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quarta-feira, agosto 10th, 2011 at 11:23am

Acampamento com 100 mil católicos tem funk, gays e paquera

Por Anna Virginia Balloussier, Folha de São Paulo

 De missa a rock cristão: os maiores eventos acontecem no centro de evangelização

SEXTA 12h

Viajo 200 km para o que promete ser uma versão carola de Woodstock: 48 horas acampada ao lado de 100 mil jovens católicos, com direito a fila para banho, frio na barraca e padres tratados como rockstar.

O evento, que se chama PHN (Por Hoje Não), de “por hoje não vou pecar”, é da Canção Nova, movimento que tenta modernizar a igreja.

(…)

É como desembarcar numa micareta para Jesus.

 SEXTA 13h

O missionário Ricardo Sá, 49, de blusa apertada e cabelo brancão, um Lulu Santos da cristandade, prega para dezenas. Defende que sexo fora do casamento é pecado. Às damas, pede paciência: “O amor não está no bar da esquina”.

É ele o idealizador do grupo virtual Namoro Cristão, um Par Perfeito para católicos. Você preenche um perfil e troca ideia com outros usuários.

Ricardo diz que dá “uma forcinha para os solteiros que querem namorar alguém com os mesmos valores”.

Karolyne, 16, acena com entusiasmo à pregação. O namorado dela não é cristão. “Vim buscar fundamentos para ter um namoro santo.”

Ela e a amiga Paola, 17, vieram de São Gonçalo (RJ) para o PHN. Nesse mega-acampamento em Cachoeira Paulista (SP), o objetivo é dizer não a drogas, álcool, sexo…

“…mas aqui dá de tudo!”, diz Paola. (…)

Elas também reclamam da presença de “coisas estranhas”. Paola está injuriada. “Tem muito gay, e a igreja é contra o homossexualismo… E o povo com aquela roupinha colada, cabelinho na cara… Tá fazendo o que aqui?”

SEXTA 16h
Encontro Gabriel, 18, perto de uma cruz gigante e iluminada. Com franjão e bermuda justa, ele se diz gay e não está nem aí para os cochichos do povo. “Alguns falam: ‘Nossa, que pecado ser assim’. Mas pecado seria se estivesse fazendo algo errado dentro do camping.”

SEXTA 17h
Procuro um canto para a barraca. Cada um no seu quadrado: o camping é dividido entre meninos, meninas e famílias. Minhas vizinhas se divertem com o funk “Sou (CENSURADO)” no celular. (…)

SEXTA 18h30
Num galpão, acontece um campeonato de b-boys dançarinos de break que giram com a cabeça no chão e pernas pro ar. Saúdam Jesus como “o b-boy de todos os b-boys”, pois só Ele “faz movimentos radicais na alma”.

 SEXTA 21h
Mais de um grupo me fala do famoso tubão: truque de misturar vodca barata no refrigerante para dar olé nos seguranças; o álcool é vetado no PHN.

Encontro uma ou outra garrafa PET suspeita no camping. Por perto, copinhos com um líquido nada bento. Os donos desconversam. Quem quer beber, eles contam, vai para uma praça próxima à Canção Nova.

É lá que conheço quatro amigos, de 15 a 17 anos. Na mesa, guaraná Dolly “não batizado”, juram. Só um namora. (…)

“E você, não quer sentar e tomar guaraná?”, me pergunta o mais saidinho. Rio, recuso e vou embora, não sem ouvir um “o guaraná não está batizado!”.

(…)

SEXTA 23h
Para ser funkeiro cristão, tem que ter disposição, tem que ter habilidade. (…) Um MC emenda: “Bate na palma da mão quem tem Jesus no coração!”.

 

Para aguentar a maratona, jovens estiram saco de dormir na grama

 SÁBADO 1h
Quando vejo jovens jogados no chão, imagino o pior. No mínimo, o tubão trouxe uma ressaca de 40 dias e 40 noites. Mas não. Só estão em “repouso”.

Funciona assim: um aprendiz de missionário encosta um terço na testa das pessoas. Diz que o Espírito Santo as tocará. De olhos fechados, elas são deitadas no chão. A maioria descreve ter visto “um clarão”.

O rapaz sugere que eu passe pela experiência. Fecho os olhos, sou instruída a me entregar a Deus, deitam meu corpo e… nada. (…) “Você não se entregou”, ele diz.

SÁBADO 2h

Um dos hits do PHN rola de madrugada: um luau com centenas de jovens. Ontem, conta o missionário que lidera a farra, teve “a libertação”. No rito, todos devem jogar fora os seus pecados. (…)

Muitos vão dormir às 4h. Acordarão logo mais para pegar a primeira atividade do dia, dali a quatro horas. (…)

SÁBADO 10h
Levanto no pulo com uma voz convocando para a missa das 11h. Encaro 20 minutos na fila para a ducha quente (em horários de pico, há espera de até três horas e meia). Algumas meninas se descabelam em busca de tomadas para chapinha e secador.

SÁBADO 14h
Quarenta minutos na fila do refeitório, mas o rango é show: R$ 7 pelo pratão de arroz, salada e carne com gosto de carne.

SÁBADO 14h30
No centro de evangelização, quase 70 mil pessoas cantam, dançam e deliram com o missionário Adriano Gonçalves, 28, autor de “Santos de Calça Jeans”. Moderninho, o livro usa Homer Simpson e Chapolin Colorado para falar de religião.
(…)

DOMINGO 11h
Bem menos carrancudo do que seu xará do futebol, o missionário Dunga, 43, criou o PHN há 13 anos. Com sua positividade, me lembra um Bono Vox da igreja.
Quando jovem, estava mais para Keith Richards: “Dos 14 aos 19, cheirei cocaína, usei maconha”. Até ter “uma experiência com Deus”. Por isso, Dunga acha bom que uma certa juventude transviada vá ao PHN, mesmo que para zoar, e descubra a cristandade por tabela. “Queremos essas pessoas aqui!”


domingo, outubro 10th, 2010 at 12:00pm

Em defesa do Padre José Augusto da Canção Nova

Acabei de assistir ao vídeo da Missa rezada pelo Reverendíssimo Padre José Augusto, na Canção Nova, após ler a nota escrita pelo Sr. Wellington Silva Jardim, mais conhecido por Eto, Presidente desta “entidade”. A nota deste senhor merece muita atenção. Vale a pena reler.
Aqui está:
“A Fundação João Paulo II, mantenedora do Sistema Canção Nova de Comunicação vem a público para reafirmar que não apóia, não subsidia e não possui vínculos com partidos e candidatos.É necessário ressaltar que não autorizamos, bem como não aprovamos manifestações isoladas de apresentadores, colaboradores e engajados.E, em especial, sobre o episódio desta manhã, 05 de outubro, não autorizamos o pronunciamento público do sacerdote Padre José Augusto Souza Moreira sobre o Partido dos Trabalhadores, bem como a opinião do mesmo representa tão somente seu pensamento, não sendo em hipótese alguma o pensamento da instituição.

Lamentamos o ocorrido e manifestamos mais uma vez nossa obediência aos princípios democráticos, na legislação eleitoral em vigor e na crença de que o povo brasileiro saberá, com critério e sabedoria determinar o seu futuro nas urnas”.

 

(o negrito é nosso)

 

 

Em suma, a Canção Nova, na pessoa do seu presidente, tão democrático quanto o PT, tem a ousadia de desautorizar um Padre da Igreja que possui a Missão Sagrada de anunciar a Verdade do Evangelho para o qual foi ordenado.Ora, mas com que autoridade o Sr. Eto se revestiu? Com a autoridade de Presidente de uma Entidade Católica, sustentada pelos fiéis católicos que, muitas vezes, deixam de devolver seu dízimo integral em sua Comunidade para manter esta emissora no ar? Que autoridade ele tem de autorizar ou não autorizar o conteúdo de Homilias dos Padres da Igreja a qual ele mesmo deve se submeter?

Esta é a Canção Nova! Tão “obediente aos princípios democráticos” quanto os anões à Branca de Neve “desde que não firam seus interesses”. Mas que medo tem a Canção Nova? Medo de perder! Medo de perder o império, o prestígio e as concessões adquiridas. Contra isso não há profecias nem profetas. O “xandará-lá-lá” só funciona para deixar as coisas acomodadas, incompreensíveis…

É verdade que o nosso Padre em questão poderia ter se preparado mais. Faltou objetividade, argumentação teológico-bíblica mais abalizada. É verdade que parecia mais um desabafo que uma Homilia, e, diga-se de passagem, o nosso caro Sacerdote cometeu uns certos exagerozinhos, mas que não desautorizam o centro, o todo. Falou o essencial: contra o PT, contra quem se filia ao PT, contra aquilo que o PT propicia. Bem falado, Padre!

Ao deixar o Xandará-lá-lá para lá o senhor uniu-se a tantos e tantos cristãos que também estão com medo, não de morrer, não de perder, mas de ficarem calados diante deste momento crítico para nossa Pátria.Suas Excelências, os Bispos que se cuidem.
Já escutei corajosos pronunciamentos de tantos deles, tais como o Bispo de Guarulhos, de Belém do Pará, Lorena (aliás, é sob a sua jurisdição Diocesana que está a Canção Nova, pois a sua sede fica no território da Diocese de Lorena – e, aqui, vale perguntar se a Canção Nova cumpriu a determinação do seu Bispo Diocesano, Dom Beni, que em nota oficial ordenou que fosse lida em todas as missas, em todas as paróquias e também nas “novas comunidades” a declaração dos bispos do SUL 1, mais de 40 dioceses, que condenam a investida do Governo do PT pela aprovação do aborto ou será que a autoridade do Sr. Eto vetou as ordens do seu Bispo Diocesano? Mas seriam eles, os bispos, também desautorizados pela Canção Nova Católica, na pessoa do Sr. Eto? Será? E será que essa “desautorização”também viria junta com outra, que nos pareceu mais nota de rodapé atribuída ao Mons. Jonas Abib que só apareceu depois da sentença do Presidente Eto? É algo a se pensar…).E para que servem os Padres na Canção Nova? Ah para estarem a serviço da “Instituição” do Sr. Eto como “maquinas de Sacramento”?
Fico imaginando… os Padres que, pela Ordenação Sacerdotal, tem a Autoridade Sagrada de exercer seu Magistério (em dependência do Bispo, claro) e se submetem ao placet de leigos… a que ponto  nós chegamos…Mas se os Padres da Canção Nova fizerem a Homilia em línguas? Seria perfeito! Um pronunciamento contra o PT em línguas! Ou até reproduzir, em línguas e bem estranhas, o que falou Dom Luís, Dom Beni ou até o Arcebispo de Belém do Pará… Aí sim não haveria censuras, nem “obsequioso silêncio” imposto pela mais alta hierarquia “cançãonovática” que não escreveu em línguas, mas em português bem claro, claríssimo como um meio-dia em Londres…

Só quem pode falar bem claro lá, para que todos entendam é o Chalita, amigo do Pe. Fábio de Melo, que passou 4 anos falando e falando e falando naquela emissora e que, por tanto falar foi eleito deputado e hoje sai em defesa do PT, do Lula e da Dilma e chama, indiretamente os Bispos que se pronunciaram (fieis ao Magistério) de “boateiros”… Aliás, também a Srª Dilma Rousseff fala bem claro na Canção Nova e até proclama a Sagrada Escritura que ela combate na prática política…

Esta canção não é muito nova e conhecemos bem… O tom não é novo, nem tão pouco a prática… O sobrenome sim precisa ser revisto e, imediatamente!
Tenho uma outra canção que também não é nova e Deus-que-me-livre de canções novas. É uma canção antiga, mas aqui está no português, num bom português para que todos entendam o que não se consegue entender numa canção nova:

“Queremos Deus homens ingratos
Ao Pai supremo, ao redentor
Zombam da fé os insensatos
Erguem-se em vão contra o SenhorDá nossa fé, oh! Virgem, o brado abençoai
Queremos Deus que é nosso Rei
Queremos Deus que é nosso Pai”
Pe. Marcelo Tenório
Arquidiocese de Campo Grande – MS
22 de setembro de 2010

quinta-feira, setembro 3rd, 2009 at 3:18pm

Padre Joãozinho, além de herege, é contraditório!

Publicado em Artigos da Montfort

Por Orlando Fedeli, Montfort.org.br

Mandou-se apenas hoje uma nota de Padre Joãozinho do dia 1, que abaixo publico, e que passo a pôr abaixo.
 
Como pode esse Padre dizer que “revelei” o que era já sabido por ele e por todos?
 
Isso já na primeira linha de sua nota absurda.
 
Por outro lado, Padre Joãozinho já se pergunta como um Concílio, ainda que pastoral, possa ter errado.
 
Que isso causa perplexidade.
 
Já é um progresso, por parte dele.
 
Pessoalmente, ele não vê isso. O que não é nada surpreendente. Como um “cego” poderia ver?
 
E sugere que eu mostre e comprove isso.
 
Pede, pois, que um leigo, sem “missio canônica”,  ensine o “Pai nosso ao vigário”.
 
Esse pedido é uma ordem, para mim.
 
Que atenderei com prazer.
 
São Paulo, 3 de setembro de 2009
               Orlando Fedeli
 
 
Orlando Fedelli revela que é contra o Concílio Vaticano II
padrejoaozinho on setembro 1st, 2009
 
O debate vai ficando mais respeitoso e interessante. O estudioso leigo, Orlando Fedelli, acaba de revelar o que já sabíamos:
“Eu me recuso a aceitar esse Concílio como infalivel, e repilo tudo o que o Vaticano II “pastoralmente” ensinou contra o ensinamento de sempre da Igreja Católica.”
A questão está cada vez mais bem situada. Será que é mesmo possível que um Concílio, ainda que pastoral, tenha sido “incoerente” e até “contrário” ao ensinamento dogmático anterior da Igreja Católica? A simples hipótese causa perplexidade. Pessoalmente não consigo imaginar aonde este maravilhoso Concílio errou. Sugiro ao Sr. Orlando Fedelli que mostre e comprove estes erros.
 

 


sexta-feira, agosto 14th, 2009 at 12:00pm

A "aula" de Metafísica de Padre Joãozinho

Padre Joãzinho, sjc
9 de Agosto de 2009
O CONCEITO DE MATÉRIA
O doutor angélico, Santo Tomás de Aquino utilizou com fluência os conceitos e a metafisíca de Aristóteles, que aliás, nunca conheceu Jesus Cristo. Portanto, utilizou uma filosofia pagã. Não espanta, pois o fantástico Santo Agostinho já havia utilizado as categorias de Platão, outro grego pagão. A Igreja reconhece uma verdade filosófica mesmo quando é cultivada fora dos seus jardins. Isto é muito bonito. Porém, estes teólogos e suas raízes filosóficas exigem muito estudo para não confundir as coisas. Uma das confusões no que tange a Aristóteles é o conceito de “matéria”. Sua teoria do conhecimento se apoia no famoso hilemorfismo, ou seja, um objeto é composto de matéria e de forma. Matéria aqui não quer dizer a composição química. Isto seria um “acidente” outra categoria utilizada pelo filósofo grego. Santo Tomás utilizou tudo isso para afirmar com todas as forças a presença real da pessoa de Jesus na Eucaristia. Os caçadores de hereges que comentam neste BLOG certamente ficarão tristes quando perceberem que existe ortodoxia fora dos seus jardins. Tenho dúvidas que para alguns deles o papa Bento XVI seja ortodoxo. Lamentável!!!
ALGUMAS REPERCUSSÕES NO BLOG DE PADRE JOÃOZINHO
  1. mauro
    agosto 8th, 2009 at 17:53
Prezado padre joãzinho
no livro do Pe. Fábio de Melo está escrito (literalmente) que na Eucaristia há duas substâncias. Ora, isso é mentira, na Eucaristia há uma única substância, a de Nosso Senhor.
Seria bom que os dois admitissem seus erros, e se retratassem publicamente pelo bem da doutrina católica, parem de enrolar com esse palavreado sofismótico de vcs, e reconheçam o erro de vcs, garanto que em nada vai diminuir a pretensa popularidade dos dois diante das fabetes e joãozetes de plantão. Parem tbm de desvaolirizar o argumentos dos outros com desqualifições sem valor, e mostre argumentos da sã doutrina.
Que Nossa Senhora, a medianeira de todas as graças ilumine a cegueira dos senhores.
Ah! então agora o senhor é ortodoxo tbm, em outro momento o senhor disse que quem tende a ortodoxia, tende tbm à heresia. Como o senhor muda de idéia rápido…
  1. mauro
    agosto 8th, 2009 at 19:26
Muito prezado padre Joãozinh0
Vejo que o senhor não teve coragem de postar minha mensagem.
Mas lhe dou mais uma chance. O padre fábio de melo afirma, literalmente em seu livro que na eucaristia existem duas substâncias, isso é mentira pois só existe Nosso senhor. Argumente contra isso, sem medo, ou será que os tolerantes nada toleram, nem reconhecem a verdade da santa Igreja, me dê o direito à uma resposta, poste mminha contestação.
Que Nossa Senhora lhe ilumine.
[Resposta de Padre Joãozinho:]
Ansioso você. Posta às 18h e quer resposta às 19h26. Mas por via das dúvidas está aí. Obrigado pela “chance”. Quanto às afirmações contidas nos livros, pergunte sempre ao autor. Deus o abençoe com o dom da serenidade“.
Muita paz
P. Joãozinho, scj
  1. Cruzados de Maria
    agosto 8th, 2009 at 22:49
Padre Joãozinho,Salve Maria!
Retransmito o artigo escrito por meu amigo, Renato Salles, sobre a controvérsia. Fique com Deus.
Abraço
Pe. Joaozinho defende doutrina tradicional da Igreja
Justiça seja feita: Pe. Joaozinho defende doutrina tradicional da Igreja no que diz respeito à Eucaristia
Autor: Renato Salles
Pe. Joãozinho, em seu blog, dado a repercussão que havia dado suas palavras em um recente programa realizado junto ao Pe. Fabio de Melo, tratou de esclarecer a questão sobre a Eucaristia, defendendo o que a Igreja sempre ensinou: na consagração há a transformação de toda substancia do pão e do vinho em Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo, sendo que a matéria do pão e do vinho não continuam presentes. Deus seja louvado por este esclarecimento público que permite aos católicos entenderem melhor a doutrina relacionada à Eucaristia.
Independente das acusações que são feitas ao nosso blog é importante salientar somente que em nome da Fé e da Caridade:
“Havendo perigo próximo para a fé, os prelados devem ser argüidos, até mesmo publicamente, pelos súditos. Assim, São Paulo, que era súdito de São Pedro, argüiu-o publicamente, em razão de um perigo iminente de escândalo em matéria de Fé. E, como diz a glosa de Santo Agostinho, o próprio São Pedro deu o exemplo aos que governam, a fim de que estes, afastando-se alguma vez do bom caminho, não recusassem como indigna uma correção ainda mesmo de seus súditos”. (Suma Teologica,II-II(a), q.33, a.4)
Ainda é preciso esclarecer que (pelo menos é esta a opinião do autor do presente artigo) mudar as palavras na transmissão da mensagem cristã, pronunciando-as em um sentido diferente do que a Igreja sempre ensinou, simplesmente para que o povo mais simples entenda, gera mais confusão do que entendimento.
Repassa-se aqui a explicação dada pelo Pe. Joãozinho que reafirmou a doutrina da Igreja Católica para que não haja mais dúvidas:
“Pe. Fábio e eu temos sido desrespeitosa e apressadamente condenados como “hereges” por um site pseudo-católico (pois não possui Missio Canonica para postar… não possui imprimatur nem nihil obstat). Nos acusam de defender a doutrina luterana da “consubstanciação”, que significa acreditar que o corpo e sangue de Cristo continuam pão e vinho mesmo após a consagração. Na verdade a Igreja Católica, desde o Concílio de Trento, apoiada nos argumentos de Santo Tomás de Aquino, sempre afirmou a doutrina da TRANSUBSTANCIAÇÃO. Pe. Fábio e eu repetimos esta doutrina de mil modos afirmando que na Eucaristia encontramos a SUBSTÂNCIA da pessoa de Cristo. Substância é um conceito que pode confundir os simples. Literalmente significa “sub-stare”, ou seja, o que está sob o sujeito e lhe dá a identidade. Se eu cortar um pedaço do meu dedo, ali estará parte de minha carne, mas não mais minha substância. O pão e vinho consagrados não são um pedaço do dedo de Cristo. São a pessoa dele inteira, substancial. O que nossos amigos opositores, apoiados corretamente em Tomás de Aquino, chamam de “acidente”, é o gosto a aparência do pão que permanece mesmo após a consagração. Outra palavra que o senso comum confunde é “matéria”. Nossos opositores apegaram-se a afirmações em que utilizamos o termo com significado de acidente e não de essência, portanto na acepção do senso comum, para que o povo entenda. Ninguém utilizou a epistemologia do hilemorfismo de Aristóteles. A própria Igreja toma cuidado com este uso pois o povo se confunde. Devemos empenhar todas as nossas força para demonstrar que a Eucaristia é presença real. Aliás, dizer que o irmão é presença real, parece que foi aceito. Quando falamos de “presença eucarística no irmão” o fizemos de modo analógico. A Igreja usa dessas metáforas o tempo todo. Mas quem é apressado em condenar não tem tempo para discernir gêneros literários. Para eles todos são hereges antes que provem o contrário.
Portanto, traduzindo em miúdos estamos afirmando a mesma coisa e somos ortodoxos. Mas não sei com que intenção alguém condena publicamente na Internet dois sacerdotes que têm comunhão de Igreja com seu bispo e seu superior religioso. Pode ser coisa daquele que gosta de dividir…Se for esta a motivação, não vem de Deus.” (Fonte: http://blog.cancaonova.com/pad…..enca-real/)
Que Deus abençoe o Pe. Joãozinho!
Muito prezado padre joãzinho,
Primeiro quero me desculpar pela pressa de outrora, pois realmente me enganei achando que o senhro havia omitido meu comentário.
Agora sobre sua resposta, vamos ver se eu entendi bem, o senhor concorda com as afirmações do padre Fábio, ou não, discorda, ou ainda se omite pois a sua boa relação cordial com esse padre impede-o de discordar de seus ensinamentos errados. Vale mais uma antiga amizade do que o zelo pela Verdade? No começo desse blog o senhor coloca “o Pe. Fábio e eu”, agora o senhor abandona o seu amigo sozinho. Padre, inspirado pelo santo cura de Ars, faça como sempre fizeram os bons padre e zele pela Verdade, o senhor fez questão de na frente das câmeras ser um ardoroso defensor do padre fábio, agora o senhor o abandona sozinho no barco.
Esse padre colocou para o seu grande público de todo o Brasil um ensinamento errado,com sabor de heresia, nada mais do que justo que ele se retrate tbm publicamente para todo o seu público, exija que ele se retrate por amor à Verdade. O que pedimos é apenas que nossos sacerdotes ensinem certo, sem cair em erros perniciosos ou ambiguidades com sabor de heresia. Pois na Eucaristia só existe uma substância, a de Nosso Senhor.
Que o santo cura de Ars inquiete sua consciência, e que Nossa Senhora lhe lhe faça indômito no zelo pela Verdade, pelo bem de todos católicos
.
  1. Ana Maria Nunes
    agosto 9th, 2009 at 10:10
Até acharia que vcs são ortodoxos, se eu fosse surda, muda ou até, se n tivessem sido gravados vários programas, inclusive os de auditórios e entrevistas.
De tudo o que já foi dito, tb tem outra coisa muito grave, ficar feliz quando um Católico VIRA “evangélico”(SIC) (no caso protestante e herege) e por lá vir a conhecer a beleza da Eucaristia(SIC)…..isso é ser ortodoxo? Isso é estar em comunhão com a Igreja?
S. Gregório: São os sacerdotes na Igreja, como os alicerces num templo. Quando os alicerces falham, todo o edifício desaba. Por isso na ordenação dos padres a Igreja faz por eles esta prece: Que neles resplandeça a justiça, a constância, a misericórdia, a fortaleza e as outras virtudes; que a sua vida sirva de exemplo aos outros. Devem os padres não só ser santos, mas parecê-lo, porque no dizer de Sto. Agostinho, se a boa consciência é necessária ao padre para se salvar, também lhe é igualmente necessária a boa reputação, para salvar os outros.
AccF
  1. agosto 9th, 2009 at 10:17
Calma lá, pe. Joãozinho… temos mais heresias suas e de seu discípulo a tratar. Veja o que li em outro blog:
“Por exemplo, na carta ao Gustavo, ele [Fábio de Melo] disse que o dogma evolui. Mas São Pio X diz que não! O Santíssimo Papa Pio X condena abertamente essa teoria modernista que prega a evolução dos dogmas:
“E é para lamentar profundamente que também entre os católicos se encontrem não poucos escritos que, ultrapassando os limites demarcados pelos santos Padres e pela própria Santa Igreja, a pretexto de mais elevados conhecimentos e em nome de considerações históricas, procuram esse progresso dos dogmas, que, na realidade, não é senão a sua corruptela” (Decreto Lamentabili Sine Exitu, 1907).
“Assim pois, temos o caminho aberto à íntima evolução do dogma. Eis aí um acervo de sofismas, que subvertem e destroem toda a religião! Ousadamente afirmam os modernistas, e isto mesmo se conclui das suas doutrinas, que os dogmas não somente podem, mas positivamente devem evoluir e mudar-se” (Encíclica Pascendi Dominici Gregis, 1907).
O que me diz disso pe. Joãozinho? Como explica essa heresia do padre “Fashion”? Será que surgirão fabetes de ambos os gêneros para defender a doutrina da Igeja, com o mesmo ardor que defendem vocês padres pop?
A Montfort escreveu uma tréplica, muito boa aliás no campo teológico, que desmente o que vocês disseram sobre não se comer carne e sangue na Eucaristia. Ora, Cristo mesmo disse que:
“Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida“. (Jo 6,55)
Se só sobram os acidentes do pão e do vinho, não só a substância é mudada, mas a matéria também, donde nada mais sobra de matéria do pão e do vinho, mas temos nova matéria, nova substância: carne e sangue de Cristo.
São Tomás de Aquino explicita essa verdade:
Sto. Tomás de Aquino ensina que na Eucaristia: “pela virtude divina, que não pressupõe a matéria, mas a produz, esta matéria se converte naquela, e por conseguinte este indivíduo naquele;”.[7] Isto é, a matéria do pão converte-se na matéria de Cristo, e por conseguinte o pão converte-se em Cristo. (Suma Contra os Gentios. Livro IV. Cap. LXIII.)
O tal blog Cruzados de Maria, equivocou-se quando julgou apressadamente que este seu post esclarecia as heresias recentemente proferidas. Não esclarece! As heresias espalhadas por Fashion de Melo, com a sua cumplicadade se multiplicam mais e mais.
Vejam a tréplica da Montfort.
Vocês ainda possuem a fé católica pe. Joãozinho?
Luis Fernando
  1. agosto 9th, 2009 at 15:01
No embalo das palavras dos Cruzados de Maria: “ainda é preciso esclarecer que (pelo menos é esta a opinião do autor do presente artigo) mudar as palavras na transmissão da mensagem cristã, pronunciando-as em um sentido diferente do que a Igreja sempre ensinou, simplesmente para que o povo mais simples entenda, gera mais confusão do que entendimento.”
Padre Joãozinho, se possível fale ao Padre Fábio para que seja mais objetivo em suas comunicações. Ao tentar explicar sobre “a evolução do dogma”, o Padre Fábio ficou se enrolando uns 2 minutos naquelas falas poéticas dele até você simplesmente dizer algo como: “não é o dogma que evolui, e sim a nossa compreensão dele”. Me pareceu que quem estava recebendo “direção espiritual” ali era o Padre Fábio de Melo. Outro assunto que foi comentado aqui: “vale mais uma antiga amizade do que o zelo pela Verdade? No começo desse blog o senhor coloca “o Pe. Fábio e eu”, agora o senhor abandona o seu amigo sozinho.” Eu ficaria muito mais feliz se um amigo me admoestasse no erro, reconheceria-lhe o zelo, não ficaria triste, muito pelo contrário.
Ademais, essas discussões são boas porque nos fazem procurar conhecer melhor o tema. Ontem mesmo li todo o artigo do Catecismo da Igreja que trata da Eucaristia.
Att!
  1. mauro
    agosto 9th, 2009 at 17:16
Muito prezado padre Joãozinho,
Realmente, concordo com a Vanessa Freire, que lindinhooooo! é esse trabalho que vcs fazem ensinando coisas duvidosas e ambiguas. Padre perceba como tanta gente confia tão cegamente no senhor, sem mesmo verificar se o que o senhor fala está coerente com os ensinamentos da sã doutrina. Eles nem argumentam, apenas confiam por um afeto desproporcional sem levar em conta a defesa da fé e da verdade. Já disse o nosso papa bento XVI que “sem Verdade não há caridade”. Padre, pelo bem dessas pessoas que tanto confiam no senhor e pelo bem do próprio Fábio de Melo, se retrate e cobre dele também um retratação pública, pois é pela tolerância por ensinamntos absurdos contra Eucarístia que se comessa a profanação nos santos altares, pois se eu não acredito que na Eucaristia só existe a substância e a matéria de Nosso Senhor o que vai faltar para mim duvidar da presença real de Cristo na Eucaristia, se os padres nos ensinam que na Eucaristia existem duas substâncias e não apenasa substância de Cristo, e que a matéria continua sendo de pão e de vinho, então a Eucaristia não é toda carne e sangue de Cristo, mas apenas em parte, partindo desse ponto faltará muito pouco para se duvidar em tudo da presença real.
Padre, aqueles que confiam em seus ensinamentos e também para aqueles que não confiam, para que esses últimos comecem a confiar e para que os primeiros comecem aprender o correto da doutrina e deixem de ser nuvens volúveis ao sabor do vento, é preciso que o senhor ensine a Verdade e combata a mentira, sem medo, sem se prender em afetos secundários.
Seria um Verdadeiro ato de caridade para com os seus fiéis, para com aqueles que inquietam o senhor por uma atitude decisiva, para com o padre Fábio, um ato de fidelidade à Santa Igreja, um ato de coragem em tempos de tanta covardia. Precisamos de padres corajosos, e incurváveis, pelo amor à Verdade e pelo bem das almas.
“Calar-vos-ei sempre? Erguei-vos, por que pareceis domir?”
In baculo cruce et in virga Vrigine.
  1. Renato
    agosto 9th, 2009 at 18:14
Engraçado que os defensores de Fábio de Melo e Pe. Joãozinho não defendem a Doutrina Católica de Nosso Senhor Jesus Cristo (será que eu escrvendo assim eu vou ofender os meus ”irmãos separados”?). Ao defenderem as heresias modernistas de ambos os sacerdotes (será que vocês ainda o são?), vocês demonstram que não ligam para a Santa igreja Católica Apostólica Romana, mas nos dois padres mencionados.
O que acontecerá se esses dois padres forem punidos pela Santa Sé? Esses defensores falaram o que? Que o Santo Papa está sendo radical demais?!

sexta-feira, agosto 14th, 2009 at 12:23am

Padre Joãozinho, “por que buscais a mentira?”

Por Ronaldo Mota, Montfort.org.br

“Eucaristia, acontecimento ritual que nós, católicos, chamamos de ‘presença real de Cristo’. O que é a presença real? A matéria consagrada? O pão e o vinho somente? Não. Juntamente com as duas substâncias está o bonito e sugestivo significado da ausência.”. (Padre Fábio de Melo)[1]
Pera aí, eu falei, você está bebendo… esta bebendo vinho materialmente. Substancialmente você está se alimentando do sangue de Cristo. Sangue na Bíblia significa vida. (…) A pessoa confundiu transubstanciação com transmaterialização. Tanto que, lá naquele milagre eucarístico de Lanciano, na Itália, no norte da Itália, o corpo e o sangue de Cristo viraram carne e sangue. É um milagre eucarístico, está até hoje preservado lá. Só que a Igreja não preserva mais no sacrário, e ninguém poderia comungar aquilo. A Igreja tem consciência de que aquilo não é mais Eucaristia. Opa! Não é Eucaristia por quê? Porque não é mais pão e vinho. Agora é carne e sangue. Nós não somos antropófagos. A Eucaristia não é antropofagia. Não é comer carne e beber sangue.” (P adre Joãozinho)[2]
Fuga sinuosa de Pe. Joãozinho
Infelizmente, diante dos ataques a seus erros, Pe. Joãozinho fala ambiguamente e sinuosamente resiste à verdade. Lamentável, pois resistir à verdade é buscar a mentira.
Segundo Pe. Joãozinho: “Não podemos dizer com exatidão que existem duas substâncias, a do pão e a do vinho; ou a do corpo e a do sangue. Alguém poderia afirmar isso utilizando o conceito do senso comum de substância como “algo”, “alguma coisa”, porém não seria exato. Cabe na poesia mas não na teologia.”.[3]
Evidentemente, Pe. Joãozinho tenta salvar Pe. Fábio de Melo afirmando que não é exato falar de duas substâncias na Eucaristia, embora poeticamente seja possível.
Disso podemos concluir o seguinte:
1. Não podemos dizer, com exatidão, que na Eucaristia existem duas substâncias, a do pão e do vinho; ou a do corpo e do sangue.
2. Pe. Fábio de Melo, por licença poética, foi inexato ao falar da Eucaristia.
Porém, a sinuosidade terminológica ou poética não os salvou, mas apenas explicitou – tristemente – o erro e a malícia desses padres. Pois, no primeiro caso, eles continuam supondo que se possa falar de substâncias de pão e de vinho na Eucaristia. Porém, falar de substâncias de pão e de vinho na Eucaristia não é apenas inexato, mas errado e herético![4] No segundo caso, Pe. Joãozinho tentou – absurdamente – fugir das definições teológicas para a liberdade da forma poética, onde talvez pudesse falar inexatamente e subtrair-se sinuosamente às acusações. Mas a poesia não é refúgio da mentira, e ainda que estivéssemos falando de poesia – que não é o caso – tratar-se-ia de uma poesia herética e nada mais.
Por fim, é preciso lembrar que segundo Pe. Fábio de Melo e Pe. Joãozinho a presença real está também no pão e no vinho[5], enquanto a fé católica afirma que a presença real existe quando não há mais pão e vinho.
Mas Pe. Joãozinho disfarça… Desvia e foge de uma maneira tortuosa:
Outra palavra que o senso comum confunde é “matéria”. Nossos opositores apegaram-se a afirmações em que utilizamos o termo com significado de acidente e não de essência,      portanto na acepção do senso comum, para que o povo entenda.”.[6]
Portanto:
1. Quando ele fala ‘matéria’ devemos entender ‘acidente’.
2. Fala desse modo para facilitar a compreensão do povo.
Que nos perdoe o Pe. Joãozinho, mas isso não é honesto. Ele afirmou claramente que a Eucaristia “não é comer carne e beber sangue”. Levando-nos a crer que se comecemos carne e bebêssemos sangue seriamos antropófagos. E ao falar da Eucaristia fez questão de notar que “sangue na Bíblia significa vida”, ao contrário de Nosso Senhor que enfatizou: “meu sangue é verdadeiramente bebida” (Jo VI, 56). Ademais, todas suas afirmações estariam coerentes entre si e com todo seu discurso se ao utilizar o termo ‘matéria’ ele entendesse com isso ‘matéria’. Contudo, Pe. Joãozinho não teve a retidão de reconhecer que errou, escapando sinuosamente. Mas quem não reconhece que errou defende o erro.
Primeiramente, não somos obrigados a entender ‘acidente’ quando ouvimos ‘matéria’. Pe. Joãozinho falou mal, ensinou uma heresia e devia retratar-se. Entretanto, ainda que trocássemos ‘matéria’ por ‘acidente’, a afirmação continuaria errada. Vejamos como ficaria uma de suas afirmações depois dessa troca: “você está bebendo vinho acidentalmente.”.
Errado. Na Eucaristia não se bebe vinho acidentalmente, mas sangue realmente. Sangue e não vida.
Logo depois, Pe. Joãozinho afirmou:
A pessoa confundiu transubstanciação com transmaterialização.”. Trocando: “A pessoa confundiu transubstanciação com transacidetalização.”.
Nesse caso sua afirmação ficaria absolutamente sem sentido, visto que a pessoa não afirmou estar vendo o corpo de Nosso Senhor com seus acidentes particulares e não mais os acidentes de vinho! Ela afirmava, simplesmente, que na Eucaristia tomamos o sangue de Cristo e não uma bebida alcoólica. O que é correto, ainda que seja uma palavra dura para Pe. Joãozinho.
Vemos, portanto, que a troca feita por Pe. Joãozinho não o salvou do erro. Quando muito tornou suas afirmações absurdas e seu discurso mais confuso. Por outro lado, se entendermos o termo ‘matéria’ como ele deve ser entendido, ou seja, como ‘matéria’, a explicação de Pe. Joãozinho fica perfeitamente compreensível e claramente herética.
Por fim, se Pe. Joãozinho queria falar desse modo para o povo entender ele conseguiu exatamente o contrário! O que todo mundo entendeu, como não podia deixar de ser, é que Nosso Senhor não está materialmente na Eucaristia! O que é heresia! Onde já se viu falar heresia para defender a ortodoxia?! Onde já se viu falar mentira para que o povo entenda a Verdade?! Se Pe. Joãozinho quisesse falar claro, bastaria repetir o que o catecismo ensina:
Que é o Sacramento da Eucaristia?
A Eucaristia é um Sacramento que, pela admirável conversão de toda a substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no seu precioso Sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espécies de pão e vinho, para ser nosso alimento      espiritual.”.[7]
Não é simples? O povo entende, pode acreditar! Notemos que o catecismo fala de ‘espécies’ sem confundir ninguém. Só alguém que não acredita que comungar é comer carne e beber sangue encontra dificuldade nessa definição.
Pe. Joãozinho tenta fugir das acusações sem recusar seu erro. Por isso, corre em zig-zag torcendo as palavras e seus sentidos…
Segundo Padre Joãozinho, ‘substância’ é um termo “que todo católico deve conhecer para entender a doutrina da Igreja sobre a Eucaristia.”.[8] Mas o que Pe, Joãozinho entende por substância?
Literalmente significa “sub-stare”, ou seja, o que está sob o sujeito e lhe dá a identidade.”.[9]
Mais isso não é substância!
Como nos explica o Pe. Hugon: “há em toda criatura composição real de sujeito subsistente com as formas que lhe são acrescidas secundariamente, isto é, os acidentes;”.[10]
Exatamente por isso: “Ela é justamente chamada o sujeito subsistente, que não tem outro fundamento que ele mesmo, e serve de base a todas as realidades que lhe vêm ornar, como formas secundárias.”.[11] Logo, a substância não está sob o sujeito, mas é o sujeito subsistente. Portanto, se todo católico deve entender o termo ‘substância’ para compreender a doutrina da Igreja sobre a Eucaristia, está provado que Pe. Joãozinho não sabe o que é Eucaristia, pois não sabe o que significa substância!
Infelizmente, as imprecisões e erros – não poéticos, mas teológicos e filosóficos – desses padres são muitos. Nesse artigo fizemos questão apenas de identificar os caminhos tortuosos que o Pe. Joãozinho buscou para permanecer na mentira.
Que Deus tenha misericórdia deles. De nossa parte lhe perguntamos:
Por que buscais a mentira?
São Paulo, 14 de agosto de 2009
                    Ronaldo Mota

[1] MELO, Fábio de, CHALITA, Gabriel. Cartas entre amigos. São Paulo: Ediouro. 2009. p. 31 (o negrito é nosso).
[3] Cf. O conceito de “subistância”. Pe. Joãozinho. Encontrado em: http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/2009/08/09/o-conceito-de-substancia/ (11/08/09 – negrito nosso). 
[4]Como conseqüência devemos admitir que não remanesce coisa alguma da substância do pão. Foi esta razão que levou os Padres e Teólogos da antiguidade a confirmarem abertamente a verdade desde dogma, pelos decretos do Concílio Ecumênico de Latrão e do Concílio de Florença. Mais explícita, porém, é a definição do Concílio Tridentino: “Seja anátema quem disser que no sacrossanto Sacramento da Eucaristia remanesce a substância do pão e do vinho, juntamente com o Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Catecismo Romano. Parte II. Cap. IV, 35-36 (negrito nosso).
[5] Cf. textos e o vídeo das notas 1 e 2. Veja também artigo no link: http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=fabio-de-melo-montfort&lang=bra   
[7] Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã (Catecismo Maior de São Pio X). Parte IV. Cap. IV. § 1
[9] Cf. link: Link: http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/2009/08/08/eucaristia-presenca-real/ (12/08/09 – negrito nosso).  
[10] HUGON, Édouard. Os princípios da filosofia de Sto. Tomás de Aquino. Porto Alegre: EDIPUCRS. 1998, p. 61
[11] Idem. op. cit. p. 61-62

quinta-feira, agosto 13th, 2009 at 1:22am

Padre Dr. João Carlos Almeida… Com ternura…

Por Orlando Fedeli, Montfort.org.br

Increpa illos dure” (Epístola De São Paulo a Tito. I, 13).
“Repreende-os duramente”
 Dr. Pe. João Carlos Almeida, scj, deixou seu diminutivo costumeiro e se trajou de Doutor para nos criticar  “com ternura”, mas pondo em dúvida – pelo menos alguns freqüentadores de nosso site - de estarmos em comunhão com o Papa Bento XVI.
Uma ternura pouco sincera…
Afinal povo do Monfort, o que vocês pensar a respeito dos documentos atuais do Papa Bento XVI? Apesar da foto na primeira página do vosso site, tenho razões para acreditar que alguns dos vossos frequentadores não estão em comunhoa com atual Magistério (infalível) do Santo Padre.” (Os diminutos erros de digitação são do Dr Padre João. Os erros de doutrina e de esperteza intelectualmente pouco honesta são do mesmo tão terno Padre… Joãozinho).
Só uma pessoa de má fé pode fazer tal pergunta, porque temos bem clara nossa adesão ao ensinamento do Papa.
Coisa que Padre Joãozinho não faz, pois nega escandalosamente o que os Papas sempre ensinaram, defendendo heresias de modo explícito e recusando repudiá-las ou continuando a defendê-las de modo velado e com uma esdrúxula metafísica de enrubescer um ginasiano.
E ainda assim Padre Joãozinho fala em ignorância dos que o criticam. Justo ele que confunde matéria, acidente e essência. Ele que não sabe o que é metáfora e gênero literário ou analogia do ser. E julga que todo e qualquer pronunciamento do Papa é infalível… Buscando sempre interpretá-lo - é claro - em ruptura com o que a Igreja sempre ensinou. Típico da hermenêutica da ruptura condenada pelo Santo Padre Bento XVI.
Não passaremos a outras questões. Manteremos nossas acusações a esses padres moderninhos, polemizando “com ternura” e aplicando a recomendação de São Paulo: “Increpa illos dure” (Tito , I , 7).
São Paulo, 13 de agosto de 2009
          Orlando Fedeli

quarta-feira, agosto 12th, 2009 at 1:35am

Realmente, o cinismo de Padre Joãozinho não tem limites

Por Um Padre da Periferia do Mundo

     Primeiramente, ele pensa que enganou alguém com sua fraude autoral, em absurdo desrespeito ao Papa. Quer dar lição de reverência ao magistério papal quando o utiliza dentro do contexto de sua defesa da identidade unívoca do homem com Deus. Até nisso ele se parece com os protestantes, que defendem suas heresias com as frases inspiradas da Escritura, isoladas e descontextualizadas para serem melhor adulteradas.

      Depois, ele imagina que nos enganou com sua tentativa desonesta. Qualquer pessoa com o mínimo de cultura seria capaz de perceber que um suposto teólogo com a boca cheia de “nés” seria incapaz de escrever um texto com aquela articulação. Além do mais, para quem analisa e lê com atenção os documentos pontifícios, não é necessário ser “esperto” para perceber que aquela maravilhosa sutileza textual (inacessível à inteligência diminutiva do Pe. Joãzinho) saíra da pena de Bento XVI.
     No entanto, isso não altera o status da questão. Bento XVI, assim como Santo Agostinho, não defendem a identificação unívoca do homem com Deus, nem muito menos a identificação desta com a presença de Nosso Senhor na Eucaristia!
     O Pe. Joãzinho tem que deixar de ser cínico e trocar sua falsa “ternura”, mais venenosa que as carícias de uma serpente peçonhenta, pelo reconhecimento humilde de seu erro, em vez de recomendar aos outros que o façam. Ele errou, defendeu a heresia da consubstanciação e a identidade unívoca do homem com Deus! Não tem escapatória! Não adianta fugir para a química, a biologia, a física quântica ou qualquer outra ciência! Nossa discussão é metafísica, pois esta é a linguagem na qual se expressa o dogma! Se ele foi impreciso verbalmente, que retifique sua imprecisão e não fuja de seu dever sacerdotal.
     Seu orgulho leva-o ao atrevimento de esconder-se por detrás da autoridade do magistério, deturpar o seu sentido, descontextualizá-lo na busca desesperada de defender autoritariamente suas teses e, mais uma vez, mudar o foco da questão.
     Nós defendemos o autêntico magistério de Bento XVI, não a usurpação que dele fazem aqueles que querem distorcê-lo protestantemente, interpretando-o dentro de um “livre-exame” auto-referencial.
     Se quando, Roma locuta, causa finita; quando Joãozinho fala, só gera confusão! Só faltava agora, depois de identificar homem e Deus e a Presença Eucarística com as outras “presenças”, identificar sua teologiazinha de última categoria com o Magistério do Romano Pontífice!
     Tenha dó, Padre Joãozinho! Paciência tem limites!
     O cinismo impudico de Pe. Joãozinho é uma vergonha e seu uso desrespeitoso do magistério papal é uma desonra, digna de um proporcional desagravo.

sábado, agosto 8th, 2009 at 12:37am

Padres moderninhos aplicam a hermenêutica da ruptura: ainda sobre Padre Fábio de Melo e Padre Joãozinho

 Por Orlando Fedeli, Montfort.org.br

Recentemente a Montfort criticou declarações heréticas de um Padre modernista, infelizmente muito conhecido por se apresentar como um galã de novela, Padre Fábio de Melo. Nas afirmações feitas num livro escrito por ele, em parceira com Gabriel Chalita, esse Padre mostra que, de fato, não acredita na presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia e coloca dúvidas na Ressurreição de Jesus como fato histórico. Duas heresias típicas do Modernismo.

Padre Fábio de Melo, temendo perder popularidade, pois se sentiu desmascarado pela Montfort, procurou se justificar em um programa de TV, no qual ele dialoga com outro sacerdote conhecido pelo diminutivo de Padre Joãozinho. (Como esses padres de diminuto valor gostam de se colocar em diminutivo!).
Informaram-me que esse tal Padre Joãozinho teria já obtido três doutorados em Roma…
Se for verdade, que doutorais desastres!
Pois, assistindo seu diálogo com o exibido Padre Fábio de Melo, fica-se com uma péssima impressão desses doutorados romanos. Porque a “muralha” de fumaça que ele levanta para defender os erros doutrinários de seu entrevistado é tão fina, que através dela se vê a heresia tentando se ocultar sob os véus dos sofismas. O que compromete e desprestigia seus diplomas romanos.
Lamentável.
Quem quiser confirmar o que dizemos, veja o link: http://www.youtube.com/watch?v=ujp5U6ND1W4&feature=related
(No final deste artigo, transcrevemos o texto da entrevista-diálogo desses dois padres moderninhos e modernistas).
*****
     A defesa feita por esses sacerdotes daquilo que dizem é bem interessante, pois se constitui um exemplo concreto de leitura do Vaticano II na linha da hermenêutica da ruptura, uma leitura segundo o chamado “espírito do Concílio”, que Bento XVI vem repetidamente condenando por romper com a doutrina sempre ensinada pela Igreja.
     Foi no Discurso à Cúria Romana pelo Natal de 2005, que o Papa Bento XVI condenou o chamado “espírito do Concílio” com sua “hermenêutica da descontinuidade e da ruptura” que rompia com doutrina que a Igreja sempre ensinou no passado.
     “Os problemas da recepção [do Vaticano II] derivaram do fato de que duas hermenêuticas contrárias se embateram e disputaram entre si. Uma causou confusão, a outra,      silenciosamente, mas de modo cada vez mais visível, produziu e produz frutos. Por um lado, existe uma interpretação que gostaria de definir “hermenêutica da descontinuidade e da      ruptura”; não raro, ela pôde valer-se da simpatia dos mass media e também de uma parte da teologia moderna. Por outro lado, há a “hermenêutica da reforma”, da renovação na      continuidade do único sujeito-Igreja, que o Senhor nos concedeu. (,,,) A hermenêutica da descontinuidade corre o risco de terminar numa ruptura entre a Igreja pré-conciliar e a   Igreja      pós-conciliar. Ela afirma que os textos do Concílio como tais ainda não seriam a verdadeira expressão do espírito do Concílio”.
     “Seriam o resultado de compromissos em que, para alcançar a unanimidade, foi necessário arrastar atrás de si e confirmar muitas coisas antigas, já inúteis. Contudo, não é nestes      compromissos que se revelaria o verdadeiro espírito do Concílio, mas, ao contrário, nos impulsos rumo ao novo, subjacentes aos textos: somente eles representariam o verdadeiro      espírito do Concílio, e partindo deles e em conformidade com eles, seria necessário progredir. Precisamente porque os textos refletiriam apenas de modo imperfeito o verdadeiro espírito      do Concílio e a sua novidade, seria preciso ir corajosamente para além dos textos, deixando espaço à novidade em que se expressaria a intenção mais profunda, embora ainda      indistinta, do Concílio. Em síntese: seria necessário seguir não os textos do Concílio, mas o seu espírito”. (Bento XVI, Discurso à Cúria Romana pelo Natal de 2005). 
Padre Joãozinho e Padre Fábio de Melo seguem a linha da hermenêutica da ruptura, porque eles lêem a letra da Sacrossanctum Concilium, n0 7 (documento do Vaticano II), expondo as várias formas da presença de Cristo, conforme o que ela insinua em sua ambigüidade. A Sacrossanctum Concilium não esclareceu que usava o termo “presença” de modo analógico.
Esses padres se aproveitam, então, dessa imprecisão do Concílio para romper com o que a Igreja sempre ensinou, quer sobre a presença real de Jesus Cristo na hóstia consagrada, quer sobre os vários graus de sua presença nos fiéis, na Sagrada Escritura, e etc.
     O caso criado por esses dois padres de péssima doutrina é bem oportuno para que se conheça como os seguidores da hermenêutica da descontinuidade e da ruptura agem para corromper a fé católica.
     Além dessa questão da presença real de Cristo na hóstia consagrada, Padre Fábio de Melo, em seus escritos e “pregações”, defende escandalosamente outras heresias, quer sobre a Ressurreição de Cristo, quer contra a imutabilidade dos dogmas e da Fé. Ele se atreveu até a dizer que é “bom”, e mesmo, “maravilhoso” perder a Fé.  Segundo ele, “a Fé é uma coisa feita para ser perdida”, (Cfr. http://www.fabiodemelo.com.br/videos/religiao.wmv)
     Coisa costumeiramente ensinada por certos padres professores do Seminário de São Paulo, que se alegram por escandalizar seus alunos com suas teses heréticas.
     O termo “presença” é analógico, isto é, tem vários sentidos diferentes com alguma relação entre si. Assim o termo “pé”, pode significar, em primeiro lugar, uma parte do corpo humano. Mas pode significar também o pé de um animal ou o pé de uma cadeira. Nesses três casos, a palavra “pé” tem algo em comum: a idéia de sustentar. Mas o pé de um animal e o pé da cadeira são “pés” em sentido analógico. Não são “pés” em sentido próprio indicativo do pé humano. Tanto que o pé de um animal propriamente é chamado de pata e nenhum pé de cadeira usa meia.
     Usar um termo analógico como se fosse unívoco, isto é, como tendo um único e mesmo sentido, pode levar a erros gravíssimos. Foi esse o erro de Parmênides com relação ao termo “ser”.
     Também o termo “Ser” é análogo e não termo unívoco. Qualquer estudante de um curso de Filosofia sério ou qualquer pessoa de conhecimentos gerais de Filosofia sabe que Parmênides defendeu o Panteísmo ao dizer que, sendo pedra ser, e sendo Deus ser, pedra então seria Deus. Para Parmênides, o ser da pedra e o ser de Deus teriam o mesmo e único sentido.
     Paralelamente, Padre Dr. Joãozinho e Professor Padre Fábio de Melo usam a palavra “presença” univocamente. Daí, Cristo estaria tão presente na hóstia quanto na Igreja, num  irmão, na comunidade, na Bíblia, e etc.
     Desse modo, Cristo estaria presente em todas as coisas. Tudo seria eucaristia. Tudo seria sacramento. Por isso, Padre Joãozinho afirma que “somos eucarísticos”.
     Análoga ou univocamente?
     Para eles, na hóstia, Cristo teria uma presença apenas ”máxima” ou “ maior”. Portanto, Cristo estaria presente de mesmo modo na Hóstia consagrada como nas demais coisas citadas.
     Para tornar ainda mais clara a explicação e caridosamente atender padres moderninhos, filósofos que nunca estudaram metafísica, damos outro exemplo. Quando dizemos que o Everest é a montanha de máxima altitude, colocamos o Everest como ser maior numa qualidade que ele tem em comum com as outras montanhas. Se a presença de Cristo na hóstia fosse apenas “máxima” ( como disse Pe Fábio de Melo) ou “maior” (como afirmou Pe Joãozinho), essa presença seria de mesma natureza que a presença de Deus em todas as coisas. E isso é tomar o termo “presença” como unívoco e não análogo.
     É o que dá, esses padres ignorarem  a metafísica tomista.
*****
     Passemos à análise das palavras desses padres na entrevista-diálogo transcrita integralmente no final deste artigo.
     Padre Fábio de Melo inicia sua auto-defesa nessa entrevista diálogo de modo hesitante,  salpicando-a de “nés”  infantis e pouco doutorais:
     “Pe. Fábio de Melo: “Inclusive padre, eu quero… a gente foi… eu particularmente fui acusado por um site conservador que você conhece bem, que é a Associação Montfort né, que eles      são muito tradicionalistas, acusaram de um determinado momento do livro que eu disse que eu não acredito na presença real de Jesus na Eucaristia. Um absurdo, pegaram uma parte      do texto né, mas não leram no contexto. Eu tava [sic] dizendo assim que ‘Gabriel, nós não podemos limitar a presença real de Jesus no corpo e no sangue’ é muito mais do que isso      que sugere, né? estou dizendo, é também presença real de Jesus… o corpo e o sangue, mas é também, e aí vou desdobrando tudo o que a Eucaristia nos sugere como uma      continuidade desse acontecimento que não termina.” (O sublinhado é nosso).
     O “Gabriel” citado nessa frase é Gabriel Chalita, co-autor em parceria com ele do citado livro herético.
     Que dupla!
     Herege pego em franca heresia em um texto, sempre procura fugir para… o “ contexto”.  …“Né”?
     Sublinhemos o termo “sugere”. Para Padre Fábio de Melo a Eucaristia sugere mais do que a presença de Cristo na hóstia consagrada…
     E Padre Fábio enfatiza mais o que a Eucaristia lhe sugere do que o que ela é: o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo.
     Sugere o quê?
     Padre Joãozinho responde a essa pergunta, e confirma o sofisma de seu comparsa, dizendo de modo insinuante, que nós é que nós somos “eucarísticos”:
     “Pe. Joãozinho: “sim o próprio Sto. Agostinho dizia isso: “Cristão receba aquilo que você é”. Ou seja: eu, você, nós somos eucarísticos…”.
 
     Nós somos eucarísticos?
     Que quer dizer isso?
     E como nós, sendo eucarísticos, continuamos, “numa continuidade desse acontecimento que não termina”, a presença de Cristo na hóstia consagrada em Corpo, Sangue, Alma e Divindade?
     Que doutrina estranha é essa que “contextualmente” procura se colocar como sendo continuadora e acima daquilo que a Igreja sempre ensinou sobre a presença de Jesus Cristo na hóstia consagrada?
     O diminutivado Padre João vai tentar “explicar” isso mais adiante…
     “Pra”… para começar, Padre Joãozinho convoca o “Povo” da Montfort a ler o Vaticano II:
     Padre Joãozinho: “Povo do Montfort! Leia o Concílio Vaticano II . Eles não querem ler o concílio Vaticano II”.
     Ora, padre, se alguém no Brasil leu e estudou o Vaticano II e procurou mostrar – desmascarar– o que esse Concilio pastoral ensinou em sua ambigüidade “diplomática” e fenomenológica, foi a Montfort. Leia, Padre João, o que a Montfort escreveu. Leia o que o Padre John Kobler, padre favorável ao Vaticano II, explica da Fenomenologia aplicada no Concílio.
O Padre Kobler afirma que muito pouca gente entende o que o Vaticano II quis dizer e que a tarefa primordial, hoje, seria explicar o que realmente o Vaticano II disse, nas dobras de suas ambigüidades…
     Ou o senhor conhece e aprova o que está semi escondido nessas dobras ambígüas dos textos conciliares?
     Padre Joãozinho procura justificar seu entendimento de “presença eucarística”,  citando o Vaticano II:
     Pe. Joãozinho: “Sacrossanctum Concilium número 7 diz “as diversas formas da presença de Jesus são: Eucaristic…. a Eucaristia em primeiro lugar, é a presença “maior” (O      destaque do termo “maior” é nosso).
     Enquanto isso, Padre Fábio de Melo vai concordando, salpicando o que dizia seu interlocutor com os seus “inteligentes” e vulgares “nés”:
     Pe. Fábio de Melo:Máxima né”.(O destaque é nosso).
     “Pe. Joãozinho: Agora, o irmão é presença eucarística, muitas vezes não se quer reconhecer… né? O irmão é presença eucarística”.
     (Parece que o “”, tal como a gripe suína, pega).
     “Pe. Fábio de Melo: A palavra.”
     “Pe. Joãozinho: A palavra, a comunidade reunida: “dois ou três eu estarei no meio deles”. Principalmente o pobre. Jesus disse, Mateus 25, “Ó Lembra, tive nu…estive doente.. eu estive na      prisão e você foi me visitar”. Quer dizer, aquela frase que Deus diz a bíblia inteirinha “Eu estarei convosco” é um sinônimo de Eucaristia, a presença de Deus”.
     Padre Joãozinho resumiu aí o que está escrito no número 7 da Constituição Sacrossanctum Concilium. Mas essa explicação é bem criticável por se aproveitar da anfibologia conciliar no sentido condenável da hermenêutica da ruptura, pois usa a palavra “presença” – um termo analógico (termo que tem sentidos parecidos mas não idênticos) — que Padre Joãozinho usa univocamente, isto é, com um só sentido (o mesmo e o único).
     Que quer dizer estar presente?
     O catecismo – que os Padres Fábio e Joãozinho deviam ler e saber – ensina que Deus está presente em toda a parte. Será que esses doutores alguma vez estudaram o catecismo?
     Duvidamos.
     Deus está presente no inferno por sua justiça. Mas não está lá presente pessoal e substancialmente.
     Cristo está presente num crucifixo por sua figura. Mas ele não está presente no crucifixo de modo eucarístico ou sacramental. Jesus não está presente num crucifixo de modo real e substancial.
     Deus está presente na Sagrada Escritura pela Verdade que Ele revelou sobre si mesmo. Mas, Ele não está presente na Sagrada Escritura de modo pessoal, real e substancial. Certos sacerdotes tratam a Sagrada Escritura como se Deus estivesse nelas eucaristicamente. Para tais Padres, Cristo se encadernou, e não se encarnou.
     Deus está presente nos seres minerais pela ordem atômica que Deus colocou nesses seres, pelo bem e verdade que há neles. Pelas leis que os regem. Mas Deus não está substancial e pessoalmente presente nos minerais.
     Deus está presente nos vegetais pela ordem celular, pela vida. Mas Deus não está presente pessoal e substancialmente nas plantas.
     Deus está presente nos animais pela ordem superior que há neles, que lhes permite sentir e mover-se instintivamente. Mas Deus não está substancial e pessoalmente presente nos animais.
     Deus está presente nos seres inteligentes — homens e anjos — por sua imagem, pois lhes deu inteligência e vontade livre. E pode estar neles também por semelhança, quando esses seres inteligentes possuem a graça santificante, a vida divina, neles. Mas Deus não está presente pessoal e substancialmente nos homens e nos anjos.
     Deus está presente por sua graça, quando dois ou mais fiéis se reúnem em seu nome. Mas Deus não está presente pessoal e substancialmente nesse grupo de fiéis.
     Mas na hóstia Consagrada, Nosso Senhor Jesus Cristo está real e substancialmente presente sob as espécies ou aparências (acidentes) de pão e de vinho.
     Se alguém quiser conhecer melhor esse problema da presença de Deus em todas as coisas, consulte a Suma Teológica de s”ao Tomás, I, Q. 8, a, 1 a 4. No artigo 3 dessa questão 8, que trata da ubiqüidade de Deus, São Tomás ensina:
     “Diz-se que está por presença em tudo que seu olhar atinge, e deste modo tudo quanto há numa casa está presente, àquele que, entretanto, não está em substância em cada uma de      suas partes” (…)Deus está em todos os seres por potência,porque tudo está submetido a seu poder. Está por presença, porque tudo está patente e nu ante seus olhos. Está por essência,      porque Deus atua em todos como causa de seu ser”(São Tomás, Suma Teológica , I, q. 8, a 3).
     O que esse padres fazem, iludidos ou fundamentando-se pela ambigüidade “diplomática” do texto da Sacrossanctum Concilium, é igualar a presença real de Cristo na eucaristia com a presença de Cristo em todas a coisas, de modo análogo e não substancial.
     Nesse ponto da entrevista, Padre Fábio de Melo pegou em seu livro, feito em parceria como “o Gabriel” e leu:
     “Essa mística nos permite uma aproximação ainda mais interessante da eucaristia, acontecimento ritual que nós católicos chamamos de “a presença real de Cristo”. O que é a      presença real? a matéria consagrada? o pão e o vinho somente?” Não estou dizendo que não é né? Estou dizendo: só isso? É só nisso que acreditamos a presença real? Não:      
     ”juntamente com as duas substâncias está o bonito e sugestivo significado da ausência.” Por que é aqui que a eucaristia coloca a sua força”.( O destaque é nosso)
     Pe. Joãozinho: É o mistério. O que você chama de ausência é mistério…”.
     Note-se bem: a mística da eucaristia, para Padre Fábio de Melo, é acontecimento ritual que nós católicos chamamos de “a presença real de Cristo”.
     Nós católicos chamamos a eucaristia de “a presença real de Cristo”.
     Chamamos não significa cremos.
     Daí, vem um trecho já criticado pelo senhor Ronaldo Mota no site Montfort:
     “O que é a presença real? a matéria consagrada? o pão e o vinho somente?” Não estou dizendo que não é né? Estou dizendo: só isso? É só nisso que acreditamos a presença      real?”.
     E a essa pergunta errada Padre Fábio de Melo dá uma resposta absurda:
     “Não: “juntamente com as duas substâncias está o bonito e sugestivo significado da ausência.” Porque é aqui que a eucaristia coloca a sua força”.
     Na Eucaristia, juntamente com as duas substâncias(pão e vinho), estaria o significado não da presença de Cristo, mas de sua “ausência”.
     Dizer que na Eucaristia há duas substâncias é herético.
     E o “bonito” da Eucaristia, a sua força viria da “ausência” de Cristo. Além de heresia, isso é um absurdo.
     Tudo isso é doutrina contrária à fé católica.
     Padre Fábio de Melo não é católico. É um exibido galã herege. Especialista em maquiagem e xampus.
     Padre Fábio de Melo vai além em sua ousadia, ao dizer:
     “Mas a presença real de Jesus sugere que está no corpo, no pão e no vinho, mas que quando eu comungo este corpo e o vinho eu me transformo nesta presença de Cristo na      história também”.
     Se Padre Fábio de Melo é hoje a presença de Cristo no mundo, fica pelo menos em parte explicado porque o mundo vai tão mal.
     E em sua presunçosa sapiência modernistóide esse Padre diz ainda:
     “Gente, o bonito da eucaristia é claro, o que se desdobra de tudo aquilo que nós acreditamos, que é o estar juntos. A última ceia é isso”.(Os destaques são nossos)
     Parece até que, quando e Padre Fábio de Melo diz que algo é bonito, ele atingiu o máximo de sua capacidade intelectual de sua adjetivação. A eucaristia seria o que se desdobra,  que acreditamos, que é “o estar juntos”.
     Lindo, né?
     Mas confuso, esquisito e muito ambiguamente errado.
     Pior: naturalismo rasteiro e heresia completas.
     Quem crê que a Eucaristia é só algo bonito perdeu o sentido mais profundo da Fé na Eucaristia. Reduziu a Eucaristia a um valor natural. Pois Padre Melo não tem Fé. Ele até acha que “a fé é uma coisa feita para ser perdida” (Cfr. http://www.fabiodemelo.com.br/videos/religiao.wmv)
     Padre Fábio de Melo expressa escandalosamente sua noção modernista de fé.
     Fé, para esse padre, é algo que precisa mudar sempre, precisa mesmo ser perdida. Citamos o que ele diz em um vídeo, no qual ele, enquanto diz heresias, vaidosamente expõe, em close, partes do rosto dele…
     “Por isso é que a natureza da religião é mover. Ela move e faz com que a gente se desinstale o tempo todo. Por isso que eu acho maravilhoso, quando as pessoas dizem:
     
     “Padre, eu acho que eu estou perdendo a fé”
      
     - “Que bom!”
 
     “Fé foi feita para ser perdida, porque o tempo todo nós precisamos de uma nova expressão de Fé.
     “E eu não posso continuar com uma fé, se eu não perco aos poucos aquela compreensão que tive. Porque fé é amadurecimento. É processo humano de crescimento, né.
     “Não posso admitir a possibilidade de ficar tendo  a mesma fé que a minha mãe me ensinou, Aquela eu já perdi há muito tempo”.
     Em resposta a uma carta que lhe foi enviada, Padre Melo escreveu:
     “O que sabemos do Cristo é processual. É assim que o Espírito Santo trabalha na vida da Igreja. A Teologia está a caminho. A grandeza da Revelação não cabe nos documentos que temos, nem tampouco na Teologia que já sistematizamos. O dogma evolui, pois é verdade santa. Tudo o que é santo, movimenta, porque é vivo” (http://exsurge.wordpress.com/2009/07/20/resposta-a-carta-aberta-pe-fabio-de-melo/)
 
     Ai está escarrapachada a heresia modernista da evolução do dogma, condenada por São Pio X, na Pascendi.
     Padre Melo perdeu a Fé, porque tem um conceito evolutivo de fé. A heresia modernista é que ensina que a Fé muda continuamente e sempre.  E a Fé católica é imutável, pois Nosso Senhor disse que passariam o céu e a terra, mas que suas palavras permanecem eternamente.
     Padre Fábio de Melo é um herege completo. Ele não é católico. E se Padre Joãozinho defende esse mesmo conceito de fé de Padre Melo, ele também é herege como ele.
     Padre Fábio de Melo é herege confesso. E com o aplauso e apoio doutoral do Padre Joãozinho.
     Depois disso, na tal entrevista citada, veio a negação de que não temos provas da Ressurreição de Jesus:
     “Padre Fábio de Melo: “Até mesmo a Ressurreição de Jesus, nós não temos provas materiais da Ressurreição de Jesus, isso é um fato. É Fé. Se nós tivéssemos a prova concreta      não precisaríamos ter Fé. Nós acreditamos na Ressurreição sobretudo por causa do testemunhos dos apóstolos. Isso também é prova de Ressurreição, mas não é essa prova      empírica, material que muitas vezes as pessoas querem ter, padre”.
     É verdade que cremos na Ressurreição pela palavra de Maria Madalena e dos Apóstolos registradas nos Evangelhos. Mas dizer que não se tem prova da ressurreição de Jesus é lançar dúvida sobre esse fato. Prova testemunhal é prova também. E o testemunho dos Evangelhos é divino.
     Padre Fábio de Melo, pelo que diz da ausência de prova empírica da ressurreição, insinua heresia tão grosseira, tão bruta, que nem é preciso responder.
     Veja-se o que disse Padre Joãozinho sobre o testemunho da Ressurreição de Jesus dado por Santa Maria Madalena:
     “Pe. Joãozinho: Só queria lembrar nesse contexto Maria Madalena, Fábio, é fantástico né? Primeiro, ela diz assim “levaram meu Senhor e não sei onde O puseram”. Eu acho que a      Maria Madalena anda dizendo isso quando vê as igrejas vazias na Europa, quando vê as congregações morrendo na Holanda, na Bélgica, né? “Levaram o meu Senhor”. Quando      vem alguns teólogos ateus, não é? defendendo uma teologia medíocre, dizem assim “Levaram o meu Senhor e não sei onde O puseram”… mas depois ela diz “Eu vi o      Senhor”. Quer dizer, a experiência da fé que vê para além da ausência. É isso.”.
 
     Pe. Fábio de Melo: “Isso é muito lindo”.
 
     Dizer que a Fé é uma experiência é tese da heresia modernista condenada pela encíclica Pascendi de São Pio X.
     Em resposta à crítica de um padre, que, como nós, acusou Padre Joãozinho de ensinar doutrina contrária à da Igreja sobre a ressurreição de Cristo, o acusado respondeu confirmando que a “a experiência de fé da Igreja passou pela experiência de fé de Maria Madalena”.
     Eis a resposta de Padre Joãozinho a Padre Elílio:
     “Padre Elilio
     “Não acredito ter afirmado que “A Ressurreição foi simplesmente fruto das ’saudades’ dos discípulos ou de uma ‘intuição’ de Madalena”. Seria simplória heresia. O programa foi gravado      próximo do dia 22 de julho, festa de Santa Maria Madalena. Sem dúvida ela foi a PRIMEIRA a ver o Redentor ressuscitado (cf. Mc 16,9). Seu testemunho foi muito importante para a Igreja      dos primórdios. Conforme diz a coleta deste dia: “Ó Deus, o vosso Filho confiou a Maria Madalena o primeiro anúncio da alegria pascal; dai-nos, por suas preces e a seu exemplo,      anunciar também que Cristo vive…” Neste sentido podemos dizer que a experiência de fé da Igreja passou pela experiência de fé de Maria Madalena”.(Polêmicas no debate com Pe.      Fábio de Melo http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/ on agosto 4th, 2009. Os destaques são nossos).
     A Igreja, de seu lado, sempre cantou que:
     “Credendo est magis soli
     Mariae veraci,
     quam judaeorum
     turbae fallaci”.(Sequência Victimae paschali.)
     [Deve-se acreditar mais em Maria que era veraz,
     Do que nas turbas falazes dos judeus].
     Poder-se-ia cantar que, hoje, se deve crer, sem comparação, muito mais em Santa Maria Madalena, que é veraz, do que na falácia dos exibidinhos doutores de teologia modernista e de tantos professores de seminário, doutores de dúvida e de mentiras…
*****
     Para concluir queremos agradecer a Deus por ter permitido que, na própria tentativa de defender seus erros, esses padres tenham manifestado ainda mais claramente a sua heterodoxia, deixando patente serem seguidores da hermenêutica da ruptura do espírito do Concílio Vaticano II, condenada por Bento XVI.
     Deus seja louvado, porque assim ficou demonstrado que é nas ambigüidades da letra do Vaticano II que nasce a leitura do “espírito do Concílio”, condenado por Bento XVI e adotado por esses padres.
     Deus seja louvado e a Virgem Maria bem agradecida, por permitir pôr a nu os sofismas e a ignorância metafísica desses pobres doutores de dúvida, de ambigüidade e de mentira.
São Paulo, 8 de Agosto de 2009.
Orlando Fedeli
Adendo:
Entrevista herética do Pe. Fábio de Melo.
A partir do 1min32seg da gravação como postada em http://www.youtube.com/watch?v=ujp5U6ND1W4&feature=related
 (…)
Pe. Fábio de Melo: Inclusive padre, eu quero… a gente foi… eu particularmente fui acusado por um site conservador que você conhece bem, que é a Associação Montfort né, que eles são muito tradicionalistas, acusaram de um determinado momento do livro que eu disse que eu não acredito na presença real de Jesus na Eucaristia. Um absurdo, pegaram uma parte do texto né, mas não leram no contexto. Eu tava [sic] dizendo assim que ‘Gabriel, nós não podemos limitar a presença real de Jesus no corpo e no sangue’ é muito mais do que isso que sugere né? Estou dizendo, é também presença real de Jesus… o corpo e o sangue, mas é também, e aí vou desdobrando tudo o que a Eucaristia nos sugere como uma continuidade desse acontecimento que não termina.
Pe. Joãozinho: sim o próprio Sto. Agostinho dizia isso: “Cristão receba aquilo que você é”. Ou seja: eu, você, nós somos eucarísticos…
 
Pe. Fábio de Melo: Então se você teve contato com o texto, não se preocupe, as pessoas, é o que o Pe. Joãozinho estava dizendo: nem sempre as pessoas estão preparadas mesmo pra… para…
Pe. Joãozinho interrompe: É que padre… “Povo do Montfort! Leia o Concílio Vaticano II. Eles não querem ler o Concílio Vaticano II”.
 
Pe. Fábio de Melo: Eles não querem, eles não aceitam.
Pe. Joãozinho: Sacrosantum Concilium número 7 diz “as diversas formas da presença de Jesus são: Eucaristic…. a Eucaristia em primeiro lugar, é a presença maior
Pe. Fábio de Melo: Máxima né.
Pe. Joãozinho: Ele diz assim: “o ponto mais alto, a fonte de tudo”
Pe. Fábio de Melo: o ponto alto.
Pe. Joãozinho: Agora, o irmão é presença eucarística, muitas vezes não se quer reconhecer… né? O irmão é presença eucarística.
Pe. Fábio de Melo: A palavra…
Pe. Joãozinho: A palavra, a comunidade reunida: “dois ou três eu estarei no meio deles”. Principalmente o pobre. Jesus disse, Mateus 25, “Ó Lembra, tive nu… estive doente… eu estive na prisão e você foi me visitar”. Quer dizer, aquela frase que Deus diz a Bíblia inteirinha “Eu estarei convosco” é um sinônimo de Eucaristia, a presença de Deus.
Pe. Fábio de Melo: Padre, e porque depois eu digo também, leio aqui [Nesse momento o
Pe.. Fábio de Melo pega o seu livro e começa a ler um trecho]: “Essa mística nos permite uma aproximação ainda mais interessante da eucaristia, acontecimento ritual que nós católicos chamamos de “a presença real de Cristo”. O que é a presença real? A matéria consagrada? O pão e o vinho somente?” Não estou dizendo que não é né? Estou dizendo: só isso? É só nisso que acreditamos a presença real? Não: “juntamente com as duas substâncias está o bonito e sugestivo significado da ausência.” Por que é aqui que a eucaristia coloca a sua força.”
Pe. Joãozinho: É o mistério. O que você chama de ausência é mistério…
Pe. Fábio de Melo: É Jesus que diz “Fazei isto até que eu volte” não é verdade? “Celebrai esse mistério até que eu retorne”, certo? Mas a presença real de Jesus sugere que está no corpo, no pão e no vinho, mas que quando eu comungo este corpo e o vinho eu me transformo nesta presença de Cristo na história também”.
Pe. Joãozinho: Mas sabe, Fábio, tem gente que quer ser tão ortodoxo que acaba se tornando herege… É, veja por exemplo: uma pessoa me disse durante a expocatólica há algum tempo, lá no Anhembi em São Paulo, me deixou assustado isso, disse assim, que “imagina, se eu beber o sangue de Cristo, por mais que eu beba eu não estarei bebendo nenhuma bebida alcoólica, eu estou bebendo sangue.”
“Pera aí”, eu falei “você está bebendo vinho, materialmente. Substancialmente você está se alimentando do Sangue de Cristo. Sangue na Bíblia significa vida. Então se você beber dois litros de vinho consagrado de Sangue de Cristo você vai ficar alcoolizado, porque aquele vinho consagrado continua sendo alcóolico”. Então, a pessoa confundiu transubstanciação com transmaterialização. Tanto que lá naquele milagre eucarístico de Lanciano, no norte da Itália, o Corpo e o Sangue de Cristo viraram carne e sangue… É um milagre eucarístico, tá até hoje preservado lá. Só que a Igreja não preserva mais no sacrário. E ninguém poderia comungar aquilo. A Igreja tem consciência de que aquilo não é mais Eucaristia. Opa! Não é Eucaristia por quê? Porque não é mais pão e vinho. Agora é carne e sangue. Nós não somos antropófagos, a Eucaristia não é antropofagia. Não é comer carne e beber sangue.
Pe. Fábio de Melo: Eu falo isso aí também na carta.
Pe. Joãozinho: né?
Pe. Fábio de Melo: Justamente.
Pe. Joãozinho: É alimento, é sacrifício. Não é sofrimento. Muita gente diz assim, confunde sacrifício com sofrimento. “O sofrimento de Cristo me salvou”. Não foi o sofrimento de Cristo que te salvou. Foi a entrega, ou seja, o sacrifício. Sacrifício é diferente, muito diferente de um sofrimento. Aí cria o dolorismo cristão. No fundo esse pessoal é materialista.
Pe. Fábio de Melo: Porque acredita que a presença real de Jesus é material, e que nós temos ali e que aquilo esgota o significado da Eucaristia. Gente, o bonito da eucaristia é claro, o que se desdobra de tudo aquilo que nós acreditamos, que é o estar juntos. A última ceia é isso.
Pe. Joãozinho: Vamos supor que na última ceia, ao invés da última ceia, em outro momento, Jesus cortasse um pedaço do seu dedo e deixasse para os apóstolos e dissesse: “Ó, cada vez que vocês sentirem saudade de mim, olhem para um pedaço do meu dedo”. Ele não fez isso, Ele pegou pão e vinho e disse “isso é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”. Pela fé nós acreditamos que substancialmente a Pessoa de Jesus está presente no vinho, não o dedo de Jesus.
Pe. Fábio de Melo: E mesmo porque se fosse assim, a Igreja não iria recomendar que os padres que tenham problema com alcoolismo, possam celebrar com suco de uva. Não é verdade?
Pe. Joãozinho: É verdade.
Pe. Fábio de Melo: Em situações extremas, o padre está em tratamento, ele não vai beber do sangue, do álcool.
Pe. Joãozinho: Ou se tomar algum remédio, não pode…
Pe. Fábio de Melo: Ou então tem… Eu por exemplo, na época que eu tive hepatite eu não podia, e até hoje eu tomei o hábito de não ficar tomando grandes quantidades do vinho, porque eu preciso cuidar da minha saúde. A Igreja me possibilita isso. Então se a gente fosse prender a essa materialidade da Eucaristia, nós temos muito poucos recursos para acreditar né? Até mesmo a Ressurreição de Jesus, nós não temos provas materiais da Ressurreição de Jesus, isso é um fato. É Fé. Se nós tivéssemos a prova concreta não precisaríamos ter Fé. Nós acreditamos na Ressurreição sobretudo por causa do testemunhos dos apóstolos. Isso também é prova de Ressurreição, mas não é essa prova empírica, material que muitas vezes as pessoas querem ter, padre. É muito triste quando nós vemos que, quando a gente percebe que a religião está cada vez mais materializada. Engraçado que isso é uma tendência ocidental né? Nós ocidentais temos muita necessidade de pegar, de provar. Os orientais não. Se você pega os escritos dos grandes místicos orientais você vai ver o tanto que eles são capazes de lidar com as metáforas, sem pensar que a metáfora é uma mentira, mas ao mesmo tempo sem levar a metáfora ao pé da letra. É o que ela sugere que é o ponto mais importante.
Pe. Joãozinho: É sensibilidade com relação ao mistério. Que o mundo moderno tem dificuldade…
Pe. Fábio de Melo: A palavra é essa: “sensibilidade com o mistério”, perfeito.
Pe. Joãozinho: O mundo moderno, ele é racional, ele acredita nas razões, né? mas “o coração tem razões” Blaise Pascal já disse né? “que a própria razão desconhece“.
Pe. Fábio de Melo: padre…
Pe. Joãozinho: Só queria lembrar nesse contexto Maria Madalena, Fábio, é fantástico né? Primeiro, ela diz assim “levaram meu Senhor e não sei onde O puseram”. Eu acho que a Maria Madalena anda dizendo isso quando vê as igrejas vazias na Europa, quando vê as congregações morrendo na Holanda, na Bélgica, né? “Levaram o meu Senhor”. Quando vem alguns teólogos ateus, não é? defendendo uma teologia medíocre, dizem assim “Levaram o meu Senhor e não sei onde O puseram”… mas depois ela diz “Eu vi o Senhor”. Quer dizer, a experiência da fé que vê para além da ausência. É isso.
 
Pe. Fábio de Melo: Isso é muito lindo.
Pe. Joãozinho: E ela foi a primeira. É da fé, é da visão de Maria Madalena que bebeu Pedro, João, Tiago e até Tomé…
 
Pe.. Fábio de Melo: Você acha que a gente pode falar de que hoje, por exemplo, essa materialização da fé, isso é uma involução? Quando nós precisamos materializar demais, se eu não vejo a imagem que chora, se eu não vejo um milagre, eu não consigo acreditar em Deus. Isso é uma forma de involuir do ponto de vista espiritual.
Pe. Joãozinho: Involução e é fetichismo.
Pe. Fábio de Melo: Porque essa sensibilidade espiritual, isso foi muito interessante, essa “sensibilidade ao mistério” que foi a expressão que você usou. Quando você percebe que algumas pessoas simples não carecem disso para crer. A sensibilidade ao mistério é tão grande que…[vinheta do programa interrompe].