| Pergunta |
- Rock'n Roll, Idade Média, nazismo e
socialismo.
Primeira carta:
Muito
interessante, se não risível, a matéria publicada neste site sob o nome "Rock e
Revolução". Infelizmente, a reportagem mostra algo que todas as pessoas com meio
cérebro deveriam se entristecer: a tentativa da Igreja Católica (ou setores dela) de
impor o pensamento único, que perdurou durante todo período conhecido por nós como
Idade Média. Qual seria este pensamento único? Muito simples de responder: "ou vc
é a favor de nós ou é contra nós! Se vc é contra nós, vc é um enviado do demônio e
não merece nenhum pingo de respeito ou piedade!" Pensamento parecido com o daquela
instituição deplorável chamada Santa Inquisição...
Continuando com a análise do texto,
um fato que me chamou atenção, foi a menção a Bob Larson. Quem é ele? Bob Larson é
um pastor evangélico norte-americano, racista, pró-censura e a favor da construção de
um estado teocrático cristão nos EUA. Muito oportuno a menção de seu nome, não? Mais
além. a reportagem cita a maior banda de Metal de todos os tempos, o Maiden, e diz que um
de seus discos possui uma mensagem numa língua desconhecida. Desconhecida para eles que
nunca foram para a Jamaica. Sim, a língua "desconhecida" que se ouve nada mais
é do que o dialeto rasta falado na Jamaica e outras ilhas próximas. Ignorância ou
manipulação da verdade? Acho que a mistura dos dois...
Continuando com a comédia, a
reportagem cita jovens que mataram seus pais, amigos ou se suicidaram escutando Rock? O
que é isso? Se uma pessoa é louca ou insana, de forma alguma a música que escuta, os
livros que lê ou os filmes que vê o influenciarão... e se o fizerem, a culpa não é
deles, mas da pessoa que não sabe discernir realidade e fantasia...e acaba cometendo
estes atos escabrosos. A matéria cita ainda que o Rock incita revolta contra a igreja, a
família, a escola, enfim, contra a sociedade. Se estes "intelectuais
brilhantes" tivessem lido a Bíblia, veriam que o seu própria messias incitou a
revolta contra a família e o sistema vigente daquela época e que o seus primitivos
amigos foram uma das causas da derrocada de um dos maiores, melhores e bem organizados
sistema de governo que a história já conheceu: o Império Romano, e com isso, jogando o
mundo num período de fanatismo chamado Idade Média.
Continuando, que disco do Black
Sabbath se chama "Reflection"? Que música do Kiss se chama
"Demoníaca" (ou qualquer coisa que o valha..)? Desde quando "beijo"
significa "Cavaleiros à Serviço de Satã"? Será que eles são tão estúpidos
para não entenderem a letra de ""Sympathy for the Devil"? Será que eles
nunca ouviram falar em white metal ou grupos que não são satanistas? Mas, não, na
cabeça deles, tudo aquilo que não é católico (ou cristão) é demoníaco... talvez uma
segunda "Noite de São Bartolomeu"desse conta destes infiéis!
Para encerrar, gostaria de dizer a
estas pessoas que sou ateu e ouço heavy metal desde os 10 anos de idade. Atualmente curso
História na UFRGS e tenho um relacionamento maravilhoso com meus pais, amigos e
professores. Mas, de acordo com eles, eu não poderia ter nada disso... rídiculo, para
não dizer outra coisa. Mas, tudo bem, estes imbecis que se auto intitulam católicos não
irão enfraquecer o Metal, o Rock, ou que for... o bom senso e a inteligência perdurarão
sempre. É dever de todos lutar contra o obscurantismo, o fanatismo, a ignorância e
sempre fazer prevalecer a democracia e a liberdade de escolha, religião, sexual, de
pensamento ou do que quer que seja! Ou então fazer o que Martin Walkyer fala na música
"On with Their Heads" : enforcar os fascistas, de qualquer tipo...
Um abraço a todos da Whiplash!
Arthur L.A.
P.S.: Será que "Laudate Dominum" do Helloween é
satânica? Ou o Stryper? Ou o Bloogood? Ou "Step out of Hell" dos já citados
deuses germânicos? Burrice ou falta de pesquisa séria? Mais uma vez... os dois!
Segunda carta:
Ainda
sob o torpor de ter lido tantos absurdos numa mesma "reportagem" ("Rock,
Revolução e Satanismo"), resolvi acessar outros textos presentes no site desta,
assim chamada, Associação Cultural. O que eu vi e li me deixou cada vez mais
embasbacado... com o fanatismo e preconceito (ou pós-conceitos errôneos).
A primeira "reportagem" que me chamou atenção foi a intitulada "Mas
que gente ignorante...". Tudo aquilo apresentado na reportagem não passa de
justificações baratas para defender o período de dominação católica conhecido por
Idade Média. Realmente, durante este período, já se tinha conhecimento da esfericidade
da Terra (herdado da antiga ciência grega e romana) e da existência de pólos
antípodas. Mas, como sabemos também, este conhecimento estava confinado somente aos
mosteiros medievais e ao Vaticano, nos chamados "livros proibidos". A
população normal ou até mesmo os poderosos senhores feudais não tinham notícia destas
constatações científicas. Aliás, a própria Igreja fazia questão que estes
conhecimentos científicos não vissem a luz do dia, pois sabiam que conhecimento sempre
traz indagações e nem sempre estas indagações estariam a favor da Madre de Roma. No
decorrer do texto, no entanto, não vi nada que justificasse esta negação de conceder o
conhecimento para as esferas mais baixas da sociedade medieval (usar o termo
"classe" é coisa de comunista e comunista come criancinha...). Talvez num
próximo texto, o Sr. Fedelli tente justificar este fato. Reitero que não nego que a
sociedade contemporânea deve muito do seu conhecimento aos monges medievais
(principalmente os irlandeses), por terem guardado em seus mosteiros páginas e páginas
dos antigos conhecimentos gregos, romanos, celtas e nórdicos. Mas, ainda sim, somente o
fato da Igreja ter ocultado estes conhecimentos do "populacho" durante tanto
tempo, já é algo sem justificação nenhuma. Ou talvez apenas uma: o conhecimento afasta
da fé... e quem tem fé tem medo... e quem tem medo se subjuga mais facilmente.
Resolvi então
continuar minha odisséia pelo site, altamente cultural e informativo, e deparei-me com um
"artigo" chamado "Direitas e Esquerdas". Interessante, muito
interessante... principalmente a parte em que o nosso amigo, Sr. Fedelli (que figura!),
diz que o nazi-fascismo é "de esquerda, por ser socialista e igualitário".
Quando Hitler se propôs a construir uma Alemanha igualitária? Quando Mussolini
estabeleceu um regime socialista na Itália? Se a estrutura nazi-fascista é toda baseada
na disciplina e na hierarquização da sociedade, como pode ser chamada de
"socialista"? Como, ainda, chamar de igualitário, regimes que em momento algum
impuseram empecilhos à propriedade privada ou à entrada de capital estrangeiro e ao
lucro excessivo de empresas multinacionais? Ou um regime que não realizou a chamada
"reforma agrária"? Um regime que teve apoio da Igreja e da burguesia, por ser
anti-bolchevique? O que há de "igualitário e socialista" nestes regimes?
Lembro ao senhor Fedelli, que o comunismo e o socialismo são internacionalistas (com a
ascensão do stalinismo, bem diferente do pensamento real de Marx, é que o comunismo
tornou-se nacionalista, mas não xenófobo) e que o nazi-fascismo é altamente
nacionalista e xenófobo. Mas, o mais estranho, foi o termo "pagão" utilizado
para descrever o nazi-fascismo. Mussolini e Hitler eram CRISTÃOS. Católicos, mais
precisamente. Utilizavam símbolos antigos, ou pagãos, de sua cultura, é verdade, não
por serem pagãos, mas sim, porque estes símbolos causavam uma "certa catarse
psicológica nas massas, acordando os sentimentos mais íntimos de patriotismo, glória e
honra" (palavras do próprio Adolf...).
Depois de ter lido estes "textos"
de alto nível intelectual, resolvi me aventurar novamente na "reportagem" sobre
o Rock. Lendo-a com mais calma, achei mais alguns erros (ou apenas frutos da falta de uma
pesquisa séria, coerente e livre de preconceitos). Por exemplo: "and it makes me
wonder" (presente na letra de "Stairway to Heaven") não significa "me
deixa desejoso" ou "maravilhado" (isto seria "wonderED" em
inglês). A tradução certa da frase significa "e isto me faz pensar". Em
relação ao Oeste, presente no texto da música, mais uma vez a informação é dada de
forma errada. O Oeste era o lugar sagrado dos egípcios, celtas, nórdicos e outra
infinidade de povos. O Oeste era "o lar dos deuses", "terra dos
mortos", "terra da bonança" e "país da fartura", de acordo com
as mitologias dos povos já citados. Ou seja: nada a ver com "o Demônio ou
Satã", como a "reportagem" apresenta. Erro ou apenas omissão da verdade?
Deixo as explicações para vocês. Continuando, "anthem" não significa
"antífona"( que é "antiphon" em inglês), mas sim
"hino".Ou vocês acham que o "Star Spangled Banner, U.S.A. National
Anthem" significa "Bandeira Coberta de Estrelas, antífona nacional
americano"? O que significa "The Cath" ou "tot linh"? Vocês
chegaram a usar algum professor de inglês ou um dicionário para fazer a correção final
do texto?
Em relação as mensagens invertidas,
algumas são realmente intencionais (para efeito de marketing, não para "trazer
almas perdidas a Lúcifer"...), só que a grande maioria é apenas coincidência
(algumas palavras, quando faladas de traz para diante, tem fonéticas parecidas com
palavras normais).
Em relação à música "Prince
of Darkness", ela apenas conta uma histórinha de fadas. Ou um padre que conta a
história da queda de Lúcifer durante uma missa é satanista? Milton a contou de forma
brilhante no "Paradise Lost", e nem por isso adorava o Diabo. Interessante
constatação, não?
Continuando com a falácia:por acaso
quem escreveu a música "A Chama do Anti-Cristo" foi Axl Rose? Acho que não. Se
foi ele, me digam em qual disco. Ainda, a música "Possessed" é do grupo Venom
e não do grupo Possessed.
O dito estudo continua com algumas
frases supostamente ditas por astros do Rock. A fonte? Jornais e revistas cristãs.
Estranho, muito estranho... Qual a fonte original destas revistas? Como afirmar que os
astros do Rock disseram aquelas palavras (bem menos perigosa do que Pizarro, as orgias dos
Borghia e da sede de sangue de Torquemada, todos católicos...)? Mais uma vez, o
"estudo" falta com a verdade.
Para finalizar, gostaria mais uma vez
de dizer que a grande maioria das bandas de Rock e Heavy Metal NÃO é satanista ou
religiosa de qualquer tipo. Existem também um grande número de bandas cristãs, como a
australiana Mortification (cujo líder Stephen Rowe diz ter sido curado de um câncer pela
oração e fé em Cristo), cujo trabalho lírico é impressionante e totalmente voltado ao
Catolicismo, a banda americana Tourniquet, que se empenha em campanhas anti-abortos e em
defesa dos direitos dos animais, isto sem falar dos seus excelentes trabalhos
comunitários, e por fim, as bandas brasileiras Eterna e Rosa de Saron, as duas ligadas à
Igreja Católica e a centros comunitários. Poderia citar mais algumas, como Bride, Barren
Cross, Seventh Angel, Stryper, Dynasty, Trouble, entre outras bandas existentes dentro de
uma lista enorme. Mas, no entanto, o "estudo" se baseou em preconceitos e na
falta de uma metodologia de pesquisa séria e se tornou nada mais do que um
"abstudo" (junção das palavras "absurdo" e "estudo"),
faltando com respeito com profissionais que trabalham com música, com o grande
número de fãs do estilo (independente de religião), com a inteligência alheia e com a
liberdade de expressão. São pessoas como as presentes nesta "Associação
Cultural" que denigrem a imagem de pessoas sérias ligadas ao catolicismo. Reitero
que não sou católico, sou ateu, mas mantenho contato com católicos e pessoas de outras
religiões quase que diariamente, e tenho por todos respeito, carinho e admiração. Por
isso, me entristeço e me revolto contra este tipo de preconceito, ignorância,
arbitrariedade e obscurantismo presente no site da "Associação Cultural
Montfort".
Porto Alegre, 21 de Outubro de 1999
Arthur L .A.
P.S.: George Orwell era declaradamente comunista. Nem se
preocupem em procurar "mensagens secretas" em seus livros.
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| Resposta |
A... Arthur L.A.
Suas duas mensagens me deixaram em um certo embaraço,
extremamente honrado e, por fim, muito satisfeito e até bem alegre.
Explico primeiro o meu embaraço: que forma de tratamento dar a uma pessoa que se declara
igualitário com a fúria com que Arthur Ávila o faz?
Certamente não chamá-lo de "nobre", ou mesmo "Ilustríssimo senhor",
como é de praxe. Seu estilo não revela uma alma nobre, mas apenas grosseira e debochada,
e de ilustre você tem apenas a presunção. Também não posso chamar de "Prezado
senhor" quem declara que deseja enforcar-me e me chama de fascista apesar de eu ter
atacado o Duce e Hitler.
Deveria eu chamar no apelativo de minha carta de "Muito grosseiro senhor Arthur"
a quem me chama de "imbecíl" e me acusa de usar só "meio
cérebro"?
Não! Seria descer a seu nível de educação e de "carinho". Porque seu estilo
e nível de educação o levam a berrar ofensas gratuitamente, sem nenhuma relação com a
realidade.
Como então dirigir-me a um tal furibundo Arthur?
Se não quero descer a seu nível de educação, entretanto, sou obrigado a lutar com
você, usando a mesma arma que você escolheu: o tacape. Se você tivesse escolhido um
educado e respeitoso florete, o debate seria mais cerimonioso e respeitoso. Como roqueiro
selvagem, você escolheu o tacape.
Sou obrigado a fazer o mesmo. Não se queixe, então, se levar umas boas tacapadas na sua
dura, socialista e universitária cabeça.
Relendo suas duas cartas estrebuchantes de ódio, acabei concluindo que o melhor seria
dirigir-me a você como "Extre-buchante Arthur". Depois, fazendo a sesta,
lembrei-me de outra pessoa que tinha o mesmo ódio que você pela Igreja Católica, e que
estre-buchava furioso, exatamente como você, ao ser contrariado: Adolf Hitler, o Führer
do Nazismo. É com fanatismos incoerentes e ilógicos como o seu que se gestam os
Führers, e é com ódios contra Deus extre-buchantes, como o seu, que se formam as mentes
que constróem Auschwitzes.
E porque você é, política e intelectualmente, nanico; e porque ainda não teve ocasião
de praticar sua intolerância em escala estatal, você só merece o apodo de Führer no
diminutivo: führerzinho.
Pois então meu desembaraço está resolvido. Lá vai
minha carta resposta:
Estre-buchante "führerzinho" Arthur,
Divertidas saudações.
Permita-me, agora, explicar porque suas cartas me deixaram
extremamente honrado. Você, como ateu, revela um tal ódio a Deus e à Igreja Católica,
que votar à minha pessoa esse mesmo ódio só pode me honrar. Desonra, para mim, seria
ser louvado por uma pessoa tão contraditória e estrebuchantemente odienta de Deus, como
você.
Você, estrebuchante Arthur, afirma que está entre os que querem "fazer prevalecer a
democracia" e a liberdade de consciência de quem quer que seja". Como então
demonstra tanto ódio contra a Igreja e contra o que penso?
Contraditório Arthur, onde está sua lógica e seu democratismo? Você vê que não
adianta usar o cérebro inteiro, quando quem o usa é um "Estudante de
História" de seu quilate e de seu primarismo intelectual.
Você ataca a Inquisição e, depois, como todo anti-inquisidor, manifesta o desejo de
"Enforcar os fascistas, de qualquer tipo". E considera que fazer esses
enforcamentos "é dever de todos".
Imagine-se o estrebuchante Arthur chefiando uma Tcheka tupiniquim - forma justiceira de
inquisição socialista! Quantos mataria ele como fascistas, se até uma pessoa como eu --
que sou anti-fascista e ataquei o fascismo e o nazismo - ele quer enforcar! É também
estrebuchante de carinho e de coerência, o "democráticamente" socialista
Arthur...
Portanto, seu ódio e sua raiva contra mim, por ser eu católico, me honram extremamente.
E por que suas cartas me deixaram muito satisfeito? Simplesmente porque, quando o inimigo
estrebucha é porque foi atingido. Se dou um golpe, e o adversário ruge de ódio, é
porque o golpe acertou o alvo.
Você já viu o que acontece com uma lesma , quando cai sal
sobre ela?
Parece-se com o seu estrebuchar de raiva impotente: ela se contorce e se esvai,
transformando-se num como que escarro. Pois foi isso o que aconteceu com suas idéias
quando o sal da verdade caiu sobre seu "famoso "cérebro inteiro".
Estrebuche, Arthur, estrebuche. É uma satisfação vê-lo estrebuchante e impotente. É
uma alegria constatar que, contra argumentos verdadeiros, um rockeiro socialista -- e
universitário !-- só pode vomitar ódio, contradições, incoerências e
grosseiras ofensas.
Estrebuche, Arthur, estrebuche.
Derreta-se de "carinhoso" ódio. E pode ir preparando sua democrática e
tolerante forca para meu pescoço anti-fascista. Seria uma honra ser enforcado por um tal
carrasco, defensor da 'Liberdade de pensamento". Você já teve precursores na
contradição e no ódio: Robespierre, Lenin, Stalin, Djerjinski, Fidel, etc. Muitos etc.
***
Passo agora a analisar sua "argumentação",
suas tolices e contradições. E elas são tantas, e expressas em tal confusão de
temas, que é difícil escolher por onde começar.
Comecemos pelas questões históricas, já que você é um estudante de História em uma
Universidade do Rio Grande do Sul.
Você afirma que na Idade Média a Igreja impedia que o povo,
e até "os poderosos senhores feudais", conhecessem a verdade científica sobre
a esfericidade da terra, que estaria "confinada apenas aos mosteiros medievais e ao
Vaticano". Isto é, seria um privilégio apenas dos monges e membros da Cúria
Romana, a quem você um tanto anacronicamente chama de Vaticano.
E você afirma que a Igreja fazia questão de que esse conhecimento não viesse "à
luz do dia".
Ó "analfabeto" Arthur, você leu meu trabalho intitulado "Que gente
ignorante", mas você não entendeu que em qualquer igreja medieval, em qualquer
Catedral gótica ou românica, havia imagens de Cristo e da Virgem segurando na mão o
globo da Terra? O povo não via as imagens dos soberanos segurando uma bola na mão? Ou
você pensa que a Igreja explicava ao povo que a terra era plana, e que aquelas imagens
citadas, colocadas nas portas e nos altares das igrejas, para todo mundo ver, significavam
que os reis e imperadores eram jogadores de boliche?
Cego Arthur, o ódio o faz não usar convenientemente o seu famoso inteiro cérebro.
Que pena ! Assim, vou acabar desconfiando do próprio valor de seu universitário e
esclarecido cérebro... Que pena ! Que cérebro fica inutilizado ! Que gênio o mundo vai
perder ! Pobre estudante de História ! Quanta bobagem e quanto preconceito em tão poucas
linhas ! O ódio contra a Igreja o cega, ó tolerante Arthur.
Por exemplo, você diz que a Igreja não permitia que o conhecimento científico chegasse
ao povo, porque o conhecimento gera indagações, e estas acabam por destruir a fé. Que
este conhecimento ficava guardado "nos livros proibidos".
Certamente, ao falar de "livros proibidos", você estava pensando No Index
Librorum Prohibitorum, que de fato a Igreja Católica sabiamente instituiu.
Só que isso foi no Concílio de Trento, no século XVI, e não na Idade Média, ò
sapientíssimo Arthur. Veja a que gafe anacrológica seu ódio cego o levou.
E ignora você - apesar de seu privilegiado cérebro inteiro, e apesar de seus profundos
estudos históricos -- que foi a Igreja quem fundou as Universidades? E ignora você que
qualquer pessoa podia estudar nelas, tendo pelo menos um décimo de seu famoso cérebro
inteiro? E ignora você que muitos dos grandes sábios, filósofos e doutores da Idade
Média vieram do povinho mais miúdo? Você já ouviu falar de Suger? E do Papa
Gregório VII? Ignora você que a Suma Teológica de São Tomás de Aquino é um conjunto
imenso de perguntas dos alunos medievais a que São Tomás responde metodicamente?
Você ignora que as multidões do povo, que hoje vão assistir "concertos" de
Rock e droga, na Idade Média iam assistir ao debate entre São Bernardo e Abelardo, por
exemplo?
Que gente fanática e ignorante a medieval ! Imagine? Iam assistir debates filosóficos e
teológicos ... Hoje, não há mais disso: o povo instruído vai assistir o Maguila dar
socos num outro brutamontes, ou vai ver Mike Tyson morder a orelha do adversário.
E, em matéria de música, em vez do canto gregoriano, admirado e invejado por Mozart, ou
das canções populares medievais, se é fã - sem fanatismo - de Mike Jaeger ou do Grupo
Iron Maiden.
Ó estrebuchante Arthur, o ódio cega, mas o ódio ignorante faz o cego dizer asneiras.
Faz até quem tem cérebro inteiro relinchar... Não relinche tanto, pois isso
comprometerá seu prestígio de estudante ateu genial.
Você - que se diz democrático - vem defender os comunistas
negando que eles comiam criancinhas. Pois leia o "Livro Negro do Comunismo"
escrito por ex-comunistas denunciando não só os crimes de Stalin, mas também os de
Lenin. Você ainda não leu esse livro? Não acredito ! Uma cabeça tão cheia por um
cérebro inteiro ainda desconhece esse livro?
Você já leu o livro de Hugh Thomas sobre a Guerra civil espanhola de 1936? Claro que
não. Você, como bom estudante de História, lê história do Rock e história marxista.
E lê, só tendo sobre o seu nariz socialista os óculos vermelhos do ateísmo e do ódio.
E sobre o nazismo e o fascismo, quanta besteira você disse;
quantas sandices em poucas linhas sobre essas ideologias realmente tão nefastas,
criminosas e socialistas quanto o marxismo!
Então, a seu arquivo cerebral ainda não chegou a informação de que o Nacional
Socialismo era socialista? E você não desconfiou que o adjetivo "socialista"
no nome do maldito e criminoso Partido de Hitler era porque ele defendia o socialismo?
Não, urra-me você, o socialismo é internacionalista, enquanto nazismo e fascismo eram
nacionalistas. Cego e ingênuo - ingênuo? - Arthur!
E como explica você que Lenin tenha estabelecido o socialismo num país, a Rússia, e
não tenha feito a revolução do proletariado internacionalmente como preconizava Marx?
E seu saber estupendo ignora que Mussolini foi, durante 10 anos, o diretor do jornal
oficial do Partido socialista, o Avanti? E você ignora que Mussolini proclamou a
República Socialista de Saló? E você ignora que ele se chamava Benito em homenagem a
Benito Juarez, que não foi propriamente um capitalista? E você ignora que o fascismo
estatizou, isto é, socializou a economia?
E você ignora que Goebbles escreveu no Angriff que o nazismo e o comunismo tinham os
mesmos ideais? Você ignora que Hitler dizia que queria socializar as mentes? Você
não leu pelo menos o primeiro volume do livro de William Schirer, Ascenção e Queda do
terceiro Reich, no qual fica claro o socialismo do Nazismo? Você não leu o livro de
Hermann Rauschnig, "Hitler me disse"?
Não, você nunca leu nada disso. Se leu, como nega o caráter socialista do Nazismo e do
Fascismo? Se não leu e não conhece, como bazofia ter um conhecimento que não tem?
Você só repete slogans socialistóides, que o dispensam de usar seu famoso cérebro
inteiro.
Se tiver ocasião, leia nesse interessante livro de Rauschnig, denunciador do nazismo,
como esse partido era socialista. Você leria lá que Hitler afirmava: "Eu sou o
realizador do marxismo" (H.Rauschnig, Hitler m'a dit, Coopération, Paris, 1939, p.
210).
Hitler disse ainda : "Eu aprendi muito do marxismo, e eu não procuro esconder
isso". "O que me interessou e instruiu nos marxistas, foram os seus
métodos" (Idem p. 210). E mais: "o nacional socialismo é um socialismo em
devir", que não acaba jamais, porque seu ideal se desloca sem cessar" (idem p.
214). "Nós socializamos os homens" (idem p. 219).
E não vou dar mais citações porque haveria tantas que alongariam por demais esta carta.
Então, se você quiser mais, procure-as você mesmo.
Você já leu o Programa do Partido Nazista? Provavelmente
não. Se tivesse lido, nunca teria dito que o nazismo não era socialista. Pois veja como
o programa do partido dos Trabalhadores alemães se parece com o do PT brasileiro.
Esse Programa de 25 pontos do Partido Nazista foi feito por Drexler, Hitler e Feder em
fevereiro de 1920. Veja o que diz Alan Bullock sobre o programa do Partido Nazista:
"O programa era nacionalista e anti-semita, voltando-se ao mesmo tempo severamente
contra o capitalismo, os trusts, os grandes proprietários de terras e os grandes magnatas
industriais. Todos os ganhos não oriundos do trabalho deveriam ser desapropriados (ponto
11), todos os rendimentos de guerra deveriam ser confiscados (ponto 12); o Estado deveria
apropriar-se das companhias e tomar parte nos ganhos das grandes indústrias (ponto
13/14), as grandes lojas de departamentos deveriam ser apropriadas pela comunidade e
divididas entre pequenos comerciantes (ponto 16). Estes deveriam ser privilegiados nos
negócios públicos. Junto com isso caminhavam, mão na mão, não menos drásticas
propostas em prol de uma reforma agrária: desapropriação não indenizada da terra, que
seria usada para o bem da Nação, extinção das rendas da terra e proibição da
especulação sobre terras (ponto 17)" (Alan Bullock, Hitler - Eine Studie der
Tyrannei - 1 - Der Weg zur Macht, Fischer Bücherei, Frankfurt Am Main 1964, pág. 70).
Que tal, estrebuchante Arthur, não é um puro programa socialista? Lula o aprovaria, se
não soubesse de onde veio este programa.
Que tal? Reconhece você sua ignorância sobre o socialismo do nazismo?
Claro que não reconhece. Seria esperar demais de alguém tão fanático como você.
E sabe de uma coisa, ó estrebuchante Arthur, estou começando a desconfiar de seu saber.
Estou começando a pensar que você, de fato, é um ignorante presunçoso. Será?
Mais. Confesso que estou começando a ter dúvidas sobre o seu famoso cérebro inteiro
(talvez, no fim desta mensagem, eu lhe confesse qual é a minha desconfiança... Por
enquanto, ainda não!)
Você garante que a estrutura do nazismo e do fascismo -
esses regimes socialistas e criminosos - era toda "baseada na disciplina e na
hierarquização".
Ó confuso e trapalhão Arthur, você chama a tirania de disciplina? Ou você não sabe o
que é disciplina , ou você não sabe o que é tirania. Será que a
"disciplina" stalinista dos Gulags, para você, não é tirânica? E a
"disciplina" castrista de Fidel, em Cuba, que inclui até o famoso
"Paredón"? Essa você acha tolerante, democrática e respeitadora da liberdade
de pensamento?
Contraditoriamente você condena a Cristo, por ter dito : "Quem não está comigo,
está contra Mim ". E quem não gosta de Rock , quem prova que o Rock é satânico,
este, por ser contra seu modo de ver o Rock, é ignorante, estúpido, imbecil, tem meio
cérebro, e outras amabilidades de seu trato costumeiro, que você garante ser
carinhoso".
"Quem não é pelo Rock, é contra o Rock". Este é seu berro. E, quem é contra
Arthur e contra o Rock que ele ama fanaticamente, deveria ser enforcado como fascista
intolerante, pelo tolerante Arthur, o respeitador de todas as opiniões, DESDE QUE NÃO
CONTARIEM A DE ARTHUR, o ÚNICO, o grande historiador gaúcho que está nascendo. Arthur,
o "Pacheco dos Pampas" (você já ouviu falar do talentoso Pacheco? Não?
Procure conhecê-lo. Ele devia ser seu parente, pois que também tinha um cérebro
inteiro, e tão famoso quanto o seu será).
Você estranha que eu chame o nazismo de "pagão".
Pois você ignora que a "filosofia nazista se dizia pagã? Você não
sabe o que disse Rosenberg no seu livro "O Mito do Século XX"?
Você me diz, como "argumento" contra o que digo, que Hitler era
"católico". Que Mussolini também era católico, porque foi um dia batizado.
Você também, provavelmente foi batizado - e desconfio, só desconfio, que você
freqüente alguma sacristia, ou tenha contato com algum padre roqueiro - mas nem por isso
posso chamá-lo de católico. Nego-lhe essa honra.
Também Marx foi batizado, numa seita protestante, mas seria um abuso dizer que ele era
protestante. Stalin foi até seminarista da Igreja "Ortodoxa" cismática (e
você, não andou por algum seminário?), mas nem por isso posso dizer que Stalin era de
religião cismática. E Fidel, que estudou com os Jesuítas e fazia seus guerrilheiros
andarem com o terço ao pescoço na Sierra Maestra, era Fidel devoto da Virgem Maria?
Seu "argumento" então é um relincho ! (Agüente esta tacapada que seu estilo
de polemizar e sua falta de educação - seus coices - me constrangem a empregar e a
devolver, em legítima defesa e a contragosto, mas bem merecidamente em sua cabeça dura).
Você, pleno dos preconceitos socialistas contra a Igreja,
acusa Cristo de ter incitado "a revolta contra a família e o sistema vigente naquela
época". Como ateu e socialista, você fala exatamente como um "Teólogo"
da Libertação. Até parece que você andou lendo ou escutando o ex- Frei Boff.
Será que você, ainda que ateu, freqüenta paróquias, onde tocam bandas de Rock White
Metal ou do Rock satânico cristão?
Como Cristo incitou a revolta contra Roma, ó sagaz exegeta? Por acaso mandando pagar o
tributo a César? E como incitou contra a família, mandando amar o próximo? E como os
primeiros Apóstolos de Cristo foram responsáveis pela queda do Império, se eles foram
mortos pelo Império Romano, o qual só desapareceu mais de trezentos anos após a morte
desses Apóstolos?
Pela influência do Cristianismo, me berrará você. O que seria uma simplificação
absurda de um problema complexo que só um universitário ateu e socialista poderia fazer.
Passemos, afinal, a seu idolatrado Rock.
Para começar, vamos ao cerne de sua "argumentação" em defesa do Rock.
Você estre-bucha de raiva, como um diabo que recebeu algumas gotas de água benta, porque
acuso o Rock de ser um gênero de música satânica. Acusa-me de ter feito um
"abstudo" - mistura de absurdo com estudo - e de que sou um ignorante, que
desconheço o autor verdadeiro de uma canção. Acusa-me ainda você de não conhecer o
dialeto "rasta" da Jamaica e de não usar dicionário ao traduzir a letra de uma
canção. Tudo isso misturado com escarrados, respeitosos, democráticos e tolerantes
"carinhos".
Sobre a argumentação baseada em Platão, em Dodds e em muitas citações sérias, você
faz silêncio. Os textos de roqueiros famosos confessando o seu satanismo, você faz que
não leu. Sobre as citações de muitas autoridades e especialistas que criticam o Rock,
você, tão furibundo em seus ultrajes, fica quietinho.
Reclama que citei um tal Larson, que seria um pastor protestante e racista. É claro que
não apoio nem o protestantismo, nem o racismo dele - se o que você diz dele é verdade.
Citei apenas o que ele disse do Rock, porque até um ateu cego de ódio pode dizer
ocasionalmente uma verdade. Por exemplo, você mesmo, em meio a tantas bobagens e ofensas,
reconheceu que os monges copistas medievais guardaram o saber da Antigüidade em seus
pergaminhos (arre ! Até você pode reconhecer uma verdade, assim como, por vezes, até o
diabo pode dizer : Ai Jesus ! Ou um marxista comunista diz por vezes: "Minha
Nossa Senhora !" "Noossa ! . Ou : "Graças a Deus").
Para provar que posso citar um autor pouco competente, e com o qual não concordo de modo
algum, mas admitindo que ele tenha dito uma verdade, citarei você mesmo.
Você nega de patas juntas que o Rock é satânico, e
garante, com toda a sua arthural competência universitária, que a canção Príncipe das
Trevas não se refere a Lúcifer, mas conta uma "história de fadas" ... (Pensa
você que todo mundo é trouxa, é? Pensa você que as pessoas não entendem o que está
escarrapachadamente dito nessa canção diabólica? Sua afirmação é um indicativo de
sua honestidade intelectual e de sua capacidade hermenêutica.)
Entretanto, você mesmo, sem perceber, admite que há rocks satânicos. Cito você mesmo,
uma autoridade em Rocklogia:
"A grande maioria das bandas de Rock não são satânicas".
Eu até concordo com essa sua declaração, desde que acrescente o advérbio
"declaradamente" ou "conscientemente" satânicas.
Mas, ao dizer isso, você confessou que bom número delas é satânico. "Habemus
confitentem reum !" ( Você que insinua conhecer bem a Sagrada Escritura, e que se
julga um grande poliglota, deve saber o que significa isto).
Ao negar que o Rock tenha qualquer responsabilidade em crimes de parricídio que se têm
repetido, você diz que pessoas loucas ou insanas não são influenciadas nem pela música
Rock, nem por filmes, nem pelo que lêem. E completa: "se fizerem [crimes] a
culpa é delas".
Ora, está provado que a música pode influenciar até os animais, como também os loucos.
Portanto, pode influenciar também os roqueiros, embora nem todos os que ouvem Rock sejam
loucos. Incoerentemente, de novo, você diz que se pessoas loucas ou insanas praticarem
crimes [depois de ouvir Rock], "a culpa é delas". Incoerente Arthur, se a
pessoa é louca ou insana, não tem responsabilidade criminal. Não há tribunal no mundo
que declare esse despautério que você defendeu.
Respondo, finalmente, aos ciscos de seus vômitos
"argumentativos".
Você me acusa de ser ignorante por não ter ido à Jamaica e por não conhecer o dialeto
"rasta", que eu nem sequer sabia que existia, eu o confesso. Veja que
ignorância a minha.
Acusa-me ainda de não traduzir corretamente a palavra "wonder". Aconselha-me a
usar dicionário, e para poupar-me o tempo garante que Wonder significa: "ficar
pensativo" e não "desejoso de saber", como eu traduzi.
Pois ainda que você tivesse razão nisso, não ficaria invalidado que eu afirmei da
canção Stairway to Heaven. Entretanto, segui seu conselho e fui consultar o pai dos
burros ingleses, que você parece conhecer tão bem. Ora, o que encontrei lá, no primeiro
velho Dicionário que achei à mão, e no verbete wonder?
Veja o que li nesse Dicionário Inglês-Português, Português-Inglês de Oswaldo Serpa,
6ª edição, da Fundação Nacional de Material Escolar, Ministério da Educação e da
Cultura, Rio de janeiro,1957.
Wonder: s. ter curiosidade; desejar saber; espantar-se; assombrar-se; admirar-se;
surpreender-se; maravilhar-se; perguntar a si mesmo. s. admiração, enleio, espanto,
assombro, portento, prodígio, milagre, maravilha, mistério, enigma. "for a
wonder", excepcional, por acaso, por um milagre,. in a wonder,
maravilhado; espantado. no wonder, não há que estranhar, não é de admirar,
não admira."
Um amigo meu, professor de inglês, me explicou, que, por exemplo, na frase, "I
wonder what that man is doing over there", wonder significa exatamente "eu
gostaria de saber etc".
E a palavra anthem, no mesmo dicionário, recebe os seguintes significados: antífona,
canção, cântico, hino".
A tradução original do termo anthem é exatamente antífona, embora possa ser traduzido
por hino também, mas dada a alusão religiosa típica do rock satânico, é melhor
traduzir anthem por antífona. E ainda que não fosse assim, nada mudaria na questão de
fundo: o Rock é satânico, ainda que você estrebuche como um diabo, ou como um
führerzinho universitário, como menino mimado e embalado ao som do rock, desde os dez
aninhos.
E chega deste cisco argumentativo.
Aliás, já que você se peja de conhecer tanto o inglês do Rock e até o famoso dialeto
"rasta", aconselho-o a que comece estudar português, já que você se engana,
por vezes, em matéria de concordância verbal. Por exemplo, você escreveu:
"A GRANDE MAIORIA das bandas de Rock e Heavy Metal NÃO SÃO satanistas". (O
destaque é meu. A besteira é sua).
Ora, o sujeito da frase está no singular, e você colocou o verbo no plural.
E, mais importante, você mesmo aí reconhece que há bandas de Rock satanistas, como já
expliquei.
E chega !
Você já está devida e merecidamente posto em seu lugar.
Só me resta dizer-lhe do que fiquei desconfiado a respeito de seu cérebro inteiro: é
que o seu, apesar de usá-lo inteiro, pareceria ser um cérebro socialisticamente
jumental. Mas é claro que não é. Só fica com essa aparência em razão do ódio que o
cega.
Repito que lamento ter sido obrigado a escrever-lhe no tom que você escolheu. Mas, foi
você que escolheu o tacape. Fui constrangido a usar a mesma arma. Azar seu !
Muito divertido por seus despautérios, mas sem nenhum prazer por tê-lo conhecido,
despeço-me esperando não encontrá-lo nunca mais. Especialmente no lugar para onde temo
que você vá mas espero que não vá, para ouvir Rock eternamente, nas trevas, com o
príncipe delas.
Estrebuche.
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli
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