- (06/10/2000) Dominus Iesus causa
ira
É de causar espanto toda a gritaria provocada pela
imprensa referindo-se ao recente pronunciamento do cardeal Ratzinger com respeito ao
documento Dominus Jesus.
Em artigo publicado no dia 6 de setembro em O Estado de São Paulo, o jornalista Gilles
Lapouge esbanja ignorância teológica e intolerância religiosa - como ele mesmo gosta de
acusar.
O alvo desta vez é o cardeal Ratzinger (chamado de cardeal alemão por Lapouge para assim
desonestamente induzir o leitor a uma ligação de Ratzinger com o nazismo, também
alemão). O motivo é o fato de o novo documento da Igreja citar algo que de novo não tem
nada, isto é, que fora da Igreja não há salvação. E olha que o documento nem diz isso
de maneira tão enfática.
Lapouge, depois de parafrasear Lenin no início de seu artigo conclui que então
todos os teólogos asiáticos ou africanos que se dedicaram a conciliar o
cristianismo com conhecimentos locais (hinduísmo, budismo, paganismo...) perderam seu
tempo. Bingo! Pelo menos desta vez ele acertou. Sim, sr. Gilles Lapouge, eles
perderam seu tempo sim!
Os padres não são ordenados para conciliarem a Igreja ao paganismo. O dever deles é
converter os pagãos ao cristianismo a exemplo do que fazia são Francisco Xavier no
Oriente. Essa é a verdadeira caridade, trazer aqueles que estão nas trevas para a Luz de
Cristo. O resto é pura perda de tempo.
Por fim o jornalista termina elogiando a beatificação de João XXIII e atacando a de Pio
IX. Não trataremos do tema aqui por já termos tratado dele em outro comentário.
- (06/10/2000) Cardeal destaca papel de
Maria Santíssima
O Cardeal Jorge Medina Estévez, prefeito da
Congregação para o Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, destacou, na Basílica
de Santa Maria Maior, em Roma, o papel de Nossa Senhora na História da Salvação,
dizendo que ele não é secundário, nem marginal, nem suplementar.
É interessante também o contexto em que foram proferidas essas afirmativas, pois
trataram-se de palavras do Cardeal dirigidas a um congresso Mariano e Mariológico
Internacional que foi realizado em Roma, e cujo encerramento ocorreu em 24 de setembro
(Festa de Nossa Senhora das Mercês) com uma celebração presidida pelo Papa.
- (06/10/2000) Artigo de Dom Eugenio:
"Deus verdadeiro"
Do Jornal O Dia:
"DOM EUGENIO SALES
Cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, escreve aos sábados
Deus verdadeiro
A Declaração "Dominus Jesus", da Congregação para a Doutrina da Fé, traz a
data de 6 de agosto último. A 16 de junho, o papa João Paulo II havia, "em
consciência certa e com sua autoridade", ratificado e confirmado o documento. Está
destinado a exercer grande e benéfica influência na Igreja.
Examinando a situação atual, constatamos algumas semelhanças com as condições
existentes após 35 anos da realização do 1º Concílio Ecumênico em Nicéia, no ano
325. As diferenças entre a doutrina autêntica e interpretações distorcidas eram tão
sutis naquela época, que sacerdotes e bispos ficavam perplexos diante da argúcia dos
argumentadores em favor da heresia, mesmo um arianismo mitigado. Buscavam atenuar as
exigências do Concílio de Nicéia. Este tratara do dogma fundamental da fé cristã, a
verdadeira identidade de Jesus Cristo, como Filho de Deus, "Deus verdadeiro de Deus
verdadeiro". Sob a pressão do Imperador Constâncio (337-361), muitos bispos foram
forçados ou induzidos a aderir à heresia ariana, que havia motivado a convocação do
Concílio de Nicéia. O papa Libério resistia; o bispo de Poitiers, Hilário, sofreu
repetidos exílios. Sobre esse momento histórico, quando muitos se adaptavam a meias
verdades e tantos fiéis sofriam, por guardarem a fé íntegra da grande Tradição, eis
que São Jerônimo, o sábio doutor da Igreja, escrevia uma frase que revela a situação
alarmante, dramática: "Gemia o mundo inteiro e surpreendeu-se ao se ver
"ariano". "Ingemuit totus orbis et Arianum se esse miratus est"
(Dialogo Adversus Luciferianos, nº 19).
Hoje, o poder do imperador é substituído por interesses, pelo relativismo, subjetivismo,
minando a reta doutrina. Ao apresentar o documento, o cardeal Ratzinger resume a gravidade
do momento atual: "Trata-se de convicções hoje já difundidas, não somente em
ambientes teológicos, mas também em setores sempre mais vastos da opinião
pública".
Na atualidade, os erros, de modo sutil ou agressivo, tentam infiltrar-se, atingindo
diretamente a identidade da pessoa de Cristo. Embora os moderados fautores dessa
subversão da fé reconheçam que Jesus é Deus e homem, dizem que, por ser limitada a
natureza humana de Jesus, "a revelação de Deus (em Jesus) não pode ser considerada
completa e definitiva". "Introduz-se, assim, a idéia errada de serem as
religiões do mundo complementares à revelação cristã". (Declaração, nº 1).
Tal pressuposto atinge "o centro e o núcleo da fé cristã" (idem, 1.2) A
partir dessa afirmativa, Jesus não passa de uma pessoa, talvez de extraordinárias
qualidades pessoais mas incapaz de representar Deus de modo universal e definitivo.
Diz o documento "Dominus Jesus": "Semelhante posição está em total
contradição com as (...) afirmações da fé (...) Suas palavras e obras e o fato
histórico de Jesus, se bem que limitados enquanto realidades humanas, têm, todavia, como
sujeito a Pessoa divina do Verbo Encarnado (...) E assim, comporta o caráter definitivo e
completo da revelação dos caminhos salvíficos de Deus" (ibidem, 6.2). Quem fala
nas palavras humanas de Jesus, é o própria Segunda Pessoa Divina, o Verbo. Graças a
esta unidade pessoal em Jesus, do humano com o Divino, a verdade revelada por Ele é
"única, plena e completa" (6.2;4.1)
A causa mais profunda e insidiosa dessa erosão da fé está no "vazio metafísico da
encarnação histórica do Logos eterno reduzido a um simples aparecer de Deus na
História" (idem 4.2). As outras grandes religiões são, muitas vezes, a projeção
de uma sublime busca de Deus pela inteligência humana. O cristianismo, porém, não é
primeiramente busca mas, supondo-a, é a resposta do Deus encarnado. (cfr Cap I. 5-8).
Essa parte do documento se refere mais às doutrinas e tendências oriundas do Oriente,
que se infiltraram na Igreja, através de certo nivelamento na fé. Cristo é a única
norma para toda a obra da salvação, por isso, o trabalho missionário é
insubstituível.
Levar o Evangelho aos confins do mundo é imperativo da Mensagem de Jesus. Somente Ele
revela toda a verdade de Deus Pai. "O perene anúncio missionário da Igreja é hoje
posto em causa por teorias de índole relativista, que pretendem justificar o pluralismo
religioso, não apenas "de fato", mas também "de direito" (4.1). O
cardeal Ratzinger, em sua apresentação do Documento, afirmava: "Na base daquelas
concepções (relativistas), o falar em verdade universal e vinculante, é considerado uma
espécie de fundamentalismo, um atentado contra o espírito moderno" Em seguida,
Ratzinger nos faz entender que substituir a missão e a conversão pelo diálogo,
"já não é diálogo, mas ideologia do diálogo", porque fixa, apenas,
posições, todas relativas, e já não ajuda o outro a encontrar a verdade, completa só
na revelação de Deus em Jesus Cristo
Um profundo erro é distinguir entre Jesus em quem habitaria ocasionalmente o Verbo
eterno e o próprio Verbo divino, que, fora da encarnação de Jesus, continuaria
agindo onde quisesse. Assim, as missões seriam desnecessárias; o mesmo Verbo, encarnado
em Jesus, estaria, também, presente em outras culturas, religiões.
Todos nós, católicos e também os demais cristãos, devemos dizer: "Semelhantes
teses estão em profundo contraste com a Fé cristã. Deve, de fato, crer-se firmemente na
Doutrina da Fé que proclama ser Jesus de Nazaré, filho de Maria, e só Ele, é o Filho e
o Verbo do Pai" (10.1)
A sutileza dos erros expostos na Declaração "Dominus Jesus" revela a
importância do documento e a oportunidade de sua publicação. Urge que sejam detectados
tão graves desvios e preservados os caminhos que levam a Deus, revelados por Jesus,
Salvador único e universal."
(Fonte: Jornal O Dia - http://www.uol.com.br/odia/opiniao/domeugeniosales.htm)
- (14/04/2000) Igreja declara guerra à
seita
Notícia publicada no "The Courier Mail", por
Amanda Gearing, 29mar00:
O Bispo William Morris, da Diocese de Toowoomba, declarou que o grupo religioso Magnificat
Meal Movement (Movimento do Alimento Glorioso) se excomungou da Igreja Católica, e por
isso seus membros não podem mais receber a Comunhão.
Numa carta circular aos seus paroquianos, o Bispo Morris ainda declarou: "Qualquer
frequência dos membros do 'Magnificat Meal Movement' à Missa só pode ser entendida
como um protesto contra a Igreja e não como um genuíno desejo de rezar com a Igreja. Em
tais circunstâncias, eles não poderiam possivelmente esperar receber a Comunhão".
A sede do MMM em Queensland fica na cidade de Helidon, entre Brisbane e Toowoomba, e sua
líder é a vidente Debra Geileskey.
Duas religiosas da Congregação das Irmãs da Misericórdia de Toowoomba que são
membros ativos do Magnificat Meal Movement estão sob pressão para se retirarem da seita.
As duas irmãs, de idade de 83 anos e com mais de 60 anos de votos religiosos na
Congregação das Irmãs da Misericórdia se recusam a obedecer. Apesar da notificação
do Bispo, ambas continuam participando das atividades do MMM vestidas com seus
hábitos religiosos.
A posição do Bispo Morris contra a seita tem sido apoiada por todos os Bispos de
Queensland, inclusive pelo arcebispo John Bathersby. Eles têm exortado todos os
Católicos a se retirarem, e não aderirem ao Movimento bem como aos seus ensinos.
Numa declaração conjunta, os Bispos disseram que seriam bem-vindos e bem acolhidos todos
aqueles que se afastassem do Movimento para voltarem à plena comunhão com a Igreja.
(Notícia gentilmente enviada por Gercione Lima)
- (01/03/2000) Católicos
perseguidos na China
Bispos e Padres sequestrados, Crianças
expulsas das escolas, Igrejas incendiadas.
Hong Kong, 31 Janeiro (ZENIT-FIDES) - Nos últimos meses, dezenas de padres da Igreja
Católica que estão na cladestinidade foram presos pela polícia da China Continental.
Pelo menos 6 bispos da "Igreja Católica Clandestina" estão desaparecidos há
mais de 3 anos e outros há meses. Isso acontece, porque eles se recusaram a aceitar o
controle da Igreja Católica Oficial da China - a Associação Patriótica.
Da mesma maneira, as famílias católicas "cladestinas" têm sido perseguidas.
Suas crianças foram expulsas das escolas e suas paróquias foram destruídas. Segundo os
oficiais da Igreja Católica de Hong Kong, o governo Chinês está pondo em prática as
ordens estabelecidas num documento secreto feito em agosto do ano passado. O objetivo do
Governo é "converter" os fiéis da "Igreja Cladestina" para a
Associação Patriótica; caso não aceitem, serão perseguidos.
Shandong
Fontes da Agência Internacional "Fides" confirmam que o padre John Gao Kexian,
72, da diocese de Yantai, foi preso pela polícia em Outubro do ano passado. Fundada em
1949, essa diocese foi confiada aos Franciscanos para os 12.000 fiéis que haviam na
época. Hoje, a diocese de Yantai tem mais de 30.000 fiéis.
Zhejiang
A diocese de Wenzhou vem sofrendo pressões e atos de violência. Em 23 de novembro do ano
passado, o padre Jiang Sunian foi preso; desde de 23 de dezembro seu paradeiro é
desconhecido. Segundo a UCA News, a prisão do padre Jiang elevou para 6 o número de
padres presos em Wenzhou. O bispo da "Igreja Clandestina", James David Lin Xili,
80, foi preso em Shanghai em 8 de setembro. Os Católicos da diocese dizem que a prisão
do Bispo James faz parte de uma campanha da Associação Patriótica para por medo nos
fiéis, através de atos de violência, para forçá-los a aderir à Associação.
No início de janeiro deste ano, um grande número de Católicos foram obrigados a assinar
ou a dar a impressão digital em formulários de adesão à Associação, depois de terem
passados alguns em detenção. Alguns conseguiram escapar, mas a Polícia Federal ameaçou
expulsar as crianças deles da escola caso eles não voltem e filiem-se à Associação.
As propriedades da "Igreja Clandestina" construídas sem a permissão do Governo
foram incendiadas ou destruídas. Três igrejas foram demolidas em abril, e em dezembro,
outras duas foram explodidas em Wenzhou.
Fujian
Em Fuzhou, o maior e mais forte reduto de fiéis, foram destruídas 13 igrejas no ano
passado. Em outubro, o Bispo Xie Shiguang, 85, de Mindong, foi chamado "para ter uma
conversinha" com oficiais do governo e desapareceu. O Bispo Xie tinha veementemente
recusado o pedido do Governo de registrar a "Igreja Cladestina" de Mindong na
Associação Patriótica.No final, o Bispo voltou para casa "em liberdade, mas sob
controle".
Hebei
O Bispo John Han Dingxiang, 63, foi preso no final de novembro em Shijiazhuang, durante um
retiro. Desde então seu paradeiro é desconhecido. Han é o Bispo "Clandestino"
de Yongnian. Ele foi preso e solto diversas vezes até então, somando no total cerca de
20 anos de prisão.
Pouco antes do Natal, o Cardeal Kung Foundation denunciou a prisão do leigo Wang
Chengqun. Até o momento, ele está no campo de trabalhos forçados para
"reeducação" em Hebei. Está foi a sétima vezes, em 20 anos, que Chengqun foi
preso; pelo menos 10 anos de sua vida ele passou atrás das grades. Quando ele foi preso
em em 1997, ele sofreu um ataque de paralisia e não recebeu nenhum tratamento.
Os padres Guo Yibao, Wang Zhenghe and Xie Guolin foram todos presos no ano passado em
Hebei. Há ainda 3 Bispos dessa região desaparecidos:
o Bispo James Su Zhimin, 68, de Baoding; seus Bispo Auxiliar Francis An Shuxin, 51, e o
Bispo Julius Jia Zhiguo, 66, de Zhengding. Os dois primeiros desapareceram em 1996; o
terceiro foi levado em 15 de agosto de 1999.
De 20 março a 28 de April desse ano, a comissão de Direitos Humanos da ONU realizará um
encontro em Geneva. Os Estados Unidos está preparando uma resolução condenando o
Governo Chinês; a União Européia fará o mesmo.
ZE00013120
- (26/01/2000) Medalha da Vergonha
Carlos Alberto Libânio Christo, o frei Beto,
acaba de receber do ditador comunista Fidel Castro a "Medalha da Amizade", em
reconhecimento por suas manifestações públicas a favor da Revolução de 1959,
responsável pela morte de milhares de pessoas.
Parece que o amigo dos comunistas anti-católicos ainda insiste em agitar a já mofada
bandeira vermelha.
(fonte: OESP 24/01/00)
- (26/01/2000) Freira é
punida pela Inquisição
Foi publicada no jornal espanhol
"El Pais" uma matéria sobre o caso da freira britânica Lavinia Byrne, a qual
anunciou que abandonaria o hábito como represália às ordens do Vaticano de negar
publicamente suas idéias favoráveis ao sacerdócio feminino e ao uso de
anticoncepcionais no casamento.
Nada mais coerente do que a atitude do Vaticano, pois tais idéias sempre foram condenadas
pela Igreja. Sobre o cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina
da Fé, Bryne declara ainda: ''Ele recorreu a técnicas de Inquisição para me
intimidar".
O que pensava a freira? Que podia propagar seus erros livremente, valendo-se de sua
condição de religiosa em uma ordem da Igreja? O Vaticano agiu como deveria.
Ela disse mais: ''Minha disputa não é com a comunidade católica britânica:
continuo uma devota leal e comprometida da Igreja e uma entusiasta da ordem da Santíssima
Virgem Maria. (...) Mas meu problema de consciência resultou insustentável quando me
pediram para renunciar às minhas idéias em voz alta''.
Quanta incoerência! Como pode ser comprometida da Igreja e professar idéias contrárias
a Santa Doutrina?!
Qual catecismo a freira teria estudado? Pois ela ainda reclama: ''É preciso ser devota,
rezar muito e ir à missa. Mas parece que só os homens podem representar Cristo.''
Se ela estivesse no tempo de Jesus Cristo, talvez fosse reclamar com Ele por ter chamado
só homens para seus apóstolos.
No final da matéria há uma chocante observação: "Mas Byrne tem alguns aliados
entre eles John Wilkins e Keven Flaherty, diretores de duas importantes
publicações católicas britânicas: o Tablet e o Catholic Times". Publicações
católicas?! Defendendo essa causa, deveriam ser diretores de publicações anglicanas.
''A Congregação certamente tinha boas intenções'', lamentou Flaherty. ''Mas
acabou agindo como se fosse a guardiã do próprio pensamento.''
Esperemos que a Congregação continue agindo dessa forma. Ela terá ainda muito a fazer.
- (26/01/2000) Documento:
"Igreja e a culpa do passado"
Nota divulgada pelas agências internacionais:
"O Vaticano está preparando um documento sobre a 'Igreja e a culpa do passado',
um balanço geral encomendado pelo papa João Paulo 2º sobre os erros que ela cometeu ao
longo dos séculos. A medida faz parte de um plano do Papa para que a Igreja Católica
realize um exame de consciência e peça perdão por seus equívocos antes da chegada do
terceiro milênio. As festividades do Jubileu do cristianismo já têm um dia marcado para
o 'mea culpa'. O próximo dia 12 de março será considerado o Dia do Perdão, quando a
Igreja poderá pedir desculpas por, entre outras coisas, seu comportamento durante o
Holocausto, a perseguição de 'hereges' durante a Inquisição e a escravidão."
Antes de analisar os "erros" alegados é preciso fazer uma distinção entre
Igreja e Clero. A Igreja não é o Clero, e o Clero não é a Igreja. Este tema já
foi abordado em nosso site, de modo que não nos alongamos por demais neste simples
comentário.
Ademais, no Credo rezamos "(...) creio na Igreja, una, SANTA, católica e
apostólica". Dessa forma, dizer que a Igreja errou e que é preciso pedir perdão
por suas culpas significa negar sua santidade. Significa negar o Credo.
Quem pode ter errado e ter cometido pecados são os membros da Igreja, ou seja, Clero e
fiéis.
A imprensa anti-católica faz questão de esconder esta distinção.
Mas o pior de tudo são os "erros" que se alegam. É preciso também dizer mais
claramente em que teriam consistido tais erros. Por exemplo Lutero e sua
doutrina serão absolvidas? Certamente não, pois assim se estaria negando a doutrina
católica.
Finalmente, se o clero de hoje acusa o do passado, o que diriam os papas e os bispos
do passado do clero de hoje? Não seria lógico pensar que estariam errando hoje?
Em quem acreditar então?
Em tempos de crise, só há uma resposta: seguir o que Cristo e a Igreja sempre ensinaram,
na Revelação e na Tradição.
- (27/12/1999) Cardeal pede nova
forma de governo da Igreja
Em 14 de novembro passado, a agência Reuters publicou
notícia reproduzindo trechos de entrevista do Cardeal Martini, de Milão, muito cotado
para a sucessão de João Paulo II.
Entre outras coisas, o Cardeal de Milão defendeu uma "maior abertura" da Igreja
em relação à moral sexual e ao papel das mulheres.
Ardoroso defensor do ecumenismo, Martini diz que há muito a ser feito ainda. Um dos
principais passos a serem dados em prol da causa ecumênica, segundo ele, consistiria em a
Igreja "repensar" sua própria forma de governo. Martini defende uma
democratização da Igreja e uma abertura ao liberalismo moderno.
Esquece-se o Cardeal de que Cristo assentou sua Igreja sobre uma única rocha, Pedro, a
quem foram dadas as chaves do reino dos Céus.
Por isso, a Igreja é necessariamente uma monarquia (governo de um só), sendo condenadas
as teses contrárias.
Já no século III há um texto do Papa São Cornélio I que diz:
"Porque não ignoramos que há um só Deus e um só Senhor Jesus Cristo, a quem temos
confessado, um só Espírito Santo, e somente deve haver um só Bispo em uma Igreja
Católica" (Denziger 46).
E, no século XIV, o Papa João XXI, condenando os erros de Marsílio de Pádua, condenou
a seguinte afirmação: "O bem aventurado Apóstolo Pedro não teve mais autoridade
do que os demais Apóstolos, e não foi cabeça dos outros Apóstolos. Do mesmo modo,
Cristo não deixou nenhuma cabeça para a Igreja e fez de ninguém o seu vigário "
(Denziger, 496).
O Concílio de Florença decretou o Primado de Pedro ainda no século XV:
"Do mesmo modo definimos que a Santa Sé Apostólica e o Romano Pontífice têm o
primado sobre todo o orbe e que o mesmo Romano Pontífice é o sucessor do bem aventurado
Pedro, príncipe dos Apóstolos, verdadeiro vigário de Cristo e cabeça de toda a Igreja,
e Pai e mestre de todos os cristãos, e que ao mesmo, na pessoa do bem aventurado Pedro,
lhe foi entregue por Nosso Senhor Jesus Cristo plena potestade de apascentar, reger e
governar a Igreja universal, como se contem até nas atas dos Concílios ecumênicos e nos
sagrados cânones" (Concílio de Florença, Denziger, 694).
Esquece o Cardeal Martini, por outro lado, a condenação, feita por Pio IX no Syllabus,
da tese de que "o Romano Pontífice pode e deve reconciliar-se e transigir com o
progresso, o liberalismo e a civilização moderna" (erro no. 80).
Dizem que quem entra Papa num conclave, acaba saindo Cardeal. Deus permita que isso
ocorra.
- (13/08/1999) A Inquisão colocada no
tribunal do séc. XX
Nada mais deprimente do que ouvir os comentários - muito
apaixonados e pouco inteligentes - que hoje são feitos sobre a Santa Inquisição. Nada
é mais odiado e criticado do que esse tribunal, símbolo de uma época que não se
permitia guiar por interesses mesquinhos como os que movem todo o nosso tempo.
Desta vez foi o diretor de teatro Alberto - por contradição - Magno que resolveu
arriscar-se a narrar absurdos jamais verificados naquele tempo. O Estado de São Paulo de
08 de Julho passado conta que Alberto Magno, "um estudioso do assunto" (...),
está dirigindo uma peça teatral na qual pretende mostrar como os acusados pela
Inquisição eram mortos, mutilados ou humilhados, e como a Inquisição era contra
mulher. Segundo ele, a Inquisição era contra a mulher. A atriz Zaira Zambelli, que
participa da peça, afirma que a Inquisição não só era contra a mulher mas que esta
era "considerada próxima ao demônio pelo Tribunal do Santo Ofício".
Quanta bobagem... Vemos que tanto diretor quanto atriz se enganaram grosseiramente
em relação ao objeto de suas acusações. Na verdade, eram contra a mulher os hereges
albigences, que as repudiavam brutalmente . Já a Santa Inquisição, além de perseguir
esses hereges, louvava sua representante máxima, Nossa Senhora, sempre exaltada pelos
católicos e honrada pela Igreja. Maria é colocada como modelo para todos os católicos,
especialmente para as mulheres. Inclusive para a atriz Zaira Zambelli. Mas parece que ela
não o percebeu, e que também isso não estava escrito nos livros que o diretor Alberto
Magno certamente não leu.
- (13/08/1999)New Study on
Shroud of Turin
By TRACI ANGEL Associated Press Writer ST.
LOUIS (AP) - The Shroud of Turin is much older than some scientists believe, according to
researchers who used pollen and plant images to conclude it dates from Jerusalem before
the eighth century. The study gives a boost to those who believe the shroud is the burial
cloth of Jesus and contradicts a 1988 examination by scientists who said the shroud was
made between 1260 and 1390. The earlier study also indicated the shroud came from Europe
rather than the Holy Land.
``We have identified by images and by pollen grains species on the shroud restricted to
the vicinity of Jerusalem,'' botany professor Avinoam Danin of The Hebrew University of
Jerusalem said Monday during the International Botanical Congress here. ``The sayings that
the shroud is from European origin can't hold.'' The Shroud of Turin is a linen about 13
feet long and 3 feet wide that has been kept in the city of Turin, Italy, since 1578. The
shroud bears the image of a man with wounds similar to those suffered by Jesus. ``It is
something that many Catholics and other Christians hold very dear,'' said Steve Mamanella,
spokesman for the Archdiocese of St. Louis.
``Perhaps this helps solidify that particular belief.'' The shroud also contains pollen
grains and faint images of plants. Analysis of the floral images, and a separate analysis
of the pollen grains by botanist Uri Baruch identified a combination of plant species that
could be found only in March and April in the region of Jerusalem, Danin said. Danin
identified a high density of pollen of the tumbleweed Gundelia tournefortii. The analysis
also found the bean caper. The two species coexist in a limited area, Danin said. ``This
combination of flowers can be found in only one region of the world,'' he said. ``The
evidence clearly points to a floral grouping from the area surrounding Jerusalem.'' An
image of the Gundelia tournefortii can be seen near the image of the man's shoulder. Some
experts have suggested that the plant was used for the ``crown of thorns.'' Two pollen
grains of the species were also found on the Sudarium of Oviedo, believed to be the burial
face cloth of Jesus. Danin, who has done extensive study on plants in Jerusalem, said the
pollen grains are native to the Gaza Strip. Since the Sudarium of Oviedo has resided in
the Cathedral of Oviedo in Spain since the eighth century, Danin said that the matchup of
pollen grains pushes the shroud's date to a similar age. Both cloths also carry type AB
blood stains in similar patterns, Danin said. ``The pollen association and the
similarities in the blood stains in the two cloths provide clear evidence that the shroud
originated before the eighth century,'' Danin said. The location of the Sudarium of Oviedo
has been documented since the first century. If it is found that the two cloths are
linked, then the shroud could be even older, Danin said. The 1988 study used carbon dating
tests. Danin noted that the earlier study looked at only a single sample, while he used
the entire piece of fabric.
- (13/08/1999) Sandinismo e
Revolução Cristã
Enviado pelo leitor:
CARDENAL OBANDO HACE DURA EVALUACIÓN DE PASADO SANDINISTA MANAGUA, 19 (ACI).- El
Arzobispo de Managua, Cardenal Miguel Obando y Bravo, testigo directo de los años duros
del somocismo y de los tiempos dominados por el Frente Sandinista de Liberación Nacional
en Nicaragua durante los 80's, analizó el fracaso de la política sandinista y consideró
que este grupo político no trajo beneficios para los pobres del país. En una abierta y
transparente entrevista con la prensa mexicana, el Purpurado reconoció que cuando los
sandinistas derrocaron al dictador Anastasio Somoza en 1979, todos "estuvimos muy
esperanzados en que la Revolución podría solucionar problemas de Nicaragua".
Sin embargo, aseguró que el resultado fue distinto. "Dejó muchas secuelas
negativas: la destrucción de las familias, el odio, la situación económica. Además, la
población nicaragüense vive ahora en condiciones más duras que hace 20 años, a pesar
de que los sandinistas recibieron importante ayuda económica del extranjero", dijo
el Purpurado. "Creo que antes de 1979 -cuando estalló la revolución sandinista- los
hospitales estaban mejor, teníamos mejores medicinas, médicos especializados que
estudiaban fuera con post grados y no se veían, antes de la revolución, niños pidiendo
limosna, como ahora se ven", señaló el Purpurado.
Para el Cardenal, uno de los rasgos más saltantes del fracaso sandinista fue la
persecución contra la Iglesia. "Fueron expulsados 14 sacerdotes, hasta las mismas
homilías fueron censuradas, y no sólo las homilías nuestras, sino hasta muchas veces
las lecturas del profeta Ezequiel, de Isaías... fue una censura tremenda, y nos cerraron
la radio católica como un año", indicó. En la entrevista, el Cardenal Obando
también criticó duramente a los sacerdotes -entre ellos Miguel D'Escoto- que se sumaron
a los sandinistas olvidando su ministerio para abrazar una carrera política. "Un
grupo importante de sacerdotes militó con la revolución y participó en forma destacada
en el gobierno sandinista. En esa línea fueron los sacerdotes que jamás denunciaron las
situaciones de injusticia que pudieron haberse desarrollado en esa época, jamás hicieron
una denuncia", dijo. Aunque los sandinistas dejaron el poder en 1990, al ser
derrotados en las elecciones generales por Violeta Chamorro, el Cardenal Obando considera
que "siguen gobernando desde abajo". "El mismo Daniel Ortega (líder
sandinista), delante de Violeta Chamorro, presidenta de Nicaragua durante el período
1990-1997, me lo repitió, que ellos iban a seguir mandando desde abajo", relató.
- (13/08/1999) 900 anos
depois, falsos cruzados pedem perdão
Em artigo intitulado "900 anos
depois, 'novos cruzados' pedem perdão", o jornal O Estado de São Paulo mais uma vez
abusa do "direito" de dizer inverdades contra a Igreja Católica. Desta vez,
contra as Cruzadas. A notícia se refere ao esdrúxulo pedido de perdão que um grupo de
2.500 Evangélicos (portanto não católicos) fez a autoridades e moradores de Jerusalém,
pelos 900 anos da 1' Cruzada.
Segundo o jornal, as Cruzadas não passaram de uma carnificina na qual católicos
massacraram muçulmanos e judeus. De acordo com o porta-voz do grupo evangélico Caminho
da Reconciliação, Mathew Head, "as Cruzadas desfiguraram o espírito e os
ensinamentos de Cristo, cujo reino não era parte deste mundo".
Ora, é fato que o reino de Cristo não é deste mundo. E é justamente esse um dos
motivos pelos quais não se deve confirmar em seus erros os que estão na heresia. Os
erros religiosos devem ser corrigidos, para que os não católicos, convertendo-se à fé
verdadeira, possam um dia entrar no reino de Cristo. De que adianta ir até Jerusalém a
pé para pedir desculpas pelos supostos erros dos outros, confirmando em suas posições
os que erram? É fácil acusar quem viveu há 900 anos, e a pretexto disso montar uma
encenação para as pressurosas tubas da propaganda, pedindo desculpas...
As cruzadas livraram os católicos, que viajavam para Jerusalém em peregrinação, dos
mulçumanos que os maltratavam e cobravam impostos abusivos. Isso os livros de escola e o
artigo do Estadão não contam. São esquecidos também, por exemplo, os membros da Ordem
dos Hospitares, que combatiam os mouros e, após a batalha, iam cuidar dos feridos do lado
inimigo. Sim, eles cuidavam dos muçulmanos, correndo o risco de morrerem pelas mãos de
seus próprios pacientes, a quem buscavam ajudar e converter. Velhos tempos, em que a
caridade católica se fazia presente na guerra.
Alguém se lembrará de pedir perdão pelas guerras de nosso sangrento século XX?
- (30/06/1999)
Papa limita poderes das Conferências Episcopais
Dirigindo-se a um problema de
grande amplitude na Igreja Pós-Conciliar - ou seja, a tendência das conferências
episcopais nacionais lançarem documentos que ultrapassam os limites da ortodoxia
doutrinária - o Papa João Paulo II lançou o motu próprio Apostolos Suos com o qual
radicalmente limita a autoridade das conferências episcopais e dos documentos que elas
publicam.
Com esse documento lançado no Vaticano, no dia 23 de julho de 1998, o Papa João Paulo II
apenas confirma os argumentos daqueles que criticam as declarações feitas pelas
Conferências Episcopais: "Os Católicos estão obrigados a aderir com senso de
respeito religioso" apenas àqueles documentos lançados por suas respectivas
conferências espiscopais, os quais receberam unânime aprovação por todos os Bispos
membros. Contudo, se vier a faltar essa unanimidade, apenas a maioria dos Bispos de uma
Conferência não pode lançar uma declaração como se fosse ensino autêntico de toda a
Conferência e à qual todos os fiéis daquele território devem aderir, a menos que esse
obtenha o reconhecimento da Sé Apostólica, a qual certamente negará tal reconhecimento
se a maioria que o requerir não for substancial."
O Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé
enfatizou bem esse ponto numa conferência à Imprensa em Roma quando a nova carta papal
foi lançada: "Se declarações doutrinárias emanadas de uma determinada
Conferência são unanimamente aprovadas pelos Bispos, então elas podem ser publicadas em
nome daquela Conferência e os fiéis devem aderir ", declarou o Cardeal. "Mas
se faltar essa unanimidade, apenas uma maioria qualificada dos Bispos de uma Conferência
não pode publicar a eventual declaração como se fosse magistério autêntico daquela
corporação... a menos que tal documento aprovado por uma qualificada maioria obtenha o
"recognitio" (aprovação) da Santa Sé."
O padre Jesuíta Thomas Reese, editor de America, um órgão muito influente dos
dissidentes (desobedientes) nos Estados Unidos, declarou ao New York Times:
"Unanimidade é algo totalmente impossível! Sempre haverá um Bispo que discordará
até de um ponto insignificante em determinada matéria... isso vai atar as mãos das
conferências episcopais e tornará difícil ser criativo ao responder às necessidades
pastorais do povo".
Todavia o criticismo do Padre Reese já era previsto pelo Cardeal Miroslav Vik, um tcheco
que estava ao lado de Ratzinger durante a entrevista à Imprensa: "Criatividade
também pode ser encontrada aqui, aliás esse é o lugar para a criatividade. Nós estamos
cientes de que o desenvolvimento de uma sociedade pluralística que exalta a liberdade, o
individualismo, a democracia e as diferenças, inevitavelmente influencia as igrejas e
seus bispos. Sem uma oportuna mediação isso pode ser desviado para uma busca, nem sempre
iluminada, por maior independência, descentralização e autonomia para as igrejas
locais".
Entre essas declarações "criativas"das conferências episcopais que levaram a
Santa Sé a adotar essa medida radical, estão aquelas da Conferência Episcopal da
Alemanha, a qual autoriza os Católicos divorciados e recasados no civil a receberem a
Comunhão; a da Conferência Episcopal da França que aprova o uso de condons pelos
homossexuais para evitar a AIDS; a da Conferência Episcopal da África do Sul que
autoriza protestantes a receberem normalmente a Comunhão em igrejas Católicas; e a carta
pastoral " Always Our Children"da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, a
qual aconselha os pais a tolerarem a atividade homossexual de seus filhos.
Um dos maiores problemas que o Vaticano estava tendo que enfrentar é que frequentemente
tais declarações das Conferências Episcopais acabavam por deixar evidentes as
dissenssões entre os bispos de determinado país. E isso ficou mais do que claro quando
recentemente vários bispos americanos publicamente declararam que a carta Always Our
Children não seria usada em suas dioceses e um Bispo claramente disse que tal
declaração é o mal personificado à letra.
O Papa ainda declara no motu proprio Apostolos Suos: "A verdadeira natureza do
ofício de ensinar do Bispo requer que quando ele o exercita em união com a Conferência
Episcopal, isso seja feito em assembléia plenária. Pequenas corporações, ou seja; o
conselho permanente, uma comissão ou outras secretarias, não têm autoridade para
conduzir atos do autêntico magistério em seu próprio nome ou em nome da Conferência e
nem mesmo como tarefa assinalada a elas pela Conferência."
Um outro ponto importante que o Santo Padre fez questão de enfatizar é que cada Bispo
individualmente é a única autoridade docente em sua própria diocese e que os bispos
não podem limitar seu sagrado poder para favorecer a Conferência Episcopal.
Revista Challenge
Setembro de 1998
Endereço: 1050 Grosvenor Ave
Winnipeg-Manitoba- Canada
R3M ON7
(Notícia gentilmente enviada por Gercione R. S. Lima)
- (30/06/1999) Fé X Razão
Dia 13 de junho de 1999 foi publicado
um artigo na Revista da Folha de São Paulo com o seguinte título: "Fé e razão
são como água e óleo" (ou seja, não se misturam). O autor, Sr. Ricardo Bonalume,
procura mostrar a dicotomia segundo ele existente entre fé e razão. Ele inicia o seu
texto com a seguinte afirmação: "Boa notícia para os católicos: Eles já podem
acreditar que a terra gira em torno do sol! O papa liberou!".
É realmente trágico ver alguém tratando um tema tão elevado e crucial para a vida de
tantas pessoas de forma tão arbitrária. Nenhum católico, ou qualquer outra pessoa,
precisa acreditar que a terra gira em torno do sol. Trata-se de um fato
compreendido pela razão sem a necessidade da fé (acreditar).
A fé tem por objeto verdades que a
razão não pode compreender, mas nas quais é razoável acreditar. Assim, não se acredita
na existência de Deus, pois há provas filosóficas e racionais que demonstram tal
existência. Entretanto, é de fé que Deus se tornou homem para nos salvar. Embora seja
um mistério, isso não contradiz a razão; pelo contrário, esta demonstra que Deus
necessariamente é onipotente, capaz de fazer todo o bem, inclusive morrer por nós para
nos salvar.
Fé e razão não se opõem; complementam-se. A fé é como a luz de um automóvel guiado
no escuro. Ela ilumina o caminho, que apesar de não ser visível em virtude da falta de
luz, existe e necessita ser iluminado para ser enxergado, devido à limitação do olho
humano. A razão é a vista da inteligência, que, devido a seus limites, precisa da luz
(a fé) para poder guiar-se. Dizer que o farol é contrário ao olho é um verdadeiro
absurdo. O farol existe para que o olho veja o que não é capaz sem o seu auxílio.
A Igreja Católica jamais condenou a razão ou procurou separá-la da fé. Bonalume cita
uma afirmação de João Paulo II plenamente verdadeira e atual: "separar razão e
fé"..." foi uma grande tragédia humana". Dessa separação, defendida
pelo autor ( "a fé e razão são como água e óleo, não se misturam nem se deve
tentar"), resultou ao longo dos séculos um completo desequilíbrio da humanidade.
Nem o fideísmo, que defende a fé cega sem base racional; nem o racionalismo, que
busca através da razão contrariar a fé através de sofismas, julgando poder ter o
conhecimento absoluto das coisas, são posições equilibradas.
Da mesma forma, a oposição entre
espírito e matéria, Igreja e Estado, ciência e religião são apenas consequências de
um princípio errado, segundo o qual Fé e razão são coisas opostas, que não se
misturam nem se complementam.
Perdoe-me o Sr. Bonalume, mas que
péssima luz!
(Ricardo Olenscki)
- (18/06/1999) A grande coragem dos
ortodoxos
No dia 25/04/99 a
Associated Press (AP) trouxe uma notícia de Moscou:"Chefe ortodoxo quer tirar
restos de Lenin da Praça Vermelha" - Alexis II defendeu que os restos mortais de
Vladimir Lenin deveriam ser retirados do Mausoléu da Praça Vermelha. Para ele, tanto
Lenin quanto outros líderes soviéticos deveriam ser transladados para um panteão
especial, segundo a agência de Notícias Interfax. Alexix II considera "imoral"
manter os mortos ( entre eles a múmia de Lenin) em um lugar onde se realizam concertos e
outros espetáculos. Entretanto, ressaltou que a questão deve ser tratada com cautela
'para não dividir nossa nação em tempos difíceis.
As pesquisas apontam que o povo russo quer que Lenin seja bem enterrado.
Assim, não se justifica o medo do patriarca ortodoxo em apontar o
motivo fundamental para a transladação da múmia: o massacre de milhares (senão
milhões) de pessoas inocentes durante a ditadura comunista e outros crimes covardes,
perpetrados para manter o anti-natural regime comunista. A Rússia está hoje onde
está, com toda a sua pobreza e crises sucessivas - assim como todos os países da antiga
URSS - devido aos estragos causados pelo comunismo.
Lenin, ao invés de ser mantido num
mausoléu ou, como quer o chefe ortodoxo, colocado num panteão, certamente deveria ser
declarado 'post mortem' como um dos maiores criminoso do século, ao lado de Stalin e
Hitler.
- (26/05/1999) Um confrade de
Giordano Bruno... de Marx e Loisy
Num jornal chamado "Correio Da
Cidadania" encontramos um artigo de Frei Betto intitulado "O Presidente, a
Igreja e a Política". Nele, como é constante nos artigos desse "frade",
achamos erros graves contra a doutrina Católica, que mostram como esse "Frei"
é, na verdade, modernista e não é católico.
Por exemplo, no meio desse artigo pode-se ler: "Que Jesus tinha fé o sabemos pelos
textos que falam dos longos momentos que ele passava em oração" ( Lucas, 4,116;
5,16; 6,12). (...) O Evangelho nos fala até das crises de fé de Jesus, como as
tentações no deserto" ( Mateus, 4, 1-11; Marcos, 1,12-13; Lucas, 22,39-46).
Essas frases constituem um erro grave contra a Fé, porque delas se conclui que Jesus era
apenas homem, e não Deus encarnado. Com efeito, sendo Cristo Deus e Homem, ao mesmo
tempo, Ele não podia ter Fé, nem Esperança, porque essas virtudes exigem uma
distinção absoluta entre o sujeito praticante das virtudes e o objeto delas, que é o
próprio Deus. Cristo, enquanto Deus, gozava constantemente da visão beatífica e, por
isso não tinha Fé em Deus.
A Fé nos faz crer naquilo que não vemos, porque Deus o afirmou e a Igreja o confirmou.
Se Cristo via Deus constantemente, porque Ele era Deus, não tem sentido falar de Fé em
Cristo, a não ser que se creia que Ele foi apenas um homem. Pelas mesmas razões, Cristo
não podia ter esperança em Deus, porque Ele era o próprio Deus.
Isto é o que ensina São Tomás de Aquino : "Em Cristo não houve fé nem
esperança, porque implicam em imperfeições. Porém, em lugar da fé, teve clara visão;
e, em lugar da esperança, compreensão plena" (São Tomás de Aquino, Suma
Teológica, I. IIae, q. 65, a.5, ad 3).
Escrevendo o contrário do que ensinou São Tomás, Betto demonstra que sua Cristologia é
modernista como a de Loisy, e não tomista nem Católica. Aliás, Frei Betto já defendera
tais erros no seu horrível e ridículo Catecismo Popular, em 4 vols. ( Ed.
Ática, São Paulo, 1989).
No final do acima citado artigo, Frei Betto "modestamente" lembra que é
confrade de São Tomás, já que este foi dominicano como ele, Frei Betto. De fato, ele é
confrade de São Tomás. Mas, como ficou demonstrado na citação acima da Suma, ele tem
doutrina oposta a do Santo Teólogo. É por ignorância ou por má fé que Betto ensina o
oposto de São Tomás, apresentando-se como seu confrade, como se tivesse a mesma fé e
doutrina do autor da Suma Teológica?
Acreditamos que Frei Betto -- leitor e discípulo de Marx, amigo de Fidel -- desconhece a
doutrina tomista. Ele pode dizer-se confrade do Aquinate apenas materialmente. Entretanto,
por sua doutrina marxista, Betto poderia dizer-se confrade de Stalin. E por sua doutrina
negadora da divindade de Cristo, poderia dizer-se também irmão na "fé" de
Loisy, ou mesmo de Caifás, que negou que Cristo fosse Deus.
É o que se pode esperar desses pobres teólogos, diplomados nos seminários marxistas e
modernistas de nossos tempos.
Orlando Fedeli
- (26/05/1999) D. Humes defende
recuperação de símbolos católicos
O jornal "O Estado de S. Paulo" de 19 de
maio de 1999 publicou uma matéria sobre a recuperação de símbolos católicos,
defendida pelo Arcebispo de São Paulo, D. Cláudio Humes. Incisivo, D. Cláudio causou
surpresa às 300 pessoas que o ouviam no 4.o Encontro Nacional de Marketing Católico. Ele
nos lembra que os símbolos católicos, como as imagens de santos, as cruzes sobre as
igrejas e roupas que identificam os padres, como o clergyman, foram sendo deixados de lado
pelo clero desde o Concílio Vaticano II.
Os frutos do Concílio se fizeram sentir, e agora estão sendo revistos.
A feliz iniciativa de D. Cláudio deixa no ar uma pergunta: por que não recuperar por
inteiro esses símbolos, como o uso da batina pelos padres, por exemplo? O hábito não
faz o monge, mas ajuda.
D. Cláudio mostrou, de maneira clara, que pretende seguir um caminho bastante diferente
do que foi trilhado por seu antecessor, o que é um bom sinal. Como é sabido, D. Paulo
Evaristo Arns não fazia questão de que os padres se identificassem como tais, preferindo
que se misturassem às pessoas comuns.
Ora, os padres devem ser os primeiros exemplos de santidade para o povo. Como
"santo" significa "separado" (das vaidades do mundo), nada mais
adequado do que o padre mostrar o seu valor e o seu estado de vida, pelo menos
exteriormente.
Ademais, é de evidente conveniência serem os padres facilmente identificáveis. Ninguém
contesta devam os médicos, policiais, bombeiros, militares, ostentar uniformes, a fim de
serem facilmente identificados. Para os bons membros dessas categorias, constitui motivo
de orgulho ostentar seus uniformes. Acaso seriam os padres - médicos de almas - menos
importantes? Ou o sacerdócio católico seria menos nobre?
- (13/05/1999) Um marketing
Católico?
A Igreja Católica, contam-nos os jornais,
resolve apelar para o marketing. Desanimada com o péssimo resultado - ou falta de
resultados - de seus padres, a Igreja resolveu convocar publicitários de peso, como o
americano Brian Berrigan, responsável pelo marketing dos jesuítas de Lousiana (EUA) e
nada menos que José Carlos Perri, diretor de marketing do Banco Bradesco.
O 4o. Encontro Nacional de Marketing Católico, de 17 a 20 de Maio, foi organizado pelo
Instituto Brasileiro de Marketing Católico (!?), cujo presidente é o bispo d. Fernando
Figueiredo, da Diocese de Santo Amaro, zona sul de São Paulo.
Assim - vejam só! - a Igreja lança mão de meios inspirados no mundo capitalista. Parece
terem se esquecido, nossos bispos, que o que realmente converte é a graça de Deus,
através da oração e do sacrifício. O que a Igreja Católica oferece é algo
imperecível, que atrai por si mesmo, e não um produto comercializável, que carece de
marketing. Qual era o marketing de São Paulo, de São Francisco Xavier ou, entre nós, do
pe. Anchieta? Certamente não é o mesmo de nossos atuais padres.
Transformar a Igreja num produto de marketing é negar seu valor.
- (06/05/1999) O Ecumenismo na
Indonésia
Revoltosos muçulmanos jogaram várias bombas contra
cristãos reunidos no povoado de Uun, nos arredores de Tual, principal cidade da ilha de
Besar, província de Muluku situada a 2800 Km de Jacarta. Neste ano já se registraram
mais de 300 mortes e foram incendiadas dezenas de Igrejase mesquitas.
Uun é o povoado de maioria cristã no país muçulmano mais populoso do mundo. É
responsabilidade do governo garantir a integridade física e religiosa da minoria
católica.
Nestes tempos em que a Igreja prega o ecumenismo, registra-se uma
intolerância cada vez maior para com os católicos. Através de outro exemplo - Kosovo -
vemos que os católicos são cada vez mais acuados, sem poder falar de fé e moral,
sendo realmente perseguidos.
Entretanto, não há quem defenda os pobres católicos indonésios, que apenas em razão
das graças dos santos mártires e outros santos, como São Francisco Xavier, sobrevivem
em território hostil e mantém a fé na Verdade.
- (23/04/1999)Não há tempo para o
essencial
"Na semana de 19 a 23 de abril, ocorreu a 37ª
Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, em Itaici (SP), onde foi discutida a abertura da
participação dos leigos nos ritos da Igreja. Propõe-se uma maior atividade dos leigos
em atividades ordinárias dos padres (casamentos e batismos). O documento intitulado
"Missão e Ministérios dos Leigos e Leigas Cristãs foi considerado de teor
revolucionário pelos bispos que o analisaram" (SÃO PAULO,13 Agência O GLOBO).
A Igreja ensina que extraordinariamente o batismo pode ser realizado por qualquer pessoa,
e o casamento, na falta do sacerdote, pode ser realizado na presença do leigo autorizado
pelo bispo. Mas isso sempre pressupõe uma impossibilidade de serem realizados pelo
sacerdote em tempo hábil.
A tentativa de transformar o extraordinário em ordinário nos leva a uma grave
preocupação: poderá isso ser um prelúdio para que os leigos exerçam, como regra,
atividades próprias dos sacerdotes?
A procura da criação de atividades para leigos dentro da Igreja já atinge o ilícito,
como nos casos de mulheres que servem de acólitos na missa ou distribuem a Sagrada
Eucaristia. Baseados na alegação de escassez de sacerdotes, pretendem tornar a
celebração de casamentos, batismos, administração da sagrada eucaristia, etc, em
atividades normais para os leigos. No lugar de usar boa parte de seu tempo para atividades
sociais ou políticas, o clero deveria preocupar-se mais com o apostolado, administração
dos sacramentos e procura de novas vocações. Isto é o essencial.
- (23/04/1999) O responsável pela
doutrina do Vaticano celebrou uma Missa Tridentina na Alemanha
Roma (CNS) - O mais alto responsável pela
doutrina do Vaticano celebrou uma Missa Tridentina com cerca de 350 fiéis no leste da
Alemanha. O Cardeal alemão Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da
Fé, celebrou a Missa em Latim no dia 18 de Abril em Weimar.
A Missa Tridentina, o qual foi celebrada desde o séc. XVI até 1969, foi substituída
pela Missa celebrada na língua vernácula pelo mundo inteiro. A permissão da Igreja é
necessária para celebrar a Missa mais antiga. A ocasião para a celebração do Cardeal
Razinger foi um ato da Associação de Leigos para o Rito Romano Clássico na Igreja
Católica.
- (21/04/1999) Risco de cisma?
O jornal 'O Estado de São Paulo' publicou, na edição
de domingo 18/4/99, um artigo sobre o lançamento em português do livro "O Vaticano
por dentro - A Política e a Organização da Igreja" de Thomas J. Reese. O artigo
comenta o risco de cisma que existe atualmente devido às alterações nas regras para a
eleição papal.
Pela regra anterior eram necessários dois terços dos votos do colégio cardinalício
para a escolha da próximo papa. Pela nova regra, ditada pelo documento Universi Dominici
Gregis, a escolha poderá ser feita por maioria simples (ou seja, metade mais um). Segundo
o artigo "... isto é temerário numa Igreja sacudida por divergências internas. O
eleito poderá representar apenas uma das facções , progressista ou conservadora,
aprofundando perigosamente o fosso entre elas".
- (21/04/1999) Bispos
"indelicados" e a orientação da Cúria
No mesmo artigo foi feito um comentário sobre a fama dos
bispos americanos de serem rudes e indelicados. Isto porque estariam acostumados a
conversas diretas e francas, quando na realidade ".. recomenda-se nos corredores
curiais: não pense. Se pensar não fale. Se pensar e falar, não escreva. Se pensar,
falar e escrever, não assine seu nome. Se pensar, falar, escrever e assinar seu nome,
não se surpreenda". Isto faz lembrar a frase de Nosso Senhor: "O vosso falar
seja Sim, Sim, Não, Não; tudo o que passa disso vem do maligno" (Mt 5,37).
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