MADRI, quarta-feira, 28 de janeiro de 2004 (ZENIT.org).-
O Centro UNESCO Madri e a Plataforma para o
Diálogo Inter-religioso organizam para o próximo dia 30 de
janeiro um Encontro Inter-religioso, «As
religiões ante a Paz», evento ao qual
não foram convidados os
representantes oficiais da Igreja
Católica na Espanha.
No encontro, segundo os organizadores, foram
convidados «distintos representantes das
tradições religiosas da
Comunidade de Madri, junto a
outros membros da sociedade civil».
Segundo informou a Veritas Jesus de las Heras, diretor da Sala de
Imprensa da Conferência Episcopal Espanhola (CEE),
apesar de o restante de religiosos
e confissões religiosas
terem seus representantes chamados a participar, «os
responsáveis deste fórum nunca se dirigiram à Conferência nem para
informar de sua celebração nem para solicitar nenhum representante
oficial da Igreja Católica».
No encontro de Madri, que pretende, segundo seus organizadores, «levar
a voz de Madri ao Parlamento das Religiões do
Mundo, que será celebrado em Barcelona dentro do
Fórum das Culturas»,
aparecem como palestrantes o teólogo e secretário da
Associação Teológica João XXIII
Juan José Tamayo; o presidente
da União de Comunidades Islâmicas Riay Tatari; o
representante das Comunidades Budistas de Espanha
Antonio Mínguez; e o rabino Baruj Garzón.
Entre as mesas de diálogo,
nas quais haverá oito representantes de várias
religiões e confissões cristãs,
figura pela Igreja Católica a
teóloga feminista Margarita Pintos.
Está também prevista a presença do Delegado de Assuntos
Religiosos do Ministério de Justiça, Alberto da Hera e do
Secretário Geral da Comissão Espanhola da
UNESCO,
Tomás Solís.
Uma nota da Conferência Episcopal Espanhola de janeiro de 2003
com ocasião da publicação do livro de
Juan José Tamayo «Deus e Jesus»
afirmava que a Associação de Teólogos João
XXIII, da qual é secretário, não tem aprovação
canônica e portanto «não é
uma associação da Igreja Católica». A
esta mesma associação pertence
Margarita Pintos.
Comentário:
Quem cede ao erro é
sempre, depois, desprezado pelo errante.
A notícia acima o
confirma.
Há 46 anos (desde
João XXIII-1958, e em especial com Paulo VI) o Vaticano
se curva diante da ONU e de seus "rebentos"
UNESCO, UNICEF --(só com este houve um "brando"
atrito...)-- FAO, etc.
Agora graças a Deus --
o Catolicismo é "desprezado" pela ONU,
justamente naquilo que se concedeu àquela organização:
Liberdade e igualdade religiosa, e exatamente a respeito
do malfadado Diálogo Inter-Religioso, imposto
pelo Vaticano II, e no mesmo "eclesialês"
criado por esse Concílio.
Marcelo Fedeli
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