Montfort Associação Cultural

7 de junho de 2010

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O significado das roupas dos Arautos do Evangelho

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Frederico Van Der Oszlen
  • Localizaçao: Saão Paulo – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Profissão: Estudante
  • Religião: Católica

Professor Fedelli,

Gostaria muito que o senhor pudese elucidar o significado da vestimenta e dos acessórios dos Arautos do Evagelho. Capas, túnicas, botas, correntes …)
 

 
Agradeço-lhe muito
 

 
Muito prezado Frederico, salve Maria.
 
Os Arautos do Evangelho de Scognamiglio pretendem estar vestidos como cavaleiros medievais.
 
Isso por duas razões:
 
1) Porque pretendem ser – como tantas sociedades secretas – uma ressurreição ou continuação dos Templários.
 
2) Porque Dr. Plínio gostava de se fantasiar e de se imaginar uma outra pessoa.
 
Foi Dona Lucília, mãe de PCO, que o fantasiava todo carnaval e que exigia que, nesses dias, ele “vivesse” o personagem no qual estava transvestido.
 
Plínio não queria ser o que ele era. Queria ser outro. Até mesmo urubu ele disse que queria ser. E, ao mesmo tempo, julgava que ser Plínio era a principal coisa do mundo e da história.
 
Contradições dialéticas de quem não suportava ser o que era e que sonhava que ser Plínio era ser o primeiro na ordem do universo.
 
Para os Arautos a “fantasia” dura, não os três dias de carnaval, mas o ano todo.
 
A cruz que eles usam não é a da Ordem do Templo, mas a dos Cavaleiros de Santiago, em forma de punhal. Scognamiglio prefere usar facas e punhais – ou canivete — em vez de espada.
 
As botas são para dar um ar militar e de combatente. Nas moças de vestidinho de adolescente, as joanetes do Scognamiglio, as botas dão um ar varonil muito impróprio para moças.
 
As cores são interessantes.
 
A cruz de Santiago é vermelha e branca com um fio dourado, separando o vermelho e o dourado.
 
Assim mesmo: vermelho, branco e dourado…
 
Curioso…
 
Essas eram as cores dos Templários. Como eram também as cores dos Assassinos da seita fatimita e gnóstica de Hassan Ibn Sabbah.
 
Como eram as cores das fases alquímicas.
 
Na Kabballah se fala dessas cores. Cores prediletas dos trovadores e dos poetas românticos. Toda mocinha, quer a dos trovadores, quer a dos romances, deveria ter “a pele branca como leite, as faces e os lábios vermelhos como rosa, e os cabelos dourados”…
 
Branco, vermelho dourado…
 
Por isso, Anna Katharina Emmerick contava em suas falsas visões que, no paraíso terrestre, ela vira “rosas brancas, vermelhas e douradas”.
 
Monsenhor Scognamiglio sabe de tudo isso?
 
Duvido.
 
Ele nunca soube nada. Só sabe como se fazem “restrições mentais”. Por isso, agora ele é Doutor em Direito Canônico. Ele prometeu publicar sua tese de Doutorado em várias línguas…
Pois ele diz ter escrito sua tese.
 
Imagine: ele escrever qualquer coisa…
 
E se ele sabe escrever o nome dele, tenho certeza de que não sabe o que significa Scognamiglio. É um nome tão significativo… Algum dia, explico.
 
A corrente na cintura dos Arautos é a pretexto da escravidão a… Nossa Senhora, segundo foi pregada por São Luís de Montfort. Pretexto. Ela significa a escravidão a Plínio Corrêa de Oliveira. Era a escravidão a Plínio que se fazia na Sempre Viva, a sociedade secreta que existia e existe por trás da TFP e agora dos Arautos.
 
Em suma, o hábito dos Arautos é bem fantasioso.
 
Serve bem para aparecer num teatro.
 
Ou num filme de Holywood.
            
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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