Posts Tagged ‘ Cardeal Tarcísio Bertone’

quarta-feira, maio 19th, 2010 at 12:00pm

Porque o Papa desmente Bertone (e Messori)

 Por Antonio Socci
É incrível que os jornais tenham praticado “barriga” quanto a duas clamorosas notícias que chegam de Portugal. Uma (dramática) é implícita nas palavras do Papa: a profecia sobre o Papa morto e o massacre de Cardeais e Bispos tem relação não com o passado, mas com o nosso futuro próximo (falarei disso depois).
Pelo contrário, uma outra está preto sobre o branco e é esta: o “quarto segredo” (isto é, uma parte até agora não publicada do Terceiro Segredo) existe e as palavras do Papa sobre o escândalo da pedofilia são uma prova disso.
O Papa está empenhado em fazer uma grande operação-verdade também sobre Fátima, a custo de desmentir a versão dos secretários de Estado vaticanos. Eis o contradição entre as suas palavras e as do Pontífice.
O então  Secretário de Estado Cardeal Sodano, em 13 de Maio de 2000, ao anunciar solenemente ao mundo a publicação do terceiro segredo, explicando que ele coincidia com o atentado ao Papa em 1981 e as perseguições dos anos Novecentos, disse: “As vicissitudes a que faz referência a terceira parte do ‘segredo’ de Fátima parecem já agora pertencer ao passado”.
O successor dele, Bertone, eliminou também o prudencial “parecem” e, para reafirmar que o segredo se referia ao atentado ao papa em 1981 e tudo já se havaia realizado, escreveu textualmente (na página 79 de um seu livro): “O encarniçamento mediático é o de não querer se convencer que a profecia não está aberta para o futuro, pois ela se realizou no passado, no acontecimento indicado (o atentado ao Papa, nota do autor). Não se quer render-se à evidência”.
Agora, em vez, o Papa Bento XVI nos explica exatamente o oposto, isto é, que o terceiro segredo se refere a eventos posteriores ao atentado de 1981, como o atual escândalo da pedofilia e também a eventos que estão ainda em nosso futuro.
De fato, Ratzinger declarou:
“Além dessa grande visão do sofrimento do Papa, que, em primeira instância podemos referir ao Papa João Paulo II, são indicadas realidades do futuro da Igreja quepouco a pouco se desenvolvem  e si mostram… e que, portanto, são sofrimentos da Igreja que se anunciam. Quanto às novidades que podemos hoje descobrir nessa mensagem, aí há também o fatto de  que não somente de fora vem ataques ao Papa e à Igreja, mas os sofrimentos da Igreja vêm extamente do interior da Igreja, do pecado que existe na Igreja”.
O atentado do 1981 não aparece nas palavras de Bento XVI e portanto não é apontado como “a” realização do Terceiro segredo.
Fala-se só do “sofrimento de João Paulo II” que é unido ao dos outros Papas (de que fala a segunda parte do Segredo). Bento XVI coloca o cumprimento do Terceiro Segredo nos anos posteriores ao atentado do 1981 e no nosso próprio futuro: “são realidades do futuro que pouco a pouco se desenvolvem e si mostram”, declarou “sofrimentos da Igreja que se anunciam”.
Como qualquer um pode ver é o contrário do quanto foi proclamado por Sodano e, mais dogmaticamente, por Bertone (“a profecia não está aberta para o futuro, mas foi realizada no passado, no acontecimento indicado”).
De resto fora a própria Irmã Lúcia que desementira que a profecia fosse referida ao passado e tivesse sido realizada com o atentado do 1981. Ela o escreveu numa carta fundamental de 12 de Maio de 1982.
Depois de ter mostrado que já fora realizada a primeira parte da profecia, relativa à revolução comunista, à segunda guerra mundial e às perseguições à Igreja, Irmã Lúcia, falando da terceira parte do segredo, escrevia textualmente:
“se não constatamos ainda a consumação completa do final desta profecia, vemos que somos encaminhados a ela  pouco a pouco a passos largos”.
Portanto, nessa carta fundamental que foi publicada pelo próprio Vaticano, Irmã Lúcia, um ano depois do atentado de Alì Agca em 1981, não só não diz que tal atentado foi a realização do Terceiro Segredo (não disse isso jamais nem aqui, ne, em outro lugar), mas nem mesmo o cita, nem sequer alude a ele  vagamente. Antes explica “apertis verbis” que o Terceiro Segredo deve ainda realizar-se. E escrevia isso em 1982!
Haveria que acrescentar que justamente sobre essa carta da vidente, Bertone – naquele tempo Monsenhor –  inexplicavelmente “cancelou” uma frase explosiva, que contradizia a sua versão, sem jamais dar nenhuma explicação.
Mas é apenas uma das tantas anomalias desta história cinqurntenária que infelizmente está cheia de mentiras, de reticências, de coisas forçadas e de omissões (como  mostrei em meu livro).
Mas, voltemos ao dia de hoje. O Papa reabriu, portanto, o dossier de modo tão preciso e claro que todos aqueles que nestes anos tinhamcorrido a sustentar a versão da Cúria ficaram em pânico diante de suas declarações que colocam o escândalo da pedofilia no Terceiro Segredo.
Eis o Padre Stefano De Fiores que, interpelado pela tg2 das 20.30 de 11 de Maio, com evidente embaraço, balbucia: “para dizer a verdade de modo explicito não o achamos…”.
E bravo De Fiores! Com efeito, no “Terceiro Segredo” dos eclesiásticos não. Mas naquele completo de Nossa senhora, ao qual se refere o Papa, sim. É preciso entendê-lo, Padre De
Fiores. Tinha escrito um livro apologético do cardinal Bertone jurando que jamais existira uma parte não publicada do “Terceiro Segredo”, e agora acontece que o Papa em pessoa o desmente.
Vittorio Messori, um outro intelectual católico que correra a apoiar a curial Secretaria de Estado, ontem no Corriere della Sera exprimia o seu embaraço por se encontrar desmentido pelo Papa: “Agora no vasto grupo dos ‘fatimitas’ haverá fermento para mostrar que o Papa Bento XVI se traiu…”.
Na realidade, o Papa Bento jamais identificou o Terceiro Segredo com o atentado de 1981. Ademais – quando ainda era Cardeal – sublinhou que não havia “definições oficiais, nem interpretações obrigatórias” do Terceiro Segredo.
Diversamente dos eclesiásticos da Cúria, que transformaram em dogma as próprias idéias (e fábulas), Ratzinger explicou que as interpretações do ano 2000 eram hipóteses de interpretação. Meras hipótesses (hoje, superadas).
Em Terceiro lugar – com a humildade que o caracteriza – já no ano 2000, pouco depois da revelação do Segredo,  respondendo a uma respeitosa carta, mas crítica do Bispo Pavel Hnilica sobre seu comentário teológico, Ratzinger não hesitara em afirmar que não de modo algum quisera “atribuir exclusivamente ao passado os conteúdos do segredo, de modo simplicista”.
Na realidade, Bento XVI, como pelo escândalo pedofilia, quer nos fazer entender que jamais é preciso ter medo da verdade, mesmo quando ela é dolorosa ou embaraçante.
Porque não se serve a Deus com a mentira. Quando se pretende mentir para Deus, na realidade mentimos a nós mesmos: Deus não precisa de nossas mentiras para defender e construir a sua Igreja. É melhor fazer um mea culpa, porque Deus é maior e mais poderoso do que todos os nossos pecados.
Certo, essa atitude não é compreendida na Cúria. Nem pelos  “ratzingerianos” e justamente, com afeto, Giuliano Ferrara escreveu que sobre a questão pedofilia, “dito com muita auto ironia, para nós foglianti o Papa está um pouco fora da linha”.
É verdade. Porque o Papa sabe mais do que nós, e considera esse escândalo como sendo apenas a ponta de um iceberg “terrificante” do pecado na Igreja (pensamos nos verminários denunciados por ele na Via crucis do ano 2005) e pensa no grande pecado da apostasia na Igreja.
E se tudo isso é “a cidade meia em ruína” cheia de cadáveres, descrita na visão do Terceiro Segredo, e se o Papa assassinado não pode ser o Papa ferido em 1981, significa que a grande perseguição do mundo e o grande martírio do Papa e da Igreja é coisa do próximo futuro.
O Papa talvez não pode dizê-lo explicitamente, mas procura preparar a sua Igreja para essa pavorosa prova (“os sofrimentos da Igreja que se anunciam”) confiando tudo nas mãos da Senhora de Fátima. São horas extraordinárias. Mas os jornais não as perceberam.
 Antonio Socci

quarta-feira, maio 12th, 2010 at 12:00pm

Portanto o “quarto” segredo existia mesmo…

Por Antonio Socci, Da Libero
12 de maio:
Eu o tinha dito! Quanto escrevi sobre Fátima e o escândalo da pedofilia ontem recebeu a confirmação mais autorizada que se possa imaginar: a do Papa em pessoa.
No dia 2 de abril passado – Sexta Feira Santa, em plena tempestade – na primeira página deste jornal assinei um artigo que tinha este título: “O calvário do Papa predito em Fátima”.
E, na semana passada, no site de “Panorama”, uma entrevista minha com os mesmos argumentos saiu intitulada assim: “Escândalo da pedofilia na Igreja: ‘Fátima tinha tudo previsto”.
Alguns tolos me tomaram como visionário. Mas, ontem, Papa Bento XVI, no avião que o estava levando a Fátima, fez declarações que no site do Corriere da Sera saíram com este título: “Pedofilia no terceiro segredo de Fátima. As palavras do Papa no vôo para Lisboa”. Também no site de Repubblica: “Fátima o tinha previsto”.
Uma confirmação clamorosa. Agora, porém, abre-se um outro capítulo. Porque as declarações do Papa trazem de novo atualidade a todo o dossier relativo ao “Terceiro Segredo”, desnorteando a assim chamada “versão oficial” dada em 2000 que jamais foi considerada “oficial” nem por Ratzinger, nem pelo Papa Wojtyla, mas que foi transformada em dogma por improvisados “pasticcioni” (empasteladores) e por mass media superficiais.
Em que sentido digo que recoloca em discussão aquela versão? Porque a idéia que fizeram passar é aquela segundo a qual o Terceiro Segredo de Fátima predizia o atentado a João Paulo II em 1981 e as perseguições do século XX, de modo que – foi dito e repetido – toda a profecia já teria sido realizada e concluída no século XX.
Já expliquei detalhadamente no livro O quarto Segredo de Fátima (Rizzoli) que essa versão das coisas não convence, sobretudo porque o Papa da visão caía morto no chão, enquanto Papa Wojtyla, graças ao céu, não morreu. Ademais porque, na visão, o martírio da Igreja segui-se ao do Papa, não o precedia.
Por causa desse livro tive que suportar muitos golpes baixos. Agora, porém, é o próprio Bento XVI que nos vem dizer algo de surpreendente, que reabre a discussão na direção que tentei investigar e que os documenti sugerem. Vejamos por quê.
A pergunta a que o Papa escolheu para responder (haviam sido feitas várias e essa foi escolhida) dizia: “Santidade, que significado têm hoje para nós as aparições de Fátima? Quando o senhor apresentou o texto do Terceiro Segredo, na sala de imprensa vaticana, em Junho de 2000, foi-lhe perguntado se a mensagem podia ser estendida, além do atentado a João Paulo II, mas também aos outros sofrimentos dos Papas. É possível segundo o senhor, enquadrar também naquela visão os sofrimentos da Igreja de hoje pelos pecados dos abusos sexuais de menores?”.
Eis a resposta de Bento XVI, ontem:
“Somente no curso da história podemos ver toda a profundidade,  digamos assim, de que estava revestita nessa visão, possível às pessoas concretas. Além dessa grande visão do sofrimento do Papa, que substancialmente podemos referir a João Paulo II, são indicadas realidades do futuro da Igreja que pouco a pouco se desenvolvem e se mostram. Isto é verdade que além do momento indicado na visão, fala-se, se vê a necessidade de uma paixão da Igreja, que naturalmente se reflete na pessoa do Papa. Mas o Papa está na Igreja e, portanto, são sofrimentos da Igreja que se anunciam (…).
Quanto às novidades que podemos hoje descobrir nessa mensagem, é também que não só de fora vem os ataques ao Papa e à Igreja, mas os sofrimentos da Igreja vem justamente do interioo da Igreja, do pecado que existe na Igreja (…). Hoje nós o vemos de modo realmente terrificante: que a maior perseguição da Igreja não vem dos inimigos de fora, mas nasce do pecado na Igreja”.
Sintetizamos a resposta do Papa. Mas há coisas suficientes para refletir longamente. Por enquanto, parece evidente que para Bento XVI o Segredo de Fátima não é uma profecia já encerrada com o atentado de 1981 contra Wojtyla, mas está ainda em curso.
De fato, Bento XVI diz explicitamente, que na visão “são indicadas realidades do futuro da Igreja que, pouco a pouco se desenvolvem e se mostram”.
Entre as “novidades” que descobrimos hoje (o Papa diz extamente “novidades”) há aquela desconcertante de que os sofrimentos da Igreja, “a maior perseguição da Igreja não vem dos inimigos de fora, mas nasce do pecado na Igreja” e “hoje o vemos de modo realmente terrificante”.
Isto contradiz a interpretação que tantos deram no ano 2000, que, em vez disso, falava somente das perseguições que vem de fora. Mas é muito mais aderente à visão dos três pastorezinhos, sobretudo à primeira parte assim descrita por Irmã Lúcia: “O Santo Padre, antes de chegar lá (à cruz e ao martírio, nota do autor), atravessará uma grande cidade meia em ruínas e meio trêmulo com passo vacilante, afligido de dor e de pena, rezava pelas almas dos cadáveres que encontrava em seu caminho”.
Evidentemente, era um erro colossal interpretar a “cidade meia em ruína” e os “cadáveres” como símbolo das perseguições, porque os mártires não teriam tido necessidade de orações e porque o martírio da Igreja, na visão, segue-se ao do Papa: a cidade meia em ruínas e os cadáveres por cujas almas o Papa rezava sofrendo descreviam antes a situazão da Igreja definida “terrificante” pelo Papa Ratzinger, isto é, a Igreja oprimida pelo pecado e pela apostasia de seus membros. A Igreja de hoje.
Tudo isso leva inevitavelmente a reter, porém, que o martírio, do Papa (que será verdadeiramente assassinado) e o da Igreja, deva se colocar no futuro, que deve ainda realizar-se.
E leva mais uma vez a considerar que as desconcertantes palavras da Via Crucis de 25 de Março de 2005, aquelas sobre  “sporchizia” na Igreja”, sobre os sacrilégios e sobre a barca que está para afundar, palavras escritas e desejadas por Joseph Ratzinger e Karol Wojtyla, fossem na realidade a revelação (ainda que não declarada) da parte do “Terceiro Segredo” que no ano 2000 não foi revelada, isto é, a parte contendo as palavrase da própria Nossa Senhora,  comentando a visão.
Sobre esta parte pesava um juízo negativo de João XXIII (que suspeitava que fossem palavras de Lúcia e não de Nossa Senhora), juízo confirmado por Paulo VI.
Evidentemente João Paulo II e o Cardeal Ratzinger – que pretendiam atender o pedido de Nossa Senhora de tornar pública a mensagem, mas não queriam desmentir publicamente os seus predecessores (mesmo constatando a autenticidade também da segunda parte) – decidiram fazer conhecer através daquela Via Crucis ao povo cristão toda a mensagem de Nossa Senhora.
É bastante significativo que essa peregrinação a Fátima de Bento XVI aconteça hoje. Ele se dirigu ao santuário em 2007, quando do aniversário das aparições, quando teria sido mais óbvio.
Mas ele se dirige hoje para lá, como a abrigo na tempestade escandalosa da pedofilia na Igreja e o faz com três intenções bastante significativas: rezar pela Igreja, pelos sacerdotes e pela paz no mundo. Três temas que todos levam ao ao Terceiro Segredo.
Agora talvez certas forças da Cúria procurarão evitar que essas declarações, tão explícitas, do Papa sejam  compreendidas em todo o seu alcance e quem sabe corrigidas por ele.
Mas o escândalo da pedofilia claramente fez emergir a grande lição do Papa: não ter medo da verdade. Jamais. Nem mesmo quando é uma verdade dolorosa e até se é uma verdade vergonhosa para a Igreja (não por acaso o seu lema episcopal é: “Cooperatores Veritatis”).
Ontem o Papa concluiu assim: “a Igreja tem portanto profunda necessidade de re-aprender a penitência, de aceitar a purificação, de aprender o perdão, a conversão, a oração. Sempre o mal ataca, desde o interior e do exterior, mas sempre também as forças do bem estão presentes e finalmente o Senhor é mais forte que o mal e Nossa Senhora para nós é a garantia. A bondade de Deus tem sempre a última palavra na história”.

quarta-feira, maio 12th, 2010 at 12:00pm

Bento XVI vai a Fátima e fala do Segredo

     Nunca se discutiu tanto sobre o Terceiro Segredo de Fátima, depois que o Vaticano, em 2000, revelou a visão que os três pastores de Aljustrel tiveram em julho de 1917.
     E se tem havido tanta discussão é porque as explicações dadas então pelo Cardeal Sodano, Secretário de Estado de João Paulo II, que impediu que fosse revelado todo o segredo, na verdade não satisfizeram a ninguém. Muitos se calaram. Antonio Socci não se calou e provou que devia haver um texto, até hoje não publicado, explicando a visão que mostrava um Bispo vestido de branco – o Papa – saindo de uma cidade arruinada (Roma, arruinada doutrinária e moralmente) e subindo um Calvário onde o Papa era morto a tiros e flechadas junto com Bispos, padres e povo. E o governo de Bento XVI tem atraído ódios que se encaminham em direção a uma tragédia…
     Pretender dizer que o atentado de Agca é que foi predito, na visão publicada em 2000, é ridículo. Era uma exegese absurda que só o poder de um Secretário de Estado silenciador podia tentar impingir ao mundo, pois na visão revelada morrem o Papa, Bispos, padres e povo fiel, enquanto que, no atentado de Agca em 1981, ninguém morreu.
     No ano 2000, o Cardeal Sodano fez silenciar João Paulo II e o Cardeal Ratzinger que pretendiam contar todo o Terceiro Segredo e não apenas a visão relativa ao Segredo. O mesmo silenciador Cardeal Sodano é quem foi acusado, agora, de fazer silenciar delações de pedofilia no clero. Silencioso Cardeal Sodano que defende segredos que Nossa Senhora mandou publicar e crimes revoltantes de padres e até de um Cardeal de Viena…
     Antonio Socci em seu livro “O Quarto Segredo” provou que, além da visão revelada em 2000, devia haver ainda uma parte do Segredo de Fatima explicando a visão e que isso não fora revelado ainada pela Santa Sé. O Cardeal Bertone, sucessor de Sodano na Secretaria de Estado e na defesa do Segredo, escreveu um livro fraquíssimo tentando provar tese oposta a de
     
     Socci: Tudo já fora contado. Não existia um Quarto Segredo.
     Um fracasso.
     Agora, Bento XVI fez entrever que Socci tinha razão, e que o seu Cardeal Secretário de Estado não. Quanto silêncio e quanto sofisma na Secretaria de Estado!
     Desde que Bento XVI anunciou que iria a Fátima em Maio de 2010, os observadores mais sensatos se perguntavam o que esse Papa apedrejado pelo ódio – a pequena Jacinta viu um Papa ser apedrejado – ia fazer lá. Por que queria ele voltar a Fátima? Ele que dissera que haviam forçado sua mão em duas coisas: na condenação de Monsenhor Lefebvre e na questão de Fátima.
     O caso Lefebvre, ele o está resolvendo resolutamente. Primeiro liberando a Missa de sempre, pedida por Monsenhor Lefebvre, e declarando que ela nunca fora abrrogada; segundo, absolvendo os Bispos de Monsenhor Lefebvre, e agora entrando em diálogo com eles sobre possíveis erros do Vaticano II.
     Restava fazer o que o haviam sodanamente impedido de fazer em 2000: Contar tudo sobre Fátima.
     Teria Bento XVI decidido ir a Fátima fazer o que ele programara realizar em 2000?
     Por tudo isso, esta viagem do Papa Bento XVI era aguardada com grande expectativa por todos os que lutam contra os erros do Modernismo, que devastaram Igreja depois do Vaticano II. Não se falava à boca pequena — e não tanto pequena – que no segredo Nossa Senhora dissera para não convocar um Concílio, que não se mudasse a doutrina, que não se mudasse a Missa? E que, se fizessem essas coisas, seria praticado como que um suicídio da Igreja?
     Fizeram.
     Resultado: uma apostasia geral, especial e muito escandalosamente no clero. Por que sempre a corrupção da Fé causa a corrupção moral.
     Já em Salette, Nossa Senhora advertira contra a corrupção do clero, aludindo até a cloaca, e que quase não havia mais mãos puras para oferecer o santo sacrifício da Missa.
     Hoje…
     Hoje, os casos de pedofilia que explodem por toda a parte, mostram que Nossa Senhora de La Salette disse o que está acontecendo. Em La Salette Nossa Senhora, como em Lourdes, pedia que fosse feita penitência.
     Penitência por quê? Quem devia fazer penitência? Claro que todos. E todos, necessariamente, incluía o Clero. Óbvio.
     Em Fátima também Nossa Senhora falou em penitência. E na visão do Terceiro Segredo aparece uma anjo clamando três vezes por penitência, ao mesmo tempo em que brande uma espada de fogo…
     Teria Nossa Senhora de Fátima falado também da corrupção do clero no século XX e XXI?
     Por que os Papas tem calado o Terceiro Segredo, e por que os Secretários de Estado tem se manifestado tão negadores da existência desse Segredo? Será porque o Segredo fala da corrupção que, desgraçadamente como se está vendo, atingiu tão larga e profundamente o clero?
     Se o Segredo de Fátima tivesse dito elogios à virtude do clero será que o Cardeal Sodano teria feito tanto esforço para manter o segredo secreto? Ou ele o teria trombeteado por todos os cantos?
     Bento XVI decidiu acabar com a conspiração de silêncio sobre a pedofilia. Está pagando bem caro por sua vrtude, valentia e  fortaleza.
     Terá Bento XVI decidido acabar também com a conspiração de silêncio sobre o Terceiro Segredo de Fátima, silêncio que só dano trouxe à Igreja e ao clero?
     Bento XVI decidiu ir a Fátima.
     Ontem, ele partiu de Roma, e, ainda no avião, procurou os jornalistas que estavam a bordo—evidentemente jornalistas escolhidos a dedo—e a conversa-entrevista foi sobre o Terceiro Segredo! Não podia deixar de ser.
     E o que disse Bento XVI deu razão à tese de Antonio Socci contra a anti tese dos Cardeais Sodano e Bertone. Todos os jornais que reportaram as palavras do Papa confirmam isso: Socci tinha razão. Pois Bento XVI declarou que, embora se possa ver alguma relação entre o atentado sofrido por João Paulo II e os sofrimentos de um Papa, como se diz na Mensagem de Fátima, na realidade o Segredo fala de fatos que estariam ainda no futuro da Igreja, fatos de uma perseguição e ataques profundos e cruéis à Igreja e a um Papa. O que já está acontecendo.
     E Bento XVI disse que os piores ataques contra a Igreja não vem do exterior dela, mas de dentro dela. E ligou mesmo o Segredo e a penitência que Fátima pede aos pecados de pedofilia no clero atual.
Bento XVI poderia não ter procurado os jornalistas para lhes dizer exatamente essas considerações. Podia ter ficado em sua cabine reservada, no avião. O Papa quis falar do Segredo antes mesmo de chagar a Portugal. E chegando, em discurso cumprimentando o chefe de Estado português, o Papa lembrou que a História de Portugal é una desde o milagre de Ourique, desde o Rei Dom Afonso Henriques até o milagre de Fátima.
     Muito interessante e muito verdadeiro.
     Esses primeiros trovejamentos já no primeiro dia da viagem seriam prenúncio de algo mais grave e espetacular ainda, que Bento XVI dirá, no dia 13 de Maio, aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima em 1917?
     Revelará Bento XVI afinal o Terceiro Segredo de Fátima ( o Quarto Segredo na contagem inteligente de Antonio Socci)? Fará alguma consagração? Fala-se inclusive da possibilidade de anunciar o dogma da Mediação universal de Nossa Senhora?
     Ninguém sabe o que ele fará amanhã.
     Só se sabe que trovões indicam que vai chover.
     Que venha, afinal, essa chuva de graças que trará a revelação completa do que Nossa Senhora disse em 1917, para fazer bem ao mundo. E que foi um pecado imenso silenciar por quase cem anos. Deus dê força e determinação a Bento XVI, para enfrentar os lobos que uivam de ódio contra ele.
     Viva o Papa vestido de branco em Fátima.Viva o Papa que sofre um apedrejamento jamais visto igual, e que está fazendo a Santa Igreja retornar às duas colunas, como Dom Bosco previu em seu sonho profético.
     Será, então, Bento XVI o Papa de Fátima?
     Deus o queira!
São Paulo, na véspera do dia 13 de maio, aguardando as palavras do Papa.
                Orlando Fedeli

quinta-feira, junho 7th, 2007 at 12:00pm

Terceiro Segredo de Fátima: Teria Nossa Senhora condenado o Concílio Vaticano II e a Missa Nova

     Fonte: Antoniosocci.it

Tradução e comentário: Orlando Fedeli, Montfort.org.br

Na Itália, flameja a polêmica de Antonio Socci contra o cardeal Bertone, Secretário de Estado do Vaticano.

     Socci, em seu livro, O Quarto Segredo de Fátima, comprovou que existe um texto do Terceiro Segredo de Fátima que a Santa Sé não publicou.
     O Cardeal Bertone respondeu a Antonio Socci com um panfleto ofensivo e sem argumentos, negando que exista tal documento.
     Quinta feira passada, a TV RAI UNO montou uma espécie de mesa redonda com o Cardeal Bertone e jornalistas importantes, mas sem incluir Antonio Socci no progarama.
     Pela TV, ela primeira vez, foi apresentado aos telespectadores os envelopes e um dos documentos de Irmã Lúcia.
     No artigo abaixo traduzido, Antonio Socci desbarata, desmonta a argumentação do cardeal Bertone, deixando comprovadíssimo que existe um documento que o Vaticano ainda não publicou, documento no qual se falaria de uma apostasia que ocorreia no alto clero no século XX. Apostasia, aliás, que todos têm sob os olhos.
     Antonio Socci não deixa dúvidas; Nossa Senhora, no Terceiro Segredo, revelou que se daria uma imensa apostasia e uma grande traição à Fé no século XX.
     Curioso que Socci, em outro documento, mostra que o Cardeal Ratzinger e o Papa João Paulo II quiseram publicar esse Terceiro Segredo em 2000, mas os elementos modernistas da Cúria, liderados pelo Cardeal Sodano, se opuseram a isso, e fizeram publicar apenas a visão que Nossa Senhora concedeu aos três pastorezinhos de Fátima e da qual trata o Terceiro Segredo.
 


Antonio Socci comenta entrevista do Cardeal Bertone
:
 
 Bertone no “Vespeiro” das polêmicas
 
[O programa] “PORTA A PORTA” [ da RAI UNO] LHE TINHA PREPARADO UM GOL SEM GOLEIRO, E ELE [BERTONE] FEZ UM GOL CONTRA …
 

sexta-feira, junho 1st, 2007 at 12:00pm

O Quarto Segredo de Fátima

Por John Vennari
Em 22 de novembro de 2006, o livro de Antonio Socci Il Quarto Segreto di Fatima (O Quarto Segredo de Fátima) chegou às livrarias da Itália. Após muita investigação, o autor chega a conclusão de que o Vaticano não revelou formalmente o Terceiro Segredo em sua totalidade.
     Não se está superestimando a importância desse livro. O Sr.. Socci é, na Itália, um autor da atualidade e âncora da TV, não associado com qualquer grupo “tradicionalista”. Na realidade, ele iniciou o projeto na firme crença de que o Vaticano tinha revelado inteiramente o Segredo em 26 de junho de 2000. Todavia, quanto mais investigava, mais se convencia de que o Segredo no seu todo não tinha sido revelado.