Montfort Associação Cultural

21 de dezembro de 2012

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Quarto Domingo do Advento

4º DOMINGO DO ADVENTO

1ª Classe – Paramentos Roxos
1ª Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios 4, 1-5.
Irmãos: Assim, que todos nos considerem como ministros de Cristo, e dispenseiros dos mistérios de Deus. Ora, o que se requer nos dispenseiros é que sejam fiéis. Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vós, ou em juízo humano; pois nem sequer a mim mesmo me julgo. É fato que a minha consciência de nada me acusa; todavia, nem por isso me dou por justificado, porque o Senhor é quem me julga. Portanto, não julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor: Ele não só porá às claras o que se acha escondido nas trevas, mas também descobrirá os desígnios dos corações: e cada um receberá, então, de Deus, o louvor que merece.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 3, 1-6.
No ano 15º do imperador Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judeia; Herodes, Tetrarca da Galileia; Filipe, seu irmão, Tetrarca da Itureia e da província da Traconítida; e Lisânias, Tetrarca da Abilena; sendo Pontífices Anás e Caifás: o Senhor falou a João, filho de Zacarias, no deserto. Percorreu ele toda a zona do Jordão, pregando o batismo do arrependimento para a remissão dos pecados, como está escrito no livro dos oráculos do profeta Isaías: “Uma voz clama no deserto: Preparai os caminhos do Senhor, e endireitai as suas veredas: que todos os vales subam, e que todos os montes e colinas se abaixem; que os maus caminhos se tornem direitos, e que os escarpados se aplanem: e todo o homem verá a salvação de Deus.”
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB,  Abadia de Santo André – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963.

Comentário ao Evangelho do dia feito por

S. Francisco de Sales (1567-1622), bispo de Genebra e doutor da Igreja

Sermão para o 4º Domingo do Advento (extraído do site da Diocese de Cruzeiro do Sul/AC)

“Preparai o caminho do Senhor, aplanai as suas veredas”

Tendo o povo de Deus sido reduzido à escravatura pelos pagãos e enviado como cativo para o meio dos Persas e dos Medos, depois de ter sofrido um longo cativeiro, o bom rei Ciro resolveu livrá-los dessa servidão e reconduzi-los à Terra Prometida. Com uma poesia divina, o profeta Isaias entoou estas belas palavras: “Povo de Israel, consolai-vos, consolai-vos, diz o Senhor nosso Deus; a vossa consolação não será vã nem inútil. Falai ao coração de Jerusalém…, porque a sua malícia chegou ao fim. E porque as suas iniquidades atingiram o máximo, serão perdoadas.” Por isso, dizia esse grande poeta ao povo de Israel, “aplanai os vossos caminhos e endireitai as vossas veredas” (cf. 40, 1s)…

Por que é que Deus diz que perdoará ao povo de Israel as suas iniquidades, se é verdade que ele atingiu o cúmulo da sua malícia? Os Padres antigos… ensinam que estas palavras podem entender-se… como se Deus dissesse: “Quando eles estão no auge das suas aflições e sentem vivamente o fardo das suas iniquidades nesta escravidão e neste cativeiro, depois de os ter punido pela sua maldade…, olhei-os e tive deles compaixão. Chegados ao pior dos seus dias, bastou-me o que eles já tinham sofrido; por isso, as suas iniquidades ser-lhes-ão agora perdoadas… Quando atingiram o cúmulo da sua… ingratidão, quando parecia não terem nenhuma lembrança nem memória de Deus e dos seus benefícios, a sua iniquidade ser-lhes-á perdoada”… Quando a Providência de Deus quis mostrar aos homens a sua bondade, isso foi uma coisa admirável, porque Ele não quis que qualquer motivo o induzisse a fazê-lo. Sem ser levado por mais nada senão pela sua bondade, comunicou-se aos homens de uma forma absolutamente maravilhosa.

 

Quando veio a este mundo, era o tempo em que os homens tinham chegado ao cúmulo da sua malícia; quando as leis estavam nas mãos de Anás e Caifás…, quando Herodes reinava e Pôncio Pilatos governava a Judeia, foi nesse tempo que Deus veio ao mundo para nos resgatar e nos libertar da tirania do pecado e da servidão do nosso inimigo.

Fonte: Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião, Campo Grande.

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