Roma (Italia), 22 de enero (VID) - ¿Existen guerras de
"clase A" y guerras de "clase B"? La respuesta es afirmativa, según
lo verifica una investigación presentada hoy y realizada conjuntamente por la Caritas,
"Il Regno", revista quincenal de los Dehonianos de Bolonia, y "Famiglia
Cristiana", de la Sociedad de San Pablo, el semanario más difundido en Italia.
La investigación se concentra en particular sobre algunos
conflictos (Angola, Colombia, Sierra Leona, Sri Lanka, Guinea Bissau ), y señala cómo y
durante cuánto tiempo han estado en el centro de la atención de los principales actores
sociales, si se los parangona con otros (Kosovo, Palestina). Para los primeros, los
resultados demuestran que frente a decenas de llamamientos formulados por el Papa y los
episcopados locales ha habido un silencio total de parte de los medios de comunicación de
mayor difusión (diarios y televisiones) de Italia.
La investigación, según se lee en un comunicado, es
"una oportunidad para cuestionarse ante la inminencia del encuentro de oración
promovido por el Papa en Asís con los representantes de todas las religiones, para hacer
juntos opciones en favor de la justicia, del perdón, de la paz. Ya que, como surge
también de la investigación, son justamente el Papa y las Iglesias, junto a las Naciones
Unidas, las únicas voces autorizadas que se levantan contra la injusticia de las guerras
en los diversos contextos de crisis: datos que deben hacernos reflexionar, sobre todo si
se los confronta con el relativo silencio y la escasa iniciativa de las otras
instituciones y de los gobiernos".
En los años noventa se han registrado 56 guerras
(conflictos armados con más de 1.000 muertes cada uno) en 44 países, en su mayor parte
disturbios civiles encaminados a conquistar el control del gobierno o del territorio. El
90% de las guerras posteriores a 1945 ha tenido lugar en los países pobres. Y los que han
pagado el precio mayor han sido los inocentes: 2 millones de niños muertos desde el '90
al 2000; cerca de 27 millones de muertos entre la población civil desde la posguerra
hasta hoy (el 90% del total de las víctimas); 35 millones de refugiados. A lo que deben
añadirse los daños personales, sociales, ambientales y económicos que muchas veces han
sido causa de ulteriores sufrimientos y del subdesarrollo de continentes enteros.
Fonte: Vidimus Dominum
http://www.vidimusdominum.org/frame.asp?dir=mappa&lingua=SP
Comentários
ASSIS: dois encontros ecumênicos para
a paz... e uma estatística
Nos últimos 16 anos, por iniciativa do
Papa João Paulo II, houve dois marcantes encontros de oração, ambos em Assis, reunindo
representantes das mais diversas "tradições religiosas" para a implantação
definitiva da paz no mundo. O primeiro foi realizado em 27 de outubro de 1986 e o segundo,
em 24 de janeiro passado.
No último encontro, segundo o noticiário,
estavam representadas cerca de 50 tradições religiosas, num total de 250 representantes,
aproximadamente.
Em ambos encontros, os discursos, recheados
de palavras e expressões como amor, perdão, fraternidade, solidariedade, homem,
humanidade, dignidade humana, homens do nosso tempo, espírito novo, sinais dos tempos,
abertura ao "outro", "ricerca" , paz, etc., etc., e etc., empregadas
à exaustão, são de todos conhecidos.
[Aliás, desde os tempos de João XXIII,
passando pelo pontificado de Paulo VI, pelo Concílio Vaticano II e prosseguido por João
Paulo II, discursos desse teor foram proferidos quase que diariamente, ecoados ainda em
homilias dominicais, em entrevistas de "homens de boa vontade", desde crentes,
de todos os naipes, a ateus, incluindo políticos, artistas, intelectuais, radialistas,
líderes das mais diversas ONGS, etc. Nunca se falou tanto em paz como nos últimos 50
anos. Todos a querem!... E, no entanto, temos paz?]
Os dois encontros de Assis foram
programados para que representantes das religiões e "tradições religiosas,
seguindo suas próprias convicções", juntos, pedissem ao seu (s) deus (es), ou à
sua divindade, a tão ansiada paz. Ambas assembléias de Assis consideraram-se
"exemplo vivo de que pode haver paz, amor, harmonia, solidariedade, etc., na
sociedade pluralista do nosso tempo". A mídia mundial cumpriu sua parte: os
encontros, com a relação de participantes, discursos e repercussões, foram amplamente
divulgados.
Salientamos que a Igreja, seguindo o
exemplo e conselho de Cristo, sempre pediu a Deus que nos conceda a paz, em especial
através de inúmeras orações da liturgia do Santo Sacrifício da Missa. Portanto, pedir
paz a Deus, evidentemente é dignum, justum, aequum et salutare!
Porém, a questão que se coloca nos tais
"encontros" é: a qual Deus foi pedido o "dom da paz"? Pois o conceito
de Deus é diferente entre as diversas religiões ou tradições religiosas que
participaram dos encontros.
Alguém poderia definir, por exemplo, e só
citando algumas, que "deus (ou deuses?") é adorado pela Tenrikyo, ou pelo
Gianismo, ou pelo Sikhismo ou, ainda, pelas vagamente denominadas Tradições Religiosas
da África, presentes no último encontro, e explicar como suas convicções religiosas se
identificam com Deus, Uno e Trino, definido pele Igreja Católica no Credo? -- Credo in
unum Deum, Patrem omnipotem, factorem caeli et terrae, visibilium omnium et
invisibilium...]
Voltemos aos encontros.
Como sabemos, o primeiro realizou-se em
Assis, em 26 de outubro de 1986, e foi considerado, tanto pela mídia como pelos
participantes, um verdadeiro sucesso. Todos os participantes "sentiram" que a
paz estava à caminho... Porém, o tempo passou... novo milênio se iniciou... e a paz ...
não chegou!!! ... Chegou?... Vejamos!
Recentemente, o site VIDIMUS DOMINUM
divulgou uma estatística sobre guerras e conflitos armados ocorridos no período de 1990
a 2000, envolvendo mais de 1000 mortes.
Portanto, a notícia se refere a conflitos
ocorridos entre 25 e 35 anos após o encerramento do Concílio Vaticano II, ou entre 4 e
16 anos após o primeiro encontro de Assis. Período em que o pastoral e
"aggiornatto" Vaticano II, certamente, já devia estar produzindo seus frutos...
Produziu?
Voltemos à estatística repetindo a
pergunta do nosso leitor: "Alguém tem idéia de quantos conflitos ocorreram naquele
período?"
Não? ... Pois bem!...Ei-los:
Período de 1990 a 2000:
1- Total de guerras e conflitos armados,
envolvendo mais de 1000 mortes: 56.
2 - Países assolados: 44.
3 - Mortes de crianças: 2 milhões.
Informa ainda VIDIMUS DOMINUM:
Período 1946 - 2000:
1 - Total de mortes em guerras e conflitos
(civis e militares): 30 milhões.
2 - Total só de civis: 27 milhões.
Perguntamos: as profundas, sinceras e
piedosas preces ecumênicas, feitas no primeiro encontro inter-religioso de Assis
(26/outubro/1986), foram atendidas pelo "deus ecumênico" dos "homens
daquele tempo"?
Agora tivemos o segundo encontro de Assis,
com maior número de representantes de religiões "do nosso tempo", com o
"coração mais aberto ao espírito, com maior entusiasmo, com maior despojamento de
si, do seu "eu", com menos egoísmo, com mais solidariedade à humanidade".
Quem sabe, agora, o "deus ecumênico", presente de forma imanente na humanidade,
como muitos afirmam explícita ou implicitamente, atenderá ao clamor do seu povo
peregrino neste "vale de lágrimas", aplanando-o ou secando suas lágrimas...
Para ecoar no tempo aquele clamor, "o
Padre Vincenzo Coli, superior do convento de S. Francisco, propôs que Assis passe a
abrigar um encontro anual para celebrar o sagrado ser humano" (Folha de S. Paulo,
Cad.A, pg A-11, de 25/01/02 - o negrito é nosso).
Agradecemos ao Pe. Coli que, tão sincera e
claramente, definiu a verdadeira e real natureza dos encontros de Assis: celebrar não a
Deus Patrem omnipotentem, mas o "sagrado ser humano"!....
[Paulo VI, no encerramento do Concílio
Vaticano II, 7/12/65, declarou:
"A Igreja, nesses quatro anos, se
ocupou muito do homem, do homem tal como ele se apresenta na realidade em nossa época, o
homem vivo. O homem todo inteiro ocupado consigo mesmo, o homem que se faz não somente o
centro de tudo o que lhe interessa, mas que ousa pretender ser o princípio e a razão
última de toda a realidade (...). Nós também, nós mais do que ninguém, nós temos o
culto do homem (...) A religião do Deus que se fez homem se encontrou com a religião
(porque ela é tal) do homem que se faz Deus... A Igreja quase que se fez serva da
humanidade, no Vaticano II (...)"].
Vemos que a declaração do Pe. Coli segue
retamente a mesma linha torta: a nova religião ecumênica deve celebrar o "sagrado
ser humano"... !
Evidentemente a expressão do Pe. Coli
agrada sobremaneira tanto aos ecumenistas como ao seu "deus ecumênico"...mas,
agradará ela a Deus, Patrem omnipotentem, factorem caeli et terrae, visibilium omnium et
invisibilium... que, como diz o ditado, escreve certo por linhas tortas?...
Será que, após as orações ecumênicas
do segundo encontro, com a implantação da piedosa e devota sugestão do Pe. Coli, de
celebrar o "sagrado ser humano", o "deus ecumênico" da religião de
hoje concederá ao mundo a tão ansiada paz ?
Aguardemos a próxima estatística a ser
divulgada em 2020... ou, quem sabe, nem será necessário aguardá-la!...Quem viver,
verá!