Montfort Associação Cultural

26 de janeiro de 2005

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100 mil padres abandonaram o celibato

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Paulo
  • Localizaçao: – Brasil

Meu querido Professor Orlando Fedeli, eu gostaria de conhecer a sua opinião sobre este artigo publicado na Folha de São Paulo em 21/09/2002.

Atenciosamente.
Paulo


100 mil padres abandonaram o celibato, afirma entidade da France Presse, em Madri

100 mil padres abandonaram o celibato, afirma entidade da France Presse, em Madri

O celibato foi abandonado por 100 mil padres da Igreja Católica, segundo estimativas da Federação Internacional de Sacerdotes Casados, divulgadas hoje em um encontro do movimento reformista “Somos Igreja”.

Entre os 500 delegados presentes no evento de três dias de duração na Universidade Carlos 3º (Espanha), os membros da Federação Internacional de Sacerdotes Casados defenderam o celibato opcional.

A federação calcula que 25% dos 400 mil padres de todo o mundo abandonaram o celibato e 10 mil continuam exercendo o sacerdócio com a tolerância de suas respectivas Igrejas.

O presidente da Federação, o sacerdote Julio Pinillos, enfatizou ao jornal “El País” que os casos de pedofilia na Igreja católica favorecem a causa do celibato opcional, mas que prefere não utilizar isso como argumento.

A entidade “Somos Igreja”, criticada em várias ocasiões pela Igreja espanhola, reúne correntes reformistas do catolicismo internacional e defende a idéia de um novo concílio.

O movimento diz que já reuniu 8.000 assinaturas, entre elas de 35 bispos, para uma petição neste sentido ao Papa João Paulo 2º.

Prezado Paulo, salve Maria.

Desgraçadamente esses números parecem ser verdadeiros.

Pior que esses números, porém, é o Movimento Wie sind die Kirch — “Nós somos a Igreja — francamente rebelado contra o Papa, e apesar disso, protegido por Bispos e até por Cardeais, (pelo Cardeal Koenig, por exemplo, que foi Arcebispo de Viena).

Esse movimento não só prega o fim do celibato, mas defende o fim da monarquia eclesial, combatendo a autoridade do Papa. Ele preconiza, sim a convocação de um Concílio Vaticano III, que levaria ao cabo e às conclusões lógicas, os princípios deixados ambíguos pelo Vaticano II.

Os participantes desse movimento afirmam que o Papa João Paulo II está traindo o “espírito do Vaticano II”, e se apegando à sua letra. Por isso eles se rebelaram contra a Declaração Dominus Jesus. Por tudo isso, o Movimento “Nós Somos a Igreja” é verdadeiramente herético e cismático.

Não é de surpreender que, depois do Vaticano II, tantos padres hereges tenham apostatado, casado, ou se amasiado, exigindo o fim do celibato eclesiático, pois já dizia um velho ditado: “Não há herege sem concubina”.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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