as personalidades cresçam. Mas também não se pode educar apenas na zona de risco: isso é perigoso demais. Esse balanceamento dos passos, lembrem-se bem.

Chegamos à última página. E a vocês, educadores, eu também quero encorajá-los a buscar novas formas de educação não convencionais, segundo a necessidade dos lugares, dos tempos e das pessoas. Isso é importante, na nossa espiritualidade inaciana: ir sempre “mais”, e não ficar tranquilos com as coisas convencionais. Procurar novas formas segundo os lugares, os tempos e as pessoas. Encorajo-os a isso.

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