Montfort Associação Cultural

18 de junho de 2013

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Papa Francisco manda introduzir São José nos Canons II, III e IV do Novus Ordo

Publicado o Decreto Paternas Vices, da Congregação para o Culto Divino hoje no site do Vaticano.

Cinquenta anos após a entrada de São José no canon da Missa, por decreto de João XXIII de 1962, o Papa Francisco manda acrescentar essa menção também nas “Orações Eucarísticas” II, III e IV (já que a Oração Eucarística I é uma cópia simplificada do Canon Romano) …

Essa é a notícia que agita o território da Conferência Episcopal Americana, a qual distribuiu ontem a cópia do decreto Paternas vices, assinado pelo Cardeal Cañizares, da Congregação do Culto Divino, em 1. de maio de 2013.

A inclusão do nome de São José no Canon da Missa, no longínquo 1962, causou comoção pois significava uma alteração – ainda que devota – ao multissecular Canon Romano. E abriria com isso as portas à revolução que foi o Novus Ordo Missae de Paulo VI.

Ora, se São José tivesse sido usado apenas como desculpa para a mudança na Missa, não interessaria invocar sua altíssima intercessão em cada Missa que fosse celebrada após a Reforma Litúrgica… e ele permaneceu esquecido, com isso, por tantos anos, sendo mencionado apenas no menos usado dos canons, ou “orações eucarísticas” da Missa Nova.

Seria a lembrança do Padroeiro da Igreja Universal um passo de Francisco em direção à Reforma da Reforma?

Terá sua iniciativa mais sucesso do que a ordem de Bento XVI de que se mudasse a expressão “por todos” por “por muitos”, que foi solenemente ignorada nos lugares em que não foi abertamente contestada?

 

Glorioso São José, rogai por nós!

 

Notícia publicada pelo Fr. Z’s Blog

Comentário Lucia Zucchi

 Texto do Decreto no site do Vaticano

 

DECRETO

Pelo seu lugar singular na economia da salvação como pai de Jesus, São José de Nazaré, colocado à frente da Família do Senhor, contribuiu generosamente à missão recebida na graça e, aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo. Deste modo, este Justo, que amorosamente cuidou da Mãe de Deus e se dedicou com alegre empenho na educação de Jesus Cristo, tornou-se guarda dos preciosos tesouros de Deus Pai e foi incansavelmente venerado através dos séculos pelo povo de Deus como protector do corpo místico que é a Igreja.

Na Igreja Católica os fiéis, de modo ininterrupto, manifestarem sempre uma especial devoção a São José honrando solenemente a memória do castíssimo Esposo da Mãe de Deus como Patrono celeste de toda a Igreja; de tal modo que o Beato João XXIII, durante o Concílio Ecuménico Vaticano II, decretou que no antiquíssimo Cânone Romano fosse acrescentado o seu nome. O Sumo Pontífice Bento XVI acolheu e quis aprovar tal iniciativa manifestando-o várias vezes, e que agora o Sumo Pontífice Francisco confirmou, considerando a plena comunhão dos Santos que, tendo sido peregrinos connosco neste mundo, nos conduzem a Cristo e nos unem a Ele.

Considerando o exposto, esta Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, em virtude das faculdades concedidas pelo Sumo Pontífice Francisco, de bom grado decreta que o nome de São José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, seja, a partir de agora, acrescentado na Oração Eucarística II, III e IV da terceira edição típica do Missal Romano. O mesmo deve ser colocado depois do nome da Bem-aventurada Virgem Maria como se segue: na Oração Eucarística II: “ut cum beata Dei Genetrice Virgine Maria, beato Ioseph, eius Sponso, beatis Apostolis”, Na Oração Eucarística III: “cum beatissima Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum beatis Apostolis”; na Oração Eucarística IV: “cum beata Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum Apostolis”.

Para os textos redigidos em língua latina utilizam-se as formulas agora apresentadas como típicas. Esta Congregação ocupar-se-á em prover à tradução nas línguas ocidentais mais difundidas; para as outras línguas a tradução devera ser preparada, segundo as normas do Direito, pelas respectivas Conferências Episcopais e confirmadas pela Sé Apostólica através deste Dicastério.

Nada obste em contrário.

Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 1 de Maio de 2013, São José Operário.

Antonio Card. Cañizares Llovera
Prefeito

 + Arthur Roche
Arcebispo Secretário

 

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