Montfort Associação Cultural

11 de outubro de 2004

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A criminalidade e o controle de armas

Em relação ao atentado contra estudantes de um colégio de Littleton e a possivel eficiência do controle de armas para a redução da criminalidade, o jornal “The New York Times”, em seu artigo “A Gun Control Moment” , apresenta as medidas propostas ao Congresso Americano.
Representados pelo presidente Bill Clinton, símbolo da mediocridade do século XX, os democratas propõem:
1- Aumentar a idade mínima de 18 para 21 anos para obtenção de armas de fogo;
2- Banir totalmente o acesso a armas nos meios juvenis;
3- Criação de lei punindo os pais por crimes com armas cometidos por seus filhos;
4- Forçar fabricantes e revendedores de armas a instalarem travas nas armas vendidas; por lei, somente o proprietário teria as chaves das mesmas;
5- Limitar a compra de armas à quantidade de uma ao mês.
Propõe-se ainda um “debate nacional” sobre as “causas e curas” para o problema da violência entre os jovens, e sobre o nível de responsabilidade dos pais em tais atos.

É óbvio que tais propostas visam eximir os jovens criminosos de suas responsabilidades, transformando em réu a arma de fogo, imputável de penalidades, e não quem a maneja.
Como condenar o homem – bom em sua essência, de acordo com Rousseau e os sociologos do Sec.XX – por tais atrocidades?
Esses novos humanistas, defensores do mal e cegos da verdade, não querem ver a causa real de todo o mal do mundo moderno. Nossa esquerda , puxando o gatilho marxista e usando sua mira míope, dispararia uma primeira razão: “a culpa é da pobreza”, diriam. Mas não é o caso: os jovens da “Gangue da Capa Preta”, autores do morticínio de Littletown, possuíam excelente padrão de vida, nos moldes americanos.

Nosso presidente-sociólogo Fernando Henrique, em matéria publicada no jornal “O Estado de São Paulo” de 28.04.99, diz que não há nenhum interesse em aumentar o calibre das armas (se é que se pode chamar assim..) utilizadas pelos policiais, pois, de acordo com ele, “o calibre ideal é aquele que tira o criminoso de ação, sem matar”. Pena que os criminosos que ele cita não pensem da mesma forma…

Vejamos o ocorrido na Australia, um ano após uma grande campanha de desarmamento da população:
-Total de Armas apreendidas: 640.381 armas de fogo
-Total gasto pelo governo na campanha: US$500milhões
Consequencias:
-Aumento do Índice de homicídios: 3.2%
-Aumento do número de assaltos com armas de fogo: 44%
-Aumento do número de assassinatos no Estado de Victoria: 300%
Esses dados são oficiais do governo daquele país.

Não adianta, portanto, ater-se à limitação das armas. O problema é muito mais amplo: o homem moderno perdeu o temor de Deus, o salutar freio que o impede de cometer tais pecados. Tornou-se, assim, escravo de seus caprichos, na medida em que faz tudo o que quer. Afinal, por que não matar ou roubar?
O assunto é vasto, e poderemos abordá-lo novamente. A propósito, alguém saberia dizer onde está o síndico que assassinou brutalmente um professor, em S. Paulo, quando saía do elevador de volta do trabalho para entrar em casa? E o estuprador Paulinho Paiacã?

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