Montfort

Igreja e Religião  |  História   |  Arte  |  Ciência e Fé  |  Política e Sociedade  |  Crônicas


Artigos

História

  • Constituição Civil do Clero: a revolução dentro da Igreja- Orlando Fedeli
    Antes de assaltar uma fortaleza, atacam-se suas defesas exteriores. Do mesmo modo, antes de tentar destruir diretamente a Igreja com a decretação da Constituição Civil do Clero, a Revolução Francesa procurou destruir certos obstáculos e resistências que se colocavam à sua ação anti-religiosa. Ultrapassados esses obstáculos, em 1790, a Assembléia Constituinte francesa contava com uma Comissão Eclesiástica, a que foi dada a incumbência de apresentar à Assembléia um, “plano constitucional de organização do Clero”. Entre outras medidas, várias dioceses foram suprimidas e estabelecia-se a independência do clero francês com relação ao Papa. Assim a Igreja na França seria independente de Roma, e o velho sonho galicano e jansenista far-se-ia realidade. A aplicação da lei constitucional cismática levou a França à perseguição religiosa e à guerra civil. Isto é, a capitulação diante da Revolução trouxe consigo -- exatamente -- os males que se pretendia evitar por meio dela.
  • Dois Bispos: Talleyrand e Dom Tomás Balduíno:
    A expoliação dos bens da Igreja em 1789 e o MST em 2003
     
    - Orlando Fedeli

    Em todos os grandes movimentos revolucionários, como a Reforma, a Revolução Francesa e a Revolução Russa, fizeram-se reformas agrárias, pois é uma medida que está de acordo com a filosofia igualitária e anti católica dessas revoluções. A Igreja era, nas vésperas da Revolução de 1789, a instituição mais rica da França. Mas, pouco a pouco, inclusive com o apoio de parte do clero, medidas foram tomadas para a completa expoliação dos bens da Igreja. “Viu-se então aparecer pela primeira vez uma prática política que se repetiria durante toda a Revolução. Consistia ela em obter da Assembléia votos de princípio que, parecendo destinados a uma aplicação remota, parecendo mesmo bastante inofensivos, seriam aceitos pelos elementos moderados do centro; depois, utilizar-se-ia o princípio proclamado para tirar dele, peça por peça, todas as conseqüências”.
  • O Campanário de Chanzeaux - Orlando Fedeli
    A Revolução da Liberdade proibira o toque dos sinos porque não suportava aquelas vozes que desciam dos céus. Agora só a voz do Homem, a voz da Razão é que falava.
    E que dizia o Homem gaguejando sua filosofia? Ele proclamava a liberdade de consciência, a liberdade de religião, a liberdade de imprensa... e proibia o toque dos sinos - “vozes do fanatismo” - erguidos em torres “aristocráticas” que dominavam as aldeias. Proibia aquela voz que importunava a terra falando do Céu, incomodava o homem que só queria viver como os animais na terra, de terra, para a terra.
    E duas Igrejas se haviam formado. A Igreja antiga, sempre a mesma, fiel ao Papa e a Deus, caminhou serena e santa para os bosques, para as catacumbas, para os cárceres, para a guilhotina. A nova Igreja - as páginas da História estão cheias dos escombros das novas igrejas - a Nova Igreja de então, a Igreja Constitucional Revolucionária, fingindo a princípio manter a Fé para esconder a revolta contra o Papa, caiu depois da revolta na traição, da traição na vergonha, da vergonha na apostasia.
  • Tirania: a verdadeira face da igualdade - Orlando Fedeli
    “Liberdade, igualdade, fraternidade”.
    Na verdade, apenas o segundo dos três princípios que integram o lema da Revolução Francesa foi posto em prática - e a ferro e fogo - por seus próceres.
    A liberdade revolucionária encontrou sua expressão na lei dos suspeitos, no juramento compulsório da Constituição Civil do Clero, na perseguição à religião, na proscrição de todos os opositores.
    A fraternidade, por sua vez, despedaçada em inúmeros massacres, foi enterrada na vala comum com as vítimas da guilhotina.
    Explica-se. Na ótica deformada de Danton, Robespierre e Marat, a igualdade era a primeira e fundamental meta, da qual, um vez implantada, derivariam naturalmente a liberdade e a fraternidade. Estas últimas, segundo eles, encontravam obstáculos na “tirania” exercida pelo rei, pelo clero e pela nobreza. Bastaria, pois, esvaziar os poderes dessas ordens - através do nivelamento religioso e político - para atingir o que entendiam os revolucionários por liberdade e fraternidade.
    O resultado foi o terror.
  • Terror: a foice da igualdade - Orlando Fedeli
    Quando a Revolução Francesa triunfou, os revolucionários puderam impor um governo tirânico, como poucas vezes se viu na história. A Revolução hipocritamente mascarou a tirania atrás de um suposto governo popular. Nas palavras de Robespierre, “a força do governo popular, na paz, está na virtude; durante a revolução, está na virtude e no terror”.
    O fanatismo revolucionário teve aspectos estranhamente religiosos. Expressões do espírito religioso da Revolução foram os cultos da Deusa Razão e do Ser Supremo. Ao combater o Catolicismo, a revolução criara ídolos.
    Hoje, tais crimes estão propositadamente esquecidos. Neles não se fala. Louva-se a Revolução que fez triunfar "os direitos do homem". Mas o sangue das vítimas desses crimes clama a Deus dizendo: “Vinga, Senhor”. Ainda que todos se prostrem ante o ídolo sangrento da Revolução e da Igualdade.
  • Frutos da mentira e do sangue: 1789 -1989 - Orlando Fedeli
    Que escandalosa contradição entre o que a propaganda trombeteia a respeito da Revolução Francesa e os frutos que ela produziu. Nossa época - este século de homens em rebelião contra Deus - nasceu dos princípios laicamente sacrossantos de 1789. Tudo o que é genuinamente contemporâneo veio de lá. Mas como se explica que da Igualdade tenham nascido os totalitarismos; da Liberdade, as tiranias e ditaduras; da Fraternidade, a Gestapo e a KGB? Por que, não há como negar, dos escombros da Bastilha é que se construíram os fornos de Auschwitz e o Muro da Vergonha.
  • In Lumine Tuo - Orlando Fedeli
    Estas palavras que a Santa Igreja aplica propriamente a Jesus Cristo, Senhor Nosso, podem ser também analogicamente referidas à Idade Média. Porque, à luz dessa época, que marcou o apogeu da Cristandade, pode-se contemplar a luz da verdade católica, o "lumen Christi".
  • Vocação do Brasil - Orlando Fedeli
    Texto da palestra proferida pelo Prof. Orlando Fedeli em outubro de 1992, na cidade de Buenos Aires, por ocasião das comemorações do Quinto Centenário do Descobrimento da América.
  • Tiradentes, o bode expiatório - Laura Pinca 
    Novos estudos históricos apresentam uma inconfidência mineira diferente daquela que nos narram os livros didáticos.
  • Conspiração na História: exemplos do Antigo Testamento - Orlando Fedeli
    A tese conspirativa da História é rejeitada pelos liberais, pois é incompatível com sua crença na bondade natural do homem. De outro lado, ela é exposta de modo ridículo por certa literatura anti-maçônica, que em tudo vê ações secretas, conciliábulos, maquinações fantasmagóricas, intrigas rocambolescas e que imagina simbologias cabalísticas misteriosas nas coisas mais simples. Foi a cosmovisão conspirativa que Umberto Eco caricaturou na obra "Il Pendolo de Foucault".
  • Era noite na Espanha- Orlando Fedeli
    Cinqüenta anos após a Guerra Civil Espanhola, na qual milhares de sacerdotes e religiosos foram martirizados pelos comunistas por causa da Fé, muita coisa mudou no mundo. Padres e religiosas encabeçam agora as manifestações comunistas. Já não há mártires. Há teólogos da Libertação. O comunismo não mudou sua doutrina, nem seus objetivos. Também não mudou a imprensa, que nos artigos comemorativos da Guerra Civil Espanhola continua a escamotear a verdade.

 


Home | Veritas | Cadernos Montfort | Documentos da Igreja
Destaques da Imprensa | OraçõesEspaço do leitor

© Associação Cultural Montfort
Dúvidas relacionadas aos artigos: preencha o formulário