Montfort Associação Cultural

1 de junho de 2013

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Segundo Domingo após Pentecostes

Fonte: Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião, Campo Grande

2ª Classe – Paramentos Verdes

Para ler/baixar o Próprio completo desta Missa, clique aqui.
Santos do diaSanto Erasmo (bispo) (m. século IV) e Santos Marcelino e Pedro (m. 303), mártires (m. 273).
Epístola 1ª de São João Apóstolo 3, 13-18.
Caríssimos: Não vos admireis de que o mundo vos odeie. Nós sabemos que passamos da morte à vida, por isso que amamos os nossos irmãos: Quem não ama, está morto! Todo aquele que odeia o seu irmão, é homicida; e vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna em si. O amor de Deus reconhecemo-lo nisto: em Ele ter dado a sua vida por nós, devendo nós também, portanto, dar a vida pelos nossos irmãos. Se alguém tiver bens deste mundo, e, vendo o seu irmão em necessidade, se não comover com isso, como é que o amor de Deus estará nele? Filhinhos! Não amemos com palavras e com a língua, mas com a verdade das obras.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 14, 16-24.
Naquele tempo: Disse Jesus aos fariseus a seguinte parábola: “Um homem tinha feito um grande jantar, para o qual tinha convidado muitos. À hora do jantar mandou um servo a dizer aos convidados que viessem, porque tudo estava pronto. Todos, porém, à uma, se começaram a escusar. Um primeiro disse-lhe: ‘Comprei uma quinta, e tenho de ir vê-la; peço-te que me dês por dispensado.’ Um segundo disse: ‘Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; peço-te que me dês por dispensado.’ Um outro disse: ‘Acabo de me casar, e por isso não posso ir.’ Voltou o servo, e contou tudo isto ao seu Senhor. O dono da casa, então, irritado, disse ao servo: ‘Vai imediatamente pelas praças e ruas da cidade, e traze-me cá os pobres, os aleijados, os cegos, e os coxos.’ ‘Senhor’, disse-lhe o servo, ‘fez-se como mandaste, mas ainda há lugares.’ Em vista disto, disse o Senhor ao servo: ‘Vai pelos caminhos e azinhagas, e obriga as pessoas a entrar, para que a minha casa fique cheia. Aqui vos afirmo que nenhum dos que foram convidados provará o meu jantar.’ ”

Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).

Comentário ao Evangelho do dia:

 

Pe. Leonhard Goffiné (1648-1719), cônego regular premostratense
Manual do Christão, págs. 609-610 (com adaptações a/c blog) – Rio de Janeiro: Casa Central dos Padres Lazaristas, 1951.
“(…) nenhum dos que foram convidados provará o meu jantar.” (Lc 14, 24)
É uma figuração esta grande ceia da Igreja de Cristo, onde os fiéis são alimentados com sua preciosa doutrina e com seu Corpo Sagrado, e também da Igreja triunfante no Céu, onde o próprio Deus sustenta os eleitos em sua visão beatífica, satisfazendo-lhes todos os (sãos) desejos em delicias imensas e eternas. Bendito seja Deus, que se dignou convidar-nos a tão incomparável banquete da terra e do céu!
Foi Cristo Senhor nosso quem preparou aquele festim, instituindo a sua Igreja, a quem entregou sua doutrina e seus sacramentos, depois de nos ter comprado a salvação com sua paixão e morte, e nos convidou pelo ministério, ora dos profetas que o anunciaram, ora dos apóstolos e dos seus sucessores, que apregoam seu reino em todo o mundo.
Entre os que se dispensaram de assistir à ceia destacam-se os Judeus, que, empedernidos no orgulho e na ambição dos bens terrenos, não quiseram reconhecer o Messias e ficaram fora da Igreja.
O que comprara uma quinta, simboliza os que, cheios de cuidados pelas coisas do tempo e pelas riquezas do mundo, se tornam indiferentes às do céu. O das cinco juntas de bois”, simboliza outra casta de Cristãos atarefados e metidos nos negócios e trabalhos a ponto de lhes sacrificar os dias santos que Deus se reservou. Pelo convidado que “se tinha casado” e por isso não atendeu ao convite, devemos entender os homens carnais, impudicos, escravos dos sentidos e,  por isso, incapazes dos gostos espirituais e das celestes alegrias.
Os “pobres e aleijados”, que por último foram chamados e encheram a sala do festim, foram os mais humildes e pequenos entre os Judeus, os Publicanos, os Samaritanos, os próprios Pagãos que abraçaram a doutrina de Cristo, rejeitada pelos orgulhosos Fariseus, pelos Escribas carnais, a quem o Divino Mestre dirigiu esta parábola.
Não deixa esta, porém, de ter aplicação aos nossos dias, uma vez que, hoje como sempre, Deus exclui do seu reino celestial os soberbos, os avarentos, os sensuais, que enjeitam os repetidos convites dos ministros do altar à sagrada mesa.
Aos pequenos, pelo contrário, aos pobres, aos pecadores arrependidos, Deus agasalha, livrando-os do apego às coisas do mundo já pela inspiração da sua graça, já pelas adversidades salutares que manda. A estes tais obriga Deus de algum modo e osforça a participarem dos gozos espirituais, da vida piedosa em sua Igreja da terra, para aproveitarem depois as venturas da Igreja do Céu.

 

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