- (18/11/2000) PT: diga-me quem te
elogia, que te direis quem és
"Fidel Castro saúda petistas pela
vitória", é o título de uma reportagem de "O Estado de S. Paulo" de
31/10/2000.
O conhecido ditador da ilha-prisão saudou os petistas pelas vitórias nas eleições
municipais deste ano. Segundo o jornal, Fidel ficou "muito alegre" com o avanço
da esquerda no país.
Ser elogiado pelo líder da "revolução do ódio, da vingança e das vítimas"
(nas palavras do Papa João Paulo II), não é desejo de ninguém, a não ser daqueles que
tenham afinidade e conivência com o regime de crueldade e repressão de Fidel,
demonstradas desde o golpe de 1959 em Cuba.
Fidel, modelo de governante para muitos comunistas e socialistas, não quer ver seu
momento de alegria se transformar em decepção. Por isso, ele ainda manda um recado aos
seus discípulos, numa declaração muito reveladora: "O problema é que a esquerda
se modera com a multiplicidade de problemas e obstáculos".
Será que Fidel quer para nós a radicalização que marcou seu país, como a repressão
brutal, o cerceamento da liberdade religiosa, a espoliação das propriedades privadas e
os massacres?
E o que quererá, para nós, o PT?
- (18/11/2000) Luiz Inácio
"Lula" da Silva fará uma viagem a Cuba
Defensor da democracia e dos direitos humanos, Lula
visitará um país onde não há democracia e não há direitos humanos. Apesar disso, ele
diz apreciar o regime cubano: "Não quero me desvincular da imagem de que sou
defensor da revolução cubana".
O que Lula visitará em Cuba? O que ele fará além de comprar, com dólares, charutos
cubanos?
Andará ele no Mercedes Benz blindado de Fidel, ou nos ônibus hiperlotados?
Conhecerá ele a província pobre de Guantânamo, onde há fome, ou ficará apenas nos
hotéis luxuosos à beira mar, construídos por multinacionais representantes do
capitalismo opressor?
Será recebido em uma das mansões de Fidel, ou preferirá visitar os cortiços onde se
amontoam os cubanos?
Visitará ele os presos políticos, ou apenas ficará na companhia dos membros do Partido
Comunista Cubano, que promoveu o "Paredón"?
Participará ele dos banquetes de Fidel, ou acompanhará as refeições do povo cubano
feitas com comida racionada?
Conhecerá ele o real sistema de saúde cubano - com racionamentos de remédios e vacinas
que não funcionam - ou visitará apenas as boas (e poucas) clínicas cubanas, as quais
só os membros do PCC e quem tem dólares podem freqüentar?
Fará ele compras nas "tiendas", onde só quem tem dólares (turistas e membros
do partido) podem entrar, ou nas lojas desabastecidas e com produtos racionados, onde o
povo cubano tem de fazer as compras?
Lula aprecia o regime cubano, apesar de condenar, no Brasil, tudo o que existe na
ilha-prisão: tortura nas prisões, perseguições políticas, regime totalitário,
desigualdes sociais gritantes, minoria privilegiada, proibição de greve etc.
Ele se diz um democrata, mas adora o ditador Fidel Castro.
Por que a contradição?
Os socialistas costumam ser "dois pesos e duas medidas". Quando não estão no
poder o governo é sempre ruim; quando estão no poder, o governo é sempre bom.
Democracia para eles existe quando mandam; ditadura para eles é quando são mandados.
Fidel é socialista, Lula também. Os dois são amigos, os dois pensam de modo semelhante.
Se trocassem de papéis, pouca coisa se alteraria: Lula talvez fizesse discursos de sete
horas, e Fidel proporia uma viagem a Cuba...
- (18/11/2000) D. Eugênio quer que CNBB
se preocupe com as coisa de Deus
Em recente entrevista publicada na imprensa, o
cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eugênio Sales, deixa claro que a CNBB não deve
apoiar o MST (Movimento dos Sem Terra)
O octagenário cardeal foi claro: A Igreja não é CUT, não é PT, é um organismo
religioso. Não é verdade que a CNBB tenha aprovado o plebiscito da dívida externa. Sou
contra o apoio ao MST e a entrar em temas que não são nossos.
Esta aí uma afirmação importante, que deve ser divulgada. Nós sabemos que a Igreja
não é PT (graças a Deus!) e também não é CUT. O católico simples parece compreender
isso. Entretanto, quem parece não entender é o próprio clero que, abertamente, faz
campanha política para o PT.
A própria CNBB sempre é uma das primeiras a levantar a voz em defesa do movimento
invasor da terra alheia, haja visto seu comportamento quando das recentes denúncias de
cobrança de pedágio por parte dos líderes do MST. A CNBB, como a mãe que corre para
defender seus filhos, logo se pronunciou a favor do movimento.
Em boa hora veio o pronunciamento de D. Eugênio. Queira Deus que ele seja escutado.
- (18/11/2000) A retribuição petista
Passadas as eleições, é hora dos agradecimentos
e retribuições. O deputado federal José Genoíno (PT) se adianta, tomando a defesa do
Movimento dos Sem Terra (MST). Afinal, o MST se segurou direitinho - conforme o combinado
- até o final das eleições, para só então retomar a baderna das invasões.
Genoíno reclama da "investida do governo" contra o movimento. Tudo isso só
porque os membros o MST têm que pagar um pedágio de parte do dinheiro recebido do
governo (notemos que a cobrança não é mais negada; agora ela é justificada).
"A demonização do MST foi até mesmo utilizada como instrumento de combate
eleitoral ao PT", protesta o deputado.
Ora, sr. Genoíno, se o MST não atrapalha o PT e se suas atividades - leia-se invasões
da terra alheia - não tiram os votos do partido, por que o acordo para suspensão das
invasões até o final das eleições? Não será esse o reconhecimento, vindo do próprio
PT, da impopularidade do MST?
Segundo José Genoíno, os pagamentos dos "pedágios" são voluntários. Se
assim é, como se explicam as denúncias de pessoas do próprio MST, que foram fisicamente
ameaçadas para que dessem dinheiro? A surra é também voluntária? Genoíno alega que a
Constituição permite a liberdade de organização e associação. Ora, o que tem isso a
ver com os impostos - realmente impostos! - que o MST obriga seus membros a pagar? Depois
o PT vem falar da máfia dos camelôs em São Paulo... "O PT, por exemplo, cobra 30%
do salário dos seus parlamentares e demais governantes".
E desde quando o PT é exemplo de administração a ser seguido? Mas o que os membros do
MST recebem não é salário, sr. José Genoíno. É a ajuda para plantar algo na terra
que lhes foi cedida. É dinheiro que vem dos impostos, pagos pelos que trabalham. Não é
portanto dinheiro para financiar movimentos de cunho político, como é o MST.
No ápice da ousadia ele afirma que "as Igrejas cobram dízimos de seus fiéis".
Ora, deputado...Ninguém é surrado dentro da Igreja Católica para pagar o dízimo:
paga-se voluntariamente, segundo o costume. Vemos que nas reuniões com a CNBB se trata
muito pouco de catecismo... Para livrar seus amigos, ele cita outros crimes, como os do
"Lalau" (o mesmo que roubou milhões dos cofres públicos).
Alto lá, sr. Genoíno, alto lá! Um crime não justifica outro! Não é porque criminosos
do porte do Lalau e do Cacciola dentre outros (muitos outros) roubaram muito, que o MST
também pode levar um pouquinho.
E para terminar, como último ato para salvar o movimento, ele cita o caso de integrantes
do MST que foram presos roubando pedágios na rodovia Castelo Branco.
Para que o impacto emocial seja grande, diz que um dos presos até contraiu o vírus HIV
no presídio.
Sr. José Genoíno, não adianta tentar justificar o injustificável.
A única coisa que seu artigo prova é que os favores se pagam...
- (27/10/2000) As férias do MST
O MST está em férias, infelizmente por tempo
limitado. Após as eleições municipais, as invasões devem recomeçar. Líderes do
movimento e líderes do Partido dos Trabalhares (PT) garantem que isso não tem
absolutamente nada a ver com as eleições. Na verdade, porém, o PT tenta neste momento
se afastar do MST. Sem muito sucesso, porém. Afinal, ambos têm as mesmas origens e os
mesmos ideais.
O resultado dessa tentativa de afastamento é um discurso incoerente: "Parlamentares
do PT afastaram hoje qualquer possibilidade de rompimento do partido com o Movimento dos
Sem-Terra (MST), mas reafirmaram que a organização, por ser autônoma, será alvo de
críticas de lideranças petistas sempre que houver discordância sobre a radicalização
das mobilizações no País" (conf. site Estadão 23/10/00)
O que realmente nos chama a atenção é a repentina suspensão de toda a bagunça do MST.
Por que agora?
"O partido, no entanto, tem mantido um diálogo freqüente com integrantes do MST em
meio à campanha do segundo turno. Coincidência, ou não, o movimento tem procurado agir
com cautela e as ocupações de terra foram adiadas para depois das eleições"
(idem).
"Coincidência ou não", as invasões estão suspensas, mas por tempo
determinado.
Ora, MST... O povo não é a favor das invasões e da Reforma Agrária e contra os
latifúndios? Isso não deveria dar votos? Então, por que a suspensão das atividades?
Ou será que o povo é contra o MST e sua nefasta atividade?
- (20/10/2000) Imposto feudal x Imposto
MST
Na Idade Média os servos pagavam um tributo,
consistente em parte do fruto colhido das terras do senhor feudal. Em troca, recebiam
abrigo e proteção. Em caso de guerra, o senhor feudal era obrigado a defendê-los, dando
a própria vida se preciso fosse.
Hoje o MST, movimento filo-comunista e portanto contra toda a ordem, também cobra
impostos de seu integrantes. A diferença é que as famílias, obrigadas pela força a
pagar aos líderes do movimento parte da verba recebida do governo, não recebem em troca
o que os camponeses medievais recebiam. E certamente José Rainha, Stedile e os outros
líderes do movimento não se sacrificariam por eles.
- (20/10/2000) "CNBB abandona papel
mediador e alerta para o aumento de tensão"
Esse é o título de uma matéria publica no Estado
de São Paulo em 19 de outubro último, noticiando que a CNBB não será mais a mediadora
entre o Governo e o MST.
Mas não nos iludamos. Ainda não é desta vez que a CNBB resolveu cuidar das coisas de
Deus.
A atitude parece mais uma manobra política encabeçada pelo bispo d. Raymundo Damasceno,
secretário-geral da CNBB, para pressionar o governo a ceder ainda mais ao movimento.
- (14/10/2000) O buraco sem fundo do MST
O Movimento dos Sem-Terra (MST), famoso movimento de
cunho político, hoje presente em todo o país e pregador da também famosa e agonizante
Reforma Agrária, tem o costume de cobrar de seus adeptos generosos "impostos"
sobre a verba que o governo lhes destina, e que provem dos impostos que o governo cobra
daqueles que trabalham.
A propósito, foi publicada recentemente uma notícia em um jornal paulista (cfr. OESP 9
de outubro de 2000). Diz o jornal que "os maiores pedágios foram detectados em
Rondônia (chegando a 11%) e no Espírito Santo (até 10%)".
Ou seja, boa parte do dinheiro (11%!) destinado a famílias de integrantes do movimento
são repassadas para a direção do MST, para financiar invasões de prédios públicos e
viagens (a nota não informa quais viagens, nem de quem, nem para onde. Que pena....)
Aqueles que previamente não se comprometerem a pagar o "pedágio" não recebem
a assinatura do laudo de técnicos indicados pelo MST. Sem essa assinatura, o lavrador
não recebe o crédito do governo.
É a velha tática de chantagem comunista. Há casos, como em Paranavaí, em que a
cobrança era feita por uma "banca arrecadadora" dentro da própria agência do
Bando do Brasil da cidade. Dessa forma o MST fica mais próximo de seus clientes, e
também da fonte...
A notícia ainda diz que "por discordarem da cobrança da taxa sobre os créditos -3%
do dinheito repassado pelo Incra e 2% sobre a produção-, dezenas de assentados do
Paraná pediram desligamento do MST".
Há males que vêm para bem, como lembra o popular ditado.
"No Espírito Santo, além de a taxa chegar a 10%, ela recaía também sobre os
créditos de fomento e habitação destinados aos projetos do Incra".
"A sindicância também apurou que dirigentes praticaram agressões físicas contra
os técnicos que não aceitavam as imposições do MST".
Vemos nesses dois trechos como o MST é nitidamente um movimento filo-comunista. Primeiro,
porque não consegue ver qualquer bem, seja a produção ou o dinheiro, sem logo imaginar
uma forma de taxá-la. E, segundo, porque não hesita em usar a força para atingir seus
fins. Não foi o que vimos na Rússia Comunista, na China e em Cuba?
Outra nota diz que o governo (leia-se Raul Jugmann) vai exigir a devolução do dinheiro
desviado pelo MST. Quem viver verá.
Não causa surpresa notar que os técnicos responsáveis pelos laudos para a liberação
dos créditos eram em sua maioria pessoas indicadas pelo próprio MST, que agora poderia
justamente ser chamado de Movimento da Sobre-Taxa. Também não espanta saber que a
recente pauta de reivindicações do MST, entregue ao governo e negociada pela
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pelo Conselho Nacional das Igrejas
Cristãs (Conig), pedia a liberação de recursos para a assistência técnica, mas exigia
que os técnicos fossem indicados por sua liderança.
Cabe a pergunta: Será que os bispos e padres (e não são poucos) ligados ao MST não
sabiam desses desvios? E, se sabiam, por que se omitiram? Qual a finalidade do MST?
Por fim o artigo diz que na semana passado o governo liberou R$31 milhões para a
assistência técnica de assentados. "Nenhum centavo desses recursos irá para
cooperativas ou entidades que desviaram dinheiro"-ressalta Raul Jungman, ministro do
Desenvilvimento Agrário. Será?
Até quando o dinheiro do País será entregue aos montes para esse movimento?
Parece que o cofre do MST não tem fundo.
- (06/10/2000) MST: há um limite?
Até quando irá o governo tolerar movimentos de cunho
meramente político, defensores da malfadada Reforma-Agrária, como o MST?
Recentemente virou moda invadir prédios públicos e até... ameaçar invadir a fazenda do
presidente da República.
Em matéria publicada no dia 13 de setembro em O Estado de São Paulo o tema é novamente
tratado. Dessa vez vários políticos (até do PT!) desaprovam a atitude do movimento:
"o MST está provocando um confronto que não é aconselhável"; "não se
pode quebrar prédios públicos nem invadir a fazenda do presidente"; "é uma
questão de autonomia do movimento", segundo José Genoíno.
E por que só a fazenda do Presidente não pode ser invadida?
Na verdade, nenhuma propriedade particular pode ser inavadida.
Por que numa democracia, onde todos teoricamente são iguais, apenas o direito do
Presidente é que vale?
Fernando Henrique, em carta a Itamar Franco, diz que o Governador de Minas não cumpriu a
lei ao deixar de proteger o patrimônio particular.
Será que a acusação não cabe também contra o Presidente da República, que não
protege a propriedade de ninguém?
É necessário dizer que o 5' e o 9' Mandamentos exigem que não se invada nenhuma
propriedade. Seja ela do presidente ou não.
O fato é que se está perdendo o controle de um movimento que um dia nasceu pequenino -
será que foi em alguma modesta sacristia, ou num gabinete da CNBB? - e que cresceu
descontroladamente.
Só a CNBB - que se manifestou através de seu secretário-geral, d. Raimundo Damasceno
Assis - não criticou as invasões. Contentou-se apenas em defender a idéia do diálogo
com o MST para resolver seus conflitos. Enquanto isso, a chamada Pastoral da Terra insufla
as invasões como se não existisse o décimo mandamento: "Não cobiçar as coisas
alheias"
- (16/11/1999) Invasões de
propriedades urbanas
O jornal "O Estado de São Paulo" de 25/10/99 publicou matéria sobre a
invasão de prédios na cidade de São Paulo, executada pela União dos Movimentos de
Moradia (UMM). O jornal relata que a UMM tem práticas similares às do MST e que o
movimento não se restringe ao Estado de São Paulo, mas possui objetivos amplos. Além
disso, a notícia informa que a maioria dos coordenadores do movimento é filiada ao PT e
recebe o apoio, além do próprio PT, das Comunidades Eclesiais de Base (CEB's). Os
militantes do UMM têm que seguir uma cartilha e respeitar a disciplina e a hierarquia,
sob pena de expulsão do movimento.
Será que os responsáveis pelas CEB's, supostamente católicos, se esquecem de
ensinar que invadir propriedades é pecado grave contra o quinto mandamento da Lei de
Deus? Onde estão as autoridades eclesiásticas da CNBB para ensinar a disciplina e a
hierarquia, não por meio de uma cartilha marxista, mas do Catecismo?
A propósito, como podem os próprios marxistas dos PTs, MSTs e UMM's da vida
respeitarem uma hierarquia, tão contrária ao seu igualitarismo?
Como se vê, a desigualdade é uma lei natural tão cogente que surge até nesses meios de
revolta socialistas e comunistas.
E em que contradição flagrante incidem eles ao respeitarem a disciplina do movimento e
desrespeitarem a disciplina da sociedade, e mais ainda, a disciplina de Deus! Até onde
vão chegar com essas invasões? Ontem, as propriedades rurais; hoje, as propriedades
urbanas.
Seria exagero dizer que amanhã estarão invadindo os quintais de nossas casas, ou mesmo
nossos quartos e salas, como nos tempos da Revolução Russa?
- (06/05/1999) MST 2: falta de pulso
das autoridades
MST -- Movimento dos Sem Terra: há
tempos essa sigla adquiriu notariedade pela organização de invasões de propriedades
rurais.
Ora, invadir propriedades alheias é crime previsto no Códgo Penal. Mais grave ainda é
organizá-las e, para isso,usar de meios violentos, mediante emprego de armas. Pois é o
que têm feito o MST, sem que as autoridades tomem qualquer providência para coibí-lo.
Pelo contrário, têm-lhe fornecido verbas, enquanto a mídia lhe oferece cobertura e
publicidade cheia de simpatia. Agora se noticia o surgimento de outro MST : o Movimento
dos sem Teto. Nos últimos dias, esse segundo MST -- quantos outros ainda surgirão ? --
invadiu uma propriedade em Betim, na periferia de Belo Horizonte. À nova
"propriedade do Povo", o MST 2 deu o significativo nome de Bandeira Vermelha.
Por que tal nome?
Num entrevero com a polícia, que tentava desocupar a área, o MST 2 obteve a
"glória" de ter dois mortos. De posse do tão desejado cadáver, o MST 2
levou-o em cortejo fúnebre triunfal até um edifício da prefeitura local . Durante o
trajeto funebremente glorioso, os membros do MST iam cantando o hino da Internacional
Socialista. Por que? E depois dizem que o marxismo morreu... Pelo jeito ele continua vivo
em certas sacristias, assim como muitas redações e cátedras. Locutores de uma rádio
bandeirante, noticiando essas repetidas invasões dos Sem Teto, sem Terras, Sem...
afirmavam que isto está se tornando já uma verdadeira guerrilha. E protestavam contra a
falsa de pulso das autoridades do país. Mas não perguntavam por que tanta falta de
pulso. O Presidente Fernando Henrique pediu que se esquecesse tudo o que ele escreveu.
Será que, de fato, ele esqueceu a ideologia que sempre professou -- o socialismo marxista
-- o qual tanta simpatia teve sempre pela Bandeira Vermelha e pela Internacional
Socialista ?
- (06/05/1999)
Ferrnando Henrique dá salvo conduto para a pilhagem das fazendas.
Em seu editorial de 3 de maio de 1999, o jornal O
Estado de São Paulo comenta com propriedade a ação criminosa do MST, organizando a
invasão de fazendas por todo o Brasil. Como é bem sabido, invadir propriedades alheias
é crime previsto no Código Penal. Organizar essas invasões é crime ainda mais grave.
Há tempos esses atos criminosos do MST se vêm sucedendo sem reação séria das
autoridades do país. Pelo contrário, sob ameaças e sob a pressão exercida pelo MST
ocupando espaços públicos, o governo tem capitulado e até fornecido verbas aos
invasores. Noutras palavras, o governo se faz extorquir para sustentar o movimento
marxista revolucionário.
O jornal Estado de São Paulo anuncia então que o novo lema do MST é "ocupar para
provocar; provocar para dominar".
Ora, diante dese quadro de violência o que declarou o Presidente Fernando Henrique
Cardoso? Simplesmente que seu "papel nao é de policial", para ter que
cuidar do MST. E conclui O Estado de São Paulo: "quando o Presidente da República
diz o que disse, é mais que pretexto para que os governadores estaduais façam nada. É
um salvo - conduto para a pilhagem de fazendas"
- (20/40/1999) O ESTADO DE
SÃO PAULO: "Mais de 20 mil pedem justiça no caso Eldorado"
O jornal O Estado de Sao Paulo de 18 de abril passado
traz artigo intitulado "Mais de 20 mil pedem justica no caso Eldorado",
lembrando a morte de 19 sem-terra nessa cidade.
A CNBB, como era de se esperar, também lembrou o fato em sua 37a. Assembléia Geral.
Segundo o jornal, os bispos "reafirmaram sua decisão de participar mais das
discussões dos problemas sociais do País". Como se a CNBB ainda se preocupasse com
outra coisa. "Infelizmente, sem uma política agrária eficiente a violência no
campo vai continuar" ameaçou d. Lelis Lara, bispo de Ibira (MG).
Mas a pérola do dia foi dada por Jaime Amorim, coordenador do MST. Tentando plagiar o
famoso ditado catolico dos primeiros seculos, "o sangue dos mártires é semente de
novos cristãos", Amorim teve a audácia de dizer que "o sangue dos
trabalhadores serve de semente para nascer outras dezenas e centenas de lutadores do
povo". Como se isso já não bastasse, Amorim afirmou tratar-se de um trecho
bíblico!
Realmente, os bispos e padres da CNBB precisariam se preocupar mais com o ensino da
religião.
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