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Igreja e religião

 


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Igreja e religião
  • (06/10/2000) Dominus Iesus causa ira
    É de causar espanto toda a gritaria provocada pela imprensa referindo-se ao recente pronunciamento do cardeal Ratzinger com respeito ao documento Dominus Jesus.
    Em artigo publicado no dia 6 de setembro em O Estado de São Paulo, o jornalista Gilles Lapouge esbanja ignorância teológica e intolerância religiosa - como ele mesmo gosta de acusar.
    O alvo desta vez é o cardeal Ratzinger (chamado de cardeal alemão por Lapouge para assim desonestamente induzir o leitor a uma ligação de Ratzinger com o nazismo, também alemão). O motivo é o fato de o novo documento da Igreja citar algo que de novo não tem nada, isto é, que fora da Igreja não há salvação. E olha que o documento nem diz isso de maneira tão enfática.
    Lapouge, depois de parafrasear Lenin no início de seu artigo conclui que então “todos os teólogos asiáticos ou africanos que se dedicaram a conciliar o cristianismo com conhecimentos locais (hinduísmo, budismo, paganismo...) perderam seu tempo”. Bingo! Pelo menos desta vez ele acertou. Sim, sr. Gilles Lapouge, eles perderam seu tempo sim!
    Os padres não são ordenados para conciliarem a Igreja ao paganismo. O dever deles é converter os pagãos ao cristianismo a exemplo do que fazia são Francisco Xavier no Oriente. Essa é a verdadeira caridade, trazer aqueles que estão nas trevas para a Luz de Cristo. O resto é pura perda de tempo.
    Por fim o jornalista termina elogiando a beatificação de João XXIII e atacando a de Pio IX. Não trataremos do tema aqui por já termos tratado dele em outro comentário.
  • (06/10/2000) Cardeal destaca papel de Maria Santíssima
    O Cardeal Jorge Medina Estévez, prefeito da Congregação para o Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, destacou, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, o papel de Nossa Senhora na História da Salvação, dizendo que ele não é secundário, nem marginal, nem suplementar.
    É interessante também o contexto em que foram proferidas essas afirmativas, pois trataram-se de palavras do Cardeal dirigidas a um congresso Mariano e Mariológico Internacional que foi realizado em Roma, e cujo encerramento ocorreu em 24 de setembro (Festa de Nossa Senhora das Mercês) com uma celebração presidida pelo Papa.
  • (06/10/2000) Artigo de Dom Eugenio: "Deus verdadeiro"
    Do Jornal O Dia:
    "DOM EUGENIO SALES
    Cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, escreve aos sábados
    Deus verdadeiro
    A Declaração "Dominus Jesus", da Congregação para a Doutrina da Fé, traz a data de 6 de agosto último. A 16 de junho, o papa João Paulo II havia, "em consciência certa e com sua autoridade", ratificado e confirmado o documento. Está destinado a exercer grande e benéfica influência na Igreja.
    Examinando a situação atual, constatamos algumas semelhanças com as condições existentes após 35 anos da realização do 1º Concílio Ecumênico em Nicéia, no ano 325. As diferenças entre a doutrina autêntica e interpretações distorcidas eram tão sutis naquela época, que sacerdotes e bispos ficavam perplexos diante da argúcia dos argumentadores em favor da heresia, mesmo um arianismo mitigado. Buscavam atenuar as exigências do Concílio de Nicéia. Este tratara do dogma fundamental da fé cristã, a verdadeira identidade de Jesus Cristo, como Filho de Deus, "Deus verdadeiro de Deus verdadeiro". Sob a pressão do Imperador Constâncio (337-361), muitos bispos foram forçados ou induzidos a aderir à heresia ariana, que havia motivado a convocação do Concílio de Nicéia. O papa Libério resistia; o bispo de Poitiers, Hilário, sofreu repetidos exílios. Sobre esse momento histórico, quando muitos se adaptavam a meias verdades e tantos fiéis sofriam, por guardarem a fé íntegra da grande Tradição, eis que São Jerônimo, o sábio doutor da Igreja, escrevia uma frase que revela a situação alarmante, dramática: "Gemia o mundo inteiro e surpreendeu-se ao se ver "ariano". "Ingemuit totus orbis et Arianum se esse miratus est" (Dialogo Adversus Luciferianos, nº 19).
    Hoje, o poder do imperador é substituído por interesses, pelo relativismo, subjetivismo, minando a reta doutrina. Ao apresentar o documento, o cardeal Ratzinger resume a gravidade do momento atual: "Trata-se de convicções hoje já difundidas, não somente em ambientes teológicos, mas também em setores sempre mais vastos da opinião pública".
    Na atualidade, os erros, de modo sutil ou agressivo, tentam infiltrar-se, atingindo diretamente a identidade da pessoa de Cristo. Embora os moderados fautores dessa subversão da fé reconheçam que Jesus é Deus e homem, dizem que, por ser limitada a natureza humana de Jesus, "a revelação de Deus (em Jesus) não pode ser considerada completa e definitiva". "Introduz-se, assim, a idéia errada de serem as religiões do mundo complementares à revelação cristã". (Declaração, nº 1). Tal pressuposto atinge "o centro e o núcleo da fé cristã" (idem, 1.2) A partir dessa afirmativa, Jesus não passa de uma pessoa, talvez de extraordinárias qualidades pessoais – mas incapaz de representar Deus de modo universal e definitivo. Diz o documento "Dominus Jesus": "Semelhante posição está em total contradição com as (...) afirmações da fé (...) Suas palavras e obras e o fato histórico de Jesus, se bem que limitados enquanto realidades humanas, têm, todavia, como sujeito a Pessoa divina do Verbo Encarnado (...) E assim, comporta o caráter definitivo e completo da revelação dos caminhos salvíficos de Deus" (ibidem, 6.2). Quem fala nas palavras humanas de Jesus, é o própria Segunda Pessoa Divina, o Verbo. Graças a esta unidade pessoal em Jesus, do humano com o Divino, a verdade revelada por Ele é "única, plena e completa" (6.2;4.1)
    A causa mais profunda e insidiosa dessa erosão da fé está no "vazio metafísico da encarnação histórica do Logos eterno reduzido a um simples aparecer de Deus na História" (idem 4.2). As outras grandes religiões são, muitas vezes, a projeção de uma sublime busca de Deus pela inteligência humana. O cristianismo, porém, não é primeiramente busca mas, supondo-a, é a resposta do Deus encarnado. (cfr Cap I. 5-8).
    Essa parte do documento se refere mais às doutrinas e tendências oriundas do Oriente, que se infiltraram na Igreja, através de certo nivelamento na fé. Cristo é a única norma para toda a obra da salvação, por isso, o trabalho missionário é insubstituível.
    Levar o Evangelho aos confins do mundo é imperativo da Mensagem de Jesus. Somente Ele revela toda a verdade de Deus Pai. "O perene anúncio missionário da Igreja é hoje posto em causa por teorias de índole relativista, que pretendem justificar o pluralismo religioso, não apenas "de fato", mas também "de direito" (4.1). O cardeal Ratzinger, em sua apresentação do Documento, afirmava: "Na base daquelas concepções (relativistas), o falar em verdade universal e vinculante, é considerado uma espécie de fundamentalismo, um atentado contra o espírito moderno" Em seguida, Ratzinger nos faz entender que substituir a missão e a conversão pelo diálogo, "já não é diálogo, mas ideologia do diálogo", porque fixa, apenas, posições, todas relativas, e já não ajuda o outro a encontrar a verdade, completa só na revelação de Deus em Jesus Cristo
    Um profundo erro é distinguir entre Jesus – em quem habitaria ocasionalmente o Verbo eterno – e o próprio Verbo divino, que, fora da encarnação de Jesus, continuaria agindo onde quisesse. Assim, as missões seriam desnecessárias; o mesmo Verbo, encarnado em Jesus, estaria, também, presente em outras culturas, religiões.
    Todos nós, católicos e também os demais cristãos, devemos dizer: "Semelhantes teses estão em profundo contraste com a Fé cristã. Deve, de fato, crer-se firmemente na Doutrina da Fé que proclama ser Jesus de Nazaré, filho de Maria, e só Ele, é o Filho e o Verbo do Pai" (10.1)
    A sutileza dos erros expostos na Declaração "Dominus Jesus" revela a importância do documento e a oportunidade de sua publicação. Urge que sejam detectados tão graves desvios e preservados os caminhos que levam a Deus, revelados por Jesus, Salvador único e universal.
    "
    (Fonte: Jornal O Dia - http://www.uol.com.br/odia/opiniao/domeugeniosales.htm)

  • (14/04/2000) Igreja declara guerra à seita
    Notícia publicada no "The Courier Mail", por Amanda Gearing, 29mar00:
    O Bispo William Morris, da Diocese de Toowoomba, declarou que o grupo religioso Magnificat Meal Movement (Movimento do Alimento Glorioso) se excomungou da Igreja Católica, e por isso seus membros não podem mais receber a Comunhão.
    Numa carta circular aos seus paroquianos, o Bispo Morris ainda declarou: "Qualquer frequência dos membros do 'Magnificat Meal Movement' à Missa só pode ser entendida como um protesto contra a Igreja e não como um genuíno desejo de rezar com a Igreja. Em tais circunstâncias, eles não poderiam possivelmente esperar receber a Comunhão".
    A sede do MMM em Queensland fica na cidade de Helidon, entre Brisbane e Toowoomba, e sua líder é a vidente Debra Geileskey.
    Duas religiosas da Congregação das Irmãs da Misericórdia de Toowoomba que são membros ativos do Magnificat Meal Movement estão sob pressão para se retirarem da seita. As duas irmãs, de idade de 83 anos  e com mais de 60 anos de votos religiosos na Congregação das Irmãs da Misericórdia se recusam a obedecer. Apesar da notificação do Bispo, ambas continuam participando das atividades do MMM vestidas com seus hábitos religiosos.
    A posição do Bispo Morris contra a seita tem sido apoiada por todos os Bispos de Queensland, inclusive pelo arcebispo John Bathersby. Eles têm exortado todos os Católicos a se retirarem, e não aderirem ao Movimento bem como aos seus ensinos.
    Numa declaração conjunta, os Bispos disseram que seriam bem-vindos e bem acolhidos todos aqueles que se afastassem do Movimento para voltarem à plena comunhão com a Igreja.
    (Notícia gentilmente enviada por Gercione Lima)
  • (01/03/2000) Católicos perseguidos na China
    Bispos e Padres sequestrados, Crianças expulsas das escolas, Igrejas incendiadas.
    Hong Kong, 31 Janeiro (ZENIT-FIDES) - Nos últimos meses, dezenas de padres da Igreja Católica que estão na cladestinidade foram presos pela polícia da China Continental. Pelo menos 6 bispos da "Igreja Católica Clandestina" estão desaparecidos há mais de 3 anos e outros há meses. Isso acontece, porque eles se recusaram a aceitar o controle da Igreja Católica Oficial da China - a Associação Patriótica.
    Da mesma maneira, as famílias católicas "cladestinas" têm sido perseguidas. Suas crianças foram expulsas das escolas e suas paróquias foram destruídas. Segundo os oficiais da Igreja Católica de Hong Kong, o governo Chinês está pondo em prática as ordens estabelecidas num documento secreto feito em agosto do ano passado. O objetivo do Governo é "converter" os fiéis da "Igreja Cladestina" para a Associação Patriótica; caso não aceitem, serão perseguidos.
    Shandong
    Fontes da Agência Internacional "Fides" confirmam que o padre John Gao Kexian, 72, da diocese de Yantai, foi preso pela polícia em Outubro do ano passado. Fundada em 1949, essa diocese foi confiada aos Franciscanos para os 12.000 fiéis que haviam na época. Hoje, a diocese de Yantai tem mais de 30.000 fiéis.
    Zhejiang
    A diocese de Wenzhou vem sofrendo pressões e atos de violência. Em 23 de novembro do ano passado, o padre Jiang Sunian foi preso; desde de 23 de dezembro seu paradeiro é desconhecido. Segundo a UCA News, a prisão do padre Jiang elevou para 6 o número de padres presos em Wenzhou. O bispo da "Igreja Clandestina", James David Lin Xili, 80, foi preso em Shanghai em 8 de setembro. Os Católicos da diocese dizem que a prisão do Bispo James faz parte de uma campanha da Associação Patriótica para por medo nos fiéis, através de atos de violência, para forçá-los a aderir à Associação.
    No início de janeiro deste ano, um grande número de Católicos foram obrigados a assinar ou a dar a impressão digital em formulários de adesão à Associação, depois de terem passados alguns em detenção. Alguns conseguiram escapar, mas a Polícia Federal ameaçou expulsar as crianças deles da escola caso eles não voltem e filiem-se à Associação. As propriedades da "Igreja Clandestina" construídas sem a permissão do Governo foram incendiadas ou destruídas. Três igrejas foram demolidas em abril, e em dezembro, outras duas foram explodidas em Wenzhou.
    Fujian
    Em Fuzhou, o maior e mais forte reduto de fiéis, foram destruídas 13 igrejas no ano passado. Em outubro, o Bispo Xie Shiguang, 85, de Mindong, foi chamado "para ter uma conversinha" com oficiais do governo e desapareceu. O Bispo Xie tinha veementemente recusado o pedido do Governo de registrar a "Igreja Cladestina" de Mindong na Associação Patriótica.No final, o Bispo voltou para casa "em liberdade, mas sob controle".
    Hebei
    O Bispo John Han Dingxiang, 63, foi preso no final de novembro em Shijiazhuang, durante um retiro. Desde então seu paradeiro é desconhecido. Han é o Bispo "Clandestino" de Yongnian. Ele foi preso e solto diversas vezes até então, somando no total cerca de 20 anos de prisão.
    Pouco antes do Natal, o Cardeal Kung Foundation denunciou a prisão do leigo Wang Chengqun. Até o momento, ele está no campo de trabalhos forçados para "reeducação" em Hebei. Está foi a sétima vezes, em 20 anos, que Chengqun foi preso; pelo menos 10 anos de sua vida ele passou atrás das grades. Quando ele foi preso em em 1997, ele sofreu um ataque de paralisia e não recebeu nenhum tratamento.
    Os padres Guo Yibao, Wang Zhenghe and Xie Guolin foram todos presos no ano passado em Hebei. Há ainda 3 Bispos dessa região desaparecidos:
    o Bispo James Su Zhimin, 68, de Baoding; seus Bispo Auxiliar Francis An Shuxin, 51, e o Bispo Julius Jia Zhiguo, 66, de Zhengding. Os dois primeiros desapareceram em 1996; o terceiro foi levado em 15 de agosto de 1999.
    De 20 março a 28 de April desse ano, a comissão de Direitos Humanos da ONU realizará um encontro em Geneva. Os Estados Unidos está preparando uma resolução condenando o Governo Chinês; a União Européia fará o mesmo.
    ZE00013120
  • (26/01/2000) Medalha da Vergonha
    Carlos Alberto Libânio Christo, o frei Beto, acaba de receber do ditador comunista Fidel Castro a "Medalha da Amizade", em reconhecimento por suas manifestações públicas a favor da Revolução de 1959, responsável pela morte de milhares de pessoas.
    Parece que o amigo dos comunistas anti-católicos ainda insiste em agitar a já mofada bandeira vermelha.
    (fonte: OESP 24/01/00)
  • (26/01/2000) Freira é punida pela Inquisição
    Foi publicada no jornal espanhol "El Pais" uma matéria sobre o caso da freira britânica Lavinia Byrne, a qual anunciou que abandonaria o hábito como represália às ordens do Vaticano de negar publicamente suas idéias favoráveis ao sacerdócio feminino e ao uso de anticoncepcionais no casamento.
    Nada mais coerente do que a atitude do Vaticano, pois tais idéias sempre foram condenadas pela Igreja. Sobre o cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Bryne declara ainda: ''Ele recorreu a técnicas de Inquisição para me intimidar".
    O que pensava a freira? Que podia propagar seus erros livremente, valendo-se de sua condição de religiosa em uma ordem da Igreja? O Vaticano agiu como deveria.
    Ela disse mais: ''Minha disputa não é com a comunidade católica britânica: continuo uma devota leal e comprometida da Igreja e uma entusiasta da ordem da Santíssima Virgem Maria. (...) Mas meu problema de consciência resultou insustentável quando me pediram para renunciar às minhas idéias em voz alta''.
    Quanta incoerência! Como pode ser comprometida da Igreja e professar idéias contrárias a Santa Doutrina?!
    Qual catecismo a freira teria estudado? Pois ela ainda reclama: ''É preciso ser devota, rezar muito e ir à missa. Mas parece que só os homens podem representar Cristo.''
    Se ela estivesse no tempo de Jesus Cristo, talvez fosse reclamar com Ele por ter chamado só homens para seus apóstolos.
    No final da matéria há uma chocante observação: "Mas Byrne tem alguns aliados — entre eles John Wilkins e Keven Flaherty, diretores de duas importantes publicações católicas britânicas: o Tablet e o Catholic Times". Publicações católicas?! Defendendo essa causa, deveriam ser diretores de publicações anglicanas.
    ''A Congregação certamente tinha boas intenções'', lamentou Flaherty. ''Mas acabou agindo como se fosse a guardiã do próprio pensamento.''
    Esperemos que a Congregação continue agindo dessa forma. Ela terá ainda muito a fazer.
  • (26/01/2000) Documento: "Igreja e a culpa do passado"
    Nota divulgada pelas agências internacionais:
    "O Vaticano está preparando um documento sobre a 'Igreja e a culpa do passado', um balanço geral encomendado pelo papa João Paulo 2º sobre os erros que ela cometeu ao longo dos séculos. A medida faz parte de um plano do Papa para que a Igreja Católica realize um exame de consciência e peça perdão por seus equívocos antes da chegada do terceiro milênio. As festividades do Jubileu do cristianismo já têm um dia marcado para o 'mea culpa'. O próximo dia 12 de março será considerado o Dia do Perdão, quando a Igreja poderá pedir desculpas por, entre outras coisas, seu comportamento durante o Holocausto, a perseguição de 'hereges' durante a Inquisição e a escravidão."
    Antes de analisar os "erros" alegados é preciso fazer uma distinção entre Igreja e Clero. A Igreja não é o Clero, e o Clero não é a Igreja.  Este tema já foi abordado em nosso site, de modo que não nos alongamos por demais neste simples comentário.
    Ademais, no Credo rezamos "(...) creio na Igreja, una, SANTA, católica e apostólica". Dessa forma, dizer que a Igreja errou e que é preciso pedir perdão por suas culpas significa negar sua santidade. Significa negar o Credo.
    Quem pode ter errado e ter cometido pecados são os membros da Igreja, ou seja, Clero e fiéis.
    A imprensa anti-católica faz questão de esconder esta distinção.
    Mas o pior de tudo são os "erros" que se alegam. É preciso também dizer mais claramente em que teriam consistido tais erros. Por exemplo Lutero e sua doutrina serão absolvidas? Certamente não, pois assim se estaria negando a doutrina católica.
    Finalmente, se o clero de hoje acusa o do passado, o que diriam os papas e os bispos do passado do clero de hoje? Não seria lógico pensar que estariam errando hoje?
    Em quem acreditar então?
    Em tempos de crise, só há uma resposta: seguir o que Cristo e a Igreja sempre ensinaram, na Revelação e na Tradição.
  • (27/12/1999) Cardeal pede nova forma de governo da Igreja
    Em 14 de novembro passado, a agência Reuters publicou notícia reproduzindo trechos de entrevista do Cardeal Martini, de Milão, muito cotado para a sucessão de João Paulo II.
    Entre outras coisas, o Cardeal de Milão defendeu uma "maior abertura" da Igreja em relação à moral sexual e ao papel das mulheres.
    Ardoroso defensor do ecumenismo, Martini diz que há muito a ser feito ainda. Um dos principais passos a serem dados em prol da causa ecumênica, segundo ele, consistiria em a Igreja "repensar" sua própria forma de governo. Martini defende uma democratização da Igreja e uma abertura ao liberalismo moderno.
    Esquece-se o Cardeal de que Cristo assentou sua Igreja sobre uma única rocha, Pedro, a quem foram dadas as chaves do reino dos Céus.
    Por isso, a Igreja é necessariamente uma monarquia (governo de um só), sendo condenadas as teses contrárias.
    Já no século III há um texto do Papa São Cornélio I que diz:
    "Porque não ignoramos que há um só Deus e um só Senhor Jesus Cristo, a quem temos confessado, um só Espírito Santo, e somente deve haver um só Bispo em uma Igreja Católica" (Denziger 46).
    E, no século XIV, o Papa João XXI, condenando os erros de Marsílio de Pádua, condenou a seguinte afirmação: "O bem aventurado Apóstolo Pedro não teve mais autoridade do que os demais Apóstolos, e não foi cabeça dos outros Apóstolos. Do mesmo modo, Cristo não deixou nenhuma cabeça para a Igreja e fez de ninguém o seu vigário " (Denziger, 496).
    O Concílio de Florença decretou o Primado de Pedro ainda no século XV:
    "Do mesmo modo definimos que a Santa Sé Apostólica e o Romano Pontífice têm o primado sobre todo o orbe e que o mesmo Romano Pontífice é o sucessor do bem aventurado Pedro, príncipe dos Apóstolos, verdadeiro vigário de Cristo e cabeça de toda a Igreja, e Pai e mestre de todos os cristãos, e que ao mesmo, na pessoa do bem aventurado Pedro, lhe foi entregue por Nosso Senhor Jesus Cristo plena potestade de apascentar, reger e governar a Igreja universal, como se contem até nas atas dos Concílios ecumênicos e nos sagrados cânones" (Concílio de Florença, Denziger, 694).
    Esquece o Cardeal Martini, por outro lado, a condenação, feita por Pio IX no Syllabus, da tese de que "o Romano Pontífice pode e deve reconciliar-se e transigir com o progresso, o liberalismo e a civilização moderna" (erro no. 80).
    Dizem que quem entra Papa num conclave, acaba saindo Cardeal. Deus permita que isso ocorra.
  • (13/08/1999) A Inquisão colocada no tribunal do séc. XX
    Nada mais deprimente do que ouvir os comentários - muito apaixonados e pouco inteligentes - que hoje são feitos sobre a Santa Inquisição. Nada é mais odiado e criticado do que esse tribunal, símbolo de uma época que não se permitia guiar por interesses mesquinhos como os que movem todo o nosso tempo.
    Desta vez foi o diretor de teatro Alberto - por contradição - Magno que resolveu arriscar-se a narrar absurdos jamais verificados naquele tempo. O Estado de São Paulo de 08 de Julho passado conta que Alberto Magno, "um estudioso do assunto" (...), está dirigindo uma peça teatral na qual pretende mostrar como os acusados pela Inquisição eram mortos, mutilados ou humilhados, e como a Inquisição era contra mulher. Segundo ele, a Inquisição era contra a mulher. A atriz Zaira Zambelli, que participa da peça, afirma que a Inquisição não só era contra a mulher mas que esta era "considerada próxima ao demônio pelo Tribunal do Santo Ofício".
    Quanta bobagem... Vemos que tanto diretor quanto atriz se enganaram grosseiramente em relação ao objeto de suas acusações. Na verdade, eram contra a mulher os hereges albigences, que as repudiavam brutalmente . Já a Santa Inquisição, além de perseguir esses hereges, louvava sua representante máxima, Nossa Senhora, sempre exaltada pelos católicos e honrada pela Igreja. Maria é colocada como modelo para todos os católicos, especialmente para as mulheres. Inclusive para a atriz Zaira Zambelli. Mas parece que ela não o percebeu, e que também isso não estava escrito nos livros que o diretor Alberto Magno certamente não leu.

  • (13/08/1999)New Study on Shroud of Turin
    By TRACI ANGEL Associated Press Writer ST. LOUIS (AP) - The Shroud of Turin is much older than some scientists believe, according to researchers who used pollen and plant images to conclude it dates from Jerusalem before the eighth century. The study gives a boost to those who believe the shroud is the burial cloth of Jesus and contradicts a 1988 examination by scientists who said the shroud was made between 1260 and 1390. The earlier study also indicated the shroud came from Europe rather than the Holy Land.
    ``We have identified by images and by pollen grains species on the shroud restricted to the vicinity of Jerusalem,'' botany professor Avinoam Danin of The Hebrew University of Jerusalem said Monday during the International Botanical Congress here. ``The sayings that the shroud is from European origin can't hold.'' The Shroud of Turin is a linen about 13 feet long and 3 feet wide that has been kept in the city of Turin, Italy, since 1578. The shroud bears the image of a man with wounds similar to those suffered by Jesus. ``It is something that many Catholics and other Christians hold very dear,'' said Steve Mamanella, spokesman for the Archdiocese of St. Louis.
    ``Perhaps this helps solidify that particular belief.'' The shroud also contains pollen grains and faint images of plants. Analysis of the floral images, and a separate analysis of the pollen grains by botanist Uri Baruch identified a combination of plant species that could be found only in March and April in the region of Jerusalem, Danin said. Danin identified a high density of pollen of the tumbleweed Gundelia tournefortii. The analysis also found the bean caper. The two species coexist in a limited area, Danin said. ``This combination of flowers can be found in only one region of the world,'' he said. ``The evidence clearly points to a floral grouping from the area surrounding Jerusalem.'' An image of the Gundelia tournefortii can be seen near the image of the man's shoulder. Some experts have suggested that the plant was used for the ``crown of thorns.'' Two pollen grains of the species were also found on the Sudarium of Oviedo, believed to be the burial face cloth of Jesus. Danin, who has done extensive study on plants in Jerusalem, said the pollen grains are native to the Gaza Strip. Since the Sudarium of Oviedo has resided in the Cathedral of Oviedo in Spain since the eighth century, Danin said that the matchup of pollen grains pushes the shroud's date to a similar age. Both cloths also carry type AB blood stains in similar patterns, Danin said. ``The pollen association and the similarities in the blood stains in the two cloths provide clear evidence that the shroud originated before the eighth century,'' Danin said. The location of the Sudarium of Oviedo has been documented since the first century. If it is found that the two cloths are linked, then the shroud could be even older, Danin said. The 1988 study used carbon dating tests. Danin noted that the earlier study looked at only a single sample, while he used the entire piece of fabric.
  • (13/08/1999) Sandinismo e Revolução Cristã
    Enviado pelo leitor:
    CARDENAL OBANDO HACE DURA EVALUACIÓN DE PASADO SANDINISTA MANAGUA, 19 (ACI).- El Arzobispo de Managua, Cardenal Miguel Obando y Bravo, testigo directo de los años duros del somocismo y de los tiempos dominados por el Frente Sandinista de Liberación Nacional en Nicaragua durante los 80's, analizó el fracaso de la política sandinista y consideró que este grupo político no trajo beneficios para los pobres del país. En una abierta y transparente entrevista con la prensa mexicana, el Purpurado reconoció que cuando los sandinistas derrocaron al dictador Anastasio Somoza en 1979, todos "estuvimos muy esperanzados en que la Revolución podría solucionar problemas de Nicaragua".
    Sin embargo, aseguró que el resultado fue distinto. "Dejó muchas secuelas negativas: la destrucción de las familias, el odio, la situación económica. Además, la población nicaragüense vive ahora en condiciones más duras que hace 20 años, a pesar de que los sandinistas recibieron importante ayuda económica del extranjero", dijo el Purpurado. "Creo que antes de 1979 -cuando estalló la revolución sandinista- los hospitales estaban mejor, teníamos mejores medicinas, médicos especializados que estudiaban fuera con post grados y no se veían, antes de la revolución, niños pidiendo limosna, como ahora se ven", señaló el Purpurado.
    Para el Cardenal, uno de los rasgos más saltantes del fracaso sandinista fue la persecución contra la Iglesia. "Fueron expulsados 14 sacerdotes, hasta las mismas homilías fueron censuradas, y no sólo las homilías nuestras, sino hasta muchas veces las lecturas del profeta Ezequiel, de Isaías... fue una censura tremenda, y nos cerraron la radio católica como un año", indicó. En la entrevista, el Cardenal Obando también criticó duramente a los sacerdotes -entre ellos Miguel D'Escoto- que se sumaron a los sandinistas olvidando su ministerio para abrazar una carrera política. "Un grupo importante de sacerdotes militó con la revolución y participó en forma destacada en el gobierno sandinista. En esa línea fueron los sacerdotes que jamás denunciaron las situaciones de injusticia que pudieron haberse desarrollado en esa época, jamás hicieron una denuncia", dijo. Aunque los sandinistas dejaron el poder en 1990, al ser derrotados en las elecciones generales por Violeta Chamorro, el Cardenal Obando considera que "siguen gobernando desde abajo". "El mismo Daniel Ortega (líder sandinista), delante de Violeta Chamorro, presidenta de Nicaragua durante el período 1990-1997, me lo repitió, que ellos iban a seguir mandando desde abajo", relató.
  • (13/08/1999) 900 anos depois, falsos cruzados pedem perdão
    Em artigo intitulado "900 anos depois, 'novos cruzados' pedem perdão", o jornal O Estado de São Paulo mais uma vez abusa do "direito" de dizer inverdades contra a Igreja Católica. Desta vez, contra as Cruzadas. A notícia se refere ao esdrúxulo pedido de perdão que um grupo de 2.500 Evangélicos (portanto não católicos) fez a autoridades e moradores de Jerusalém, pelos 900 anos da 1' Cruzada.
    Segundo o jornal, as Cruzadas não passaram de uma carnificina na qual católicos massacraram muçulmanos e judeus. De acordo com o porta-voz do grupo evangélico Caminho da Reconciliação, Mathew Head, "as Cruzadas desfiguraram o espírito e os ensinamentos de Cristo, cujo reino não era parte deste mundo".
    Ora, é fato que o reino de Cristo não é deste mundo. E é justamente esse um dos motivos pelos quais não se deve confirmar em seus erros os que estão na heresia. Os erros religiosos devem ser corrigidos, para que os não católicos, convertendo-se à fé verdadeira, possam um dia entrar no reino de Cristo. De que adianta ir até Jerusalém a pé para pedir desculpas pelos supostos erros dos outros, confirmando em suas posições os que erram? É fácil acusar quem viveu há 900 anos, e a pretexto disso montar uma encenação para as pressurosas tubas da propaganda, pedindo desculpas...
    As cruzadas livraram os católicos, que viajavam para Jerusalém em peregrinação, dos mulçumanos que os maltratavam e cobravam impostos abusivos. Isso os livros de escola e o artigo do Estadão não contam. São esquecidos também, por exemplo, os membros da Ordem dos Hospitares, que combatiam os mouros e, após a batalha, iam cuidar dos feridos do lado inimigo. Sim, eles cuidavam dos muçulmanos, correndo o risco de morrerem pelas mãos de seus próprios pacientes, a quem buscavam ajudar e converter. Velhos tempos, em que a caridade católica se fazia presente na guerra.
    Alguém se lembrará de pedir perdão pelas guerras de nosso sangrento século XX?
  • (30/06/1999) Papa limita poderes das Conferências Episcopais
    Dirigindo-se a um problema de grande amplitude na Igreja Pós-Conciliar - ou seja, a tendência das conferências episcopais nacionais lançarem documentos que ultrapassam os limites da ortodoxia doutrinária - o Papa João Paulo II lançou o motu próprio Apostolos Suos com o qual radicalmente limita a autoridade das conferências episcopais e dos documentos que elas publicam.
    Com esse documento lançado no Vaticano, no dia 23 de julho de 1998, o Papa João Paulo II apenas confirma os argumentos daqueles que criticam as declarações feitas pelas Conferências Episcopais: "Os Católicos estão obrigados a aderir com senso de respeito religioso" apenas àqueles documentos lançados por suas respectivas conferências espiscopais, os quais receberam unânime aprovação por todos os Bispos membros. Contudo, se vier a faltar essa unanimidade, apenas a maioria dos Bispos de uma Conferência não pode lançar uma declaração como se fosse ensino autêntico de toda a Conferência e à qual todos os fiéis daquele território devem aderir, a menos que esse obtenha o reconhecimento da Sé Apostólica, a qual certamente negará tal reconhecimento se a maioria que o requerir não for substancial."
    O Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé enfatizou bem esse ponto numa conferência à Imprensa em Roma quando a nova carta papal foi lançada: "Se declarações doutrinárias emanadas de uma determinada Conferência são unanimamente aprovadas pelos Bispos, então elas podem ser publicadas em nome daquela Conferência e os fiéis devem aderir ", declarou o Cardeal. "Mas se faltar essa unanimidade, apenas uma maioria qualificada dos Bispos de uma Conferência não pode publicar a eventual declaração como se fosse magistério autêntico daquela corporação... a menos que tal documento aprovado por uma qualificada maioria obtenha o "recognitio" (aprovação) da Santa Sé."
    O padre Jesuíta Thomas Reese, editor de America, um órgão muito influente dos dissidentes (desobedientes) nos Estados Unidos, declarou ao New York Times: "Unanimidade é algo totalmente impossível! Sempre haverá um Bispo que discordará até de um ponto insignificante em determinada matéria... isso vai atar as mãos das conferências episcopais e tornará difícil ser criativo ao responder às necessidades pastorais do povo".
    Todavia o criticismo do Padre Reese já era previsto pelo Cardeal Miroslav Vik, um tcheco que estava ao lado de Ratzinger durante a entrevista à Imprensa: "Criatividade também pode ser encontrada aqui, aliás esse é o lugar para a criatividade. Nós estamos cientes de que o desenvolvimento de uma sociedade pluralística que exalta a liberdade, o individualismo, a democracia e as diferenças, inevitavelmente influencia as igrejas e seus bispos. Sem uma oportuna mediação isso pode ser desviado para uma busca, nem sempre iluminada, por maior independência, descentralização e autonomia para as igrejas locais".
    Entre essas declarações "criativas"das conferências episcopais que levaram a Santa Sé a adotar essa medida radical, estão aquelas da Conferência Episcopal da Alemanha, a qual autoriza os Católicos divorciados e recasados no civil a receberem a Comunhão; a da Conferência Episcopal da França que aprova o uso de condons pelos homossexuais para evitar a AIDS; a da Conferência Episcopal da África do Sul que autoriza protestantes a receberem normalmente a Comunhão em igrejas Católicas; e a carta pastoral " Always Our Children"da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, a qual aconselha os pais a tolerarem a atividade homossexual de seus filhos.
    Um dos maiores problemas que o Vaticano estava tendo que enfrentar é que frequentemente tais declarações das Conferências Episcopais acabavam por deixar evidentes as dissenssões entre os bispos de determinado país. E isso ficou mais do que claro quando recentemente vários bispos americanos publicamente declararam que a carta Always Our Children não seria usada em suas dioceses e um Bispo claramente disse que tal declaração é o mal personificado à letra.
    O Papa ainda declara no motu proprio Apostolos Suos: "A verdadeira natureza do ofício de ensinar do Bispo requer que quando ele o exercita em união com a Conferência Episcopal, isso seja feito em assembléia plenária. Pequenas corporações, ou seja; o conselho permanente, uma comissão ou outras secretarias, não têm autoridade para conduzir atos do autêntico magistério em seu próprio nome ou em nome da Conferência e nem mesmo como tarefa assinalada a elas pela Conferência."
    Um outro ponto importante que o Santo Padre fez questão de enfatizar é que cada Bispo individualmente é a única autoridade docente em sua própria diocese e que os bispos não podem limitar seu sagrado poder para favorecer a Conferência Episcopal.
    Revista Challenge
    Setembro de 1998
    Endereço: 1050 Grosvenor Ave
    Winnipeg-Manitoba- Canada
    R3M ON7
    (Notícia gentilmente enviada por Gercione R. S. Lima)
  • (30/06/1999) Fé X Razão
    Dia 13 de junho de 1999 foi publicado um artigo na Revista da Folha de São Paulo com o seguinte título: "Fé e razão são como água e óleo" (ou seja, não se misturam). O autor, Sr. Ricardo Bonalume, procura mostrar a dicotomia segundo ele existente entre fé e razão. Ele inicia o seu texto com a seguinte afirmação: "Boa notícia para os católicos: Eles já podem acreditar que a terra gira em torno do sol! O papa liberou!".   
    É realmente trágico ver alguém tratando um tema tão elevado e crucial para a vida de tantas pessoas de forma tão arbitrária. Nenhum católico, ou qualquer outra pessoa, precisa acreditar que a terra gira em torno do sol.  Trata-se de um  fato compreendido pela razão sem a necessidade da fé (acreditar).

    A fé tem por objeto verdades que a razão não pode compreender, mas nas quais é razoável acreditar. Assim, não se acredita na existência de Deus, pois há provas filosóficas e racionais que demonstram tal existência. Entretanto, é de fé que Deus se tornou homem para nos salvar. Embora seja um mistério, isso não contradiz a razão; pelo contrário, esta demonstra que Deus necessariamente é onipotente, capaz de fazer todo o bem, inclusive morrer por nós para nos salvar.
    Fé e razão não se opõem; complementam-se. A fé é como a luz de um automóvel guiado no escuro. Ela ilumina o caminho, que apesar de não ser visível em virtude da falta de luz, existe e necessita ser iluminado para ser enxergado, devido à limitação do olho humano. A razão é a vista da inteligência, que, devido a seus limites, precisa da luz (a fé) para poder guiar-se. Dizer que o farol é contrário ao olho é um verdadeiro absurdo. O farol existe para que o olho veja o que não é capaz sem o seu auxílio.
    A Igreja Católica jamais condenou a razão ou procurou separá-la da fé. Bonalume cita uma afirmação de João Paulo II plenamente verdadeira e atual: "separar razão e fé"..." foi uma grande tragédia humana". Dessa separação, defendida pelo autor ( "a fé e razão são como água e óleo, não se misturam nem se deve tentar"), resultou ao longo dos séculos um completo desequilíbrio da humanidade. Nem o fideísmo, que defende a fé cega sem base racional; nem o racionalismo, que  busca através da razão contrariar a fé através de sofismas, julgando poder ter o conhecimento absoluto das coisas, são posições equilibradas.

    Da mesma forma, a oposição entre espírito e matéria, Igreja e Estado, ciência e religião são apenas consequências de um princípio errado, segundo o qual  Fé e razão são coisas opostas, que não se misturam nem se complementam.
    Perdoe-me o Sr. Bonalume, mas que péssima luz!
    (Ricardo Olenscki)
  • (18/06/1999) A grande coragem dos ortodoxos
    No dia 25/04/99 a Associated Press (AP)  trouxe uma notícia de Moscou:"Chefe ortodoxo quer tirar restos de Lenin da Praça Vermelha" - Alexis II defendeu que os restos mortais de Vladimir Lenin deveriam ser retirados do Mausoléu da Praça Vermelha. Para ele, tanto Lenin quanto outros líderes soviéticos deveriam ser transladados para um panteão especial, segundo a agência de Notícias Interfax. Alexix II considera "imoral" manter os mortos ( entre eles a múmia de Lenin) em um lugar onde se realizam concertos e outros espetáculos. Entretanto, ressaltou que a questão deve ser tratada com cautela 'para não dividir nossa nação em tempos difíceis.
    As pesquisas apontam que o povo russo quer que  Lenin seja bem enterrado. Assim,  não se  justifica o medo do patriarca ortodoxo em apontar o  motivo fundamental para a transladação da múmia: o massacre de milhares (senão milhões) de pessoas inocentes durante a ditadura comunista e outros crimes covardes, perpetrados  para manter o anti-natural regime comunista. A Rússia está hoje onde está, com toda a sua pobreza e crises sucessivas - assim como todos os países da antiga URSS - devido aos estragos causados pelo comunismo.

    Lenin, ao invés de ser mantido num mausoléu ou, como quer o chefe ortodoxo, colocado num panteão, certamente deveria ser declarado 'post mortem' como um dos maiores criminoso do século, ao lado de Stalin e Hitler.
  • (26/05/1999) Um confrade de Giordano Bruno... de Marx e Loisy
    Num jornal chamado "Correio Da Cidadania" encontramos um artigo de Frei Betto intitulado "O Presidente, a Igreja e a Política". Nele, como é constante nos artigos desse "frade", achamos erros graves contra a doutrina Católica, que mostram como esse "Frei" é, na verdade, modernista e não é católico.
    Por exemplo, no meio desse artigo pode-se ler: "Que Jesus tinha fé o sabemos pelos textos que falam dos longos momentos que ele passava em oração" ( Lucas, 4,116; 5,16; 6,12). (...) O Evangelho nos fala até das crises de fé de Jesus, como as tentações no deserto" ( Mateus, 4, 1-11; Marcos, 1,12-13; Lucas, 22,39-46).
    Essas frases constituem um erro grave contra a Fé, porque delas se conclui que Jesus era apenas homem, e não Deus encarnado. Com efeito, sendo Cristo Deus e Homem, ao mesmo tempo, Ele não podia ter Fé, nem Esperança, porque essas virtudes exigem uma distinção absoluta entre o sujeito praticante das virtudes e o objeto delas, que é o próprio Deus. Cristo, enquanto Deus, gozava constantemente da visão beatífica e, por isso não tinha Fé em Deus.
    A Fé nos faz crer naquilo que não vemos, porque Deus o afirmou e a Igreja o confirmou. Se Cristo via Deus constantemente, porque Ele era Deus, não tem sentido falar de Fé em Cristo, a não ser que se creia que Ele foi apenas um homem. Pelas mesmas razões, Cristo não podia ter esperança em Deus, porque Ele era o próprio Deus.
    Isto é o que ensina São Tomás de Aquino : "Em Cristo não houve fé nem esperança, porque implicam em imperfeições. Porém, em lugar da fé, teve clara visão; e, em lugar da esperança, compreensão plena" (São Tomás de Aquino, Suma Teológica, I. IIae, q. 65, a.5, ad 3).
    Escrevendo o contrário do que ensinou São Tomás, Betto demonstra que sua Cristologia é modernista como a de Loisy, e não tomista nem Católica. Aliás, Frei Betto já defendera tais erros no seu horrível e ridículo Catecismo Popular, em 4 vols. ( Ed. Ática, São Paulo, 1989).
    No final do acima citado artigo, Frei Betto "modestamente" lembra que é confrade de São Tomás, já que este foi dominicano como ele, Frei Betto. De fato, ele é confrade de São Tomás. Mas, como ficou demonstrado na citação acima da Suma, ele tem doutrina oposta a do Santo Teólogo. É por ignorância ou por má fé que Betto ensina o oposto de São Tomás, apresentando-se como seu confrade, como se tivesse a mesma fé e doutrina do autor da Suma Teológica?
    Acreditamos que Frei Betto -- leitor e discípulo de Marx, amigo de Fidel -- desconhece a doutrina tomista. Ele pode dizer-se confrade do Aquinate apenas materialmente. Entretanto, por sua doutrina marxista, Betto poderia dizer-se confrade de Stalin. E por sua doutrina negadora da divindade de Cristo, poderia dizer-se também irmão na "fé" de Loisy, ou mesmo de Caifás, que negou que Cristo fosse Deus.
    É o que se pode esperar desses pobres teólogos, diplomados nos seminários marxistas e modernistas de nossos tempos.
    Orlando Fedeli
  • (26/05/1999) D. Humes defende recuperação de símbolos católicos
    O jornal  "O  Estado de S. Paulo" de 19 de maio de 1999 publicou uma matéria sobre a recuperação de símbolos católicos, defendida pelo Arcebispo de São Paulo, D. Cláudio Humes. Incisivo, D. Cláudio causou surpresa às 300 pessoas que o ouviam no 4.o Encontro Nacional de Marketing Católico. Ele nos lembra que os símbolos católicos, como as imagens de santos, as cruzes sobre as igrejas e roupas que identificam os padres, como o clergyman, foram sendo deixados de lado pelo clero desde o Concílio Vaticano II.
    Os frutos do Concílio se fizeram sentir, e agora estão sendo revistos.
    A feliz iniciativa de D. Cláudio deixa no ar uma pergunta: por que não recuperar por inteiro esses símbolos, como o uso da batina pelos padres, por exemplo? O hábito não faz o monge, mas ajuda.
    D. Cláudio mostrou, de maneira clara, que pretende seguir um caminho bastante diferente do que foi trilhado por seu antecessor, o que é um bom sinal. Como é sabido, D. Paulo Evaristo Arns não fazia questão de que os padres se identificassem como tais, preferindo que se misturassem às pessoas comuns.
    Ora, os padres devem ser os primeiros exemplos de santidade para o povo. Como "santo" significa "separado" (das vaidades do mundo), nada mais adequado do que o padre mostrar o seu valor e o seu estado de vida, pelo menos exteriormente.
    Ademais, é de evidente conveniência serem os padres facilmente identificáveis. Ninguém contesta devam os médicos, policiais, bombeiros, militares, ostentar uniformes, a fim de serem facilmente identificados. Para os bons membros dessas categorias, constitui motivo de orgulho ostentar seus uniformes. Acaso seriam os padres - médicos de almas - menos importantes? Ou o sacerdócio católico seria menos nobre?
  • (13/05/1999) Um marketing Católico?
    A Igreja Católica, contam-nos os jornais, resolve apelar para o marketing. Desanimada com o péssimo resultado - ou falta de resultados - de seus padres, a Igreja resolveu convocar publicitários de peso, como o americano Brian Berrigan, responsável pelo marketing dos jesuítas de Lousiana (EUA) e nada menos que José Carlos Perri, diretor de marketing do Banco Bradesco.
    O 4o. Encontro Nacional de Marketing Católico, de 17 a 20 de Maio, foi organizado pelo Instituto Brasileiro de Marketing Católico (!?), cujo presidente é o bispo d. Fernando Figueiredo, da Diocese de Santo Amaro, zona sul de São Paulo.
    Assim - vejam só! - a Igreja lança mão de meios inspirados no mundo capitalista. Parece terem se esquecido, nossos bispos, que o que realmente converte é a graça de Deus, através da oração e do sacrifício. O que a Igreja Católica oferece é algo imperecível, que atrai por si mesmo, e não um produto comercializável, que carece de marketing. Qual era o marketing de São Paulo, de São Francisco Xavier ou, entre nós, do pe. Anchieta? Certamente não é o mesmo de nossos atuais padres.
    Transformar a Igreja num produto de marketing é negar seu valor.
  • (06/05/1999) O Ecumenismo na Indonésia
    Revoltosos muçulmanos jogaram várias bombas contra cristãos reunidos no povoado de Uun, nos arredores de Tual, principal cidade da ilha de Besar, província de Muluku situada a 2800 Km de Jacarta. Neste ano já se registraram mais de 300 mortes e foram incendiadas dezenas de Igrejase mesquitas.
    Uun é o povoado de maioria cristã no país muçulmano mais populoso do mundo. É responsabilidade do governo garantir a integridade física e religiosa da minoria católica.
    Nestes  tempos em que a Igreja prega o ecumenismo,  registra-se uma intolerância cada vez maior para com os católicos. Através de outro exemplo - Kosovo - vemos que os católicos são cada vez mais acuados,  sem poder falar de fé e moral, sendo realmente perseguidos.
    Entretanto, não há quem defenda os pobres católicos indonésios, que apenas em razão das graças dos santos mártires e outros santos, como São Francisco Xavier, sobrevivem em território hostil e mantém a fé na Verdade.
  • (23/04/1999)Não há tempo para o essencial
    "Na semana de 19 a 23 de abril, ocorreu a 37ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, em Itaici (SP), onde foi discutida a abertura da participação dos leigos nos ritos da Igreja. Propõe-se uma maior atividade dos leigos em atividades ordinárias dos padres (casamentos e batismos). O documento intitulado "Missão e Ministérios dos Leigos e Leigas Cristãs” foi considerado de teor revolucionário pelos bispos que o analisaram" (SÃO PAULO,13 Agência O GLOBO).
    A Igreja ensina que extraordinariamente o batismo pode ser realizado por qualquer pessoa, e o casamento, na falta do sacerdote, pode ser realizado na presença do leigo autorizado pelo bispo. Mas isso sempre pressupõe uma impossibilidade de serem realizados pelo sacerdote em tempo hábil.
    A tentativa de transformar o extraordinário em ordinário nos leva a uma grave preocupação: poderá isso ser um prelúdio para que os leigos exerçam, como regra, atividades próprias dos sacerdotes?
    A procura da criação de atividades para leigos dentro da Igreja já atinge o ilícito, como nos casos de mulheres que servem de acólitos na missa ou distribuem a Sagrada Eucaristia. Baseados na alegação de escassez de sacerdotes, pretendem tornar a celebração de casamentos, batismos, administração da sagrada eucaristia, etc, em atividades normais para os leigos. No lugar de usar boa parte de seu tempo para atividades sociais ou políticas, o clero deveria preocupar-se mais com o apostolado, administração dos sacramentos e procura de novas vocações. Isto é o essencial.
  • (23/04/1999) O responsável pela doutrina do Vaticano celebrou uma Missa Tridentina na Alemanha
    Roma (CNS) - O mais alto responsável pela doutrina do Vaticano celebrou uma Missa Tridentina com cerca de 350 fiéis no leste da Alemanha. O Cardeal alemão Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, celebrou a Missa em Latim no dia 18 de Abril em Weimar.
    A Missa Tridentina, o qual foi celebrada desde o séc. XVI até 1969, foi substituída pela Missa celebrada na língua vernácula pelo mundo inteiro. A permissão da Igreja é necessária para celebrar a Missa mais antiga. A ocasião para a celebração do Cardeal Razinger foi um ato da Associação de Leigos para o Rito Romano Clássico na Igreja Católica.
  • (21/04/1999) Risco de cisma?
    O jornal 'O Estado de São Paulo' publicou, na edição de domingo 18/4/99, um artigo sobre o lançamento em português do livro "O Vaticano por dentro - A Política e a Organização da Igreja" de Thomas J. Reese. O artigo comenta o risco de cisma que existe atualmente devido às alterações nas regras para a eleição papal.
    Pela regra anterior eram necessários dois terços dos votos do colégio cardinalício para a escolha da próximo papa. Pela nova regra, ditada pelo documento Universi Dominici Gregis, a escolha poderá ser feita por maioria simples (ou seja, metade mais um). Segundo o artigo "... isto é temerário numa Igreja sacudida por divergências internas. O eleito poderá representar apenas uma das facções , progressista ou conservadora, aprofundando perigosamente o fosso entre elas".
  • (21/04/1999) Bispos "indelicados" e a orientação da Cúria
    No mesmo artigo foi feito um comentário sobre a fama dos bispos americanos de serem rudes e indelicados. Isto porque estariam acostumados a conversas diretas e francas, quando na realidade ".. recomenda-se nos corredores curiais: não pense. Se pensar não fale. Se pensar e falar, não escreva. Se pensar, falar e escrever, não assine seu nome. Se pensar, falar, escrever e assinar seu nome, não se surpreenda". Isto faz lembrar a frase de Nosso Senhor: "O vosso falar seja Sim, Sim, Não, Não; tudo o que passa disso vem do maligno" (Mt 5,37).

 


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