WASHINGTON (Reuters) - A Suprema Corte dos Estados Unidos
rejeitou uma lei federal de pornografia que considerava crime ter fotos de crianças em
atos sexuais armazenadas no computador, alegando que a legislação viola o direito à
liberdade de expressão.
A instância mais alta da Justiça norte-americana decidiu
contra a lei por 6 votos contra 3, de acordo com o juiz Anthony Kennedy. Segundo a Suprema
Corte, a lei fere a primeira emenda da Constituição dos EUA na era da computação.
A chamada lei de pornografia virtual, adotada pelo
Congresso e assinada pelo então presidente Bill Clinton em 1996, tornou crime a
distribuição ou posse de fotografias envolvendo crianças reais ou não em atos sexuais
em computadores.
A lei também abrangia tecnologias que poderiam ser usadas
para alterar fotos comuns de crianças. A pena pela produção ou venda de imagens de
pornografia infantil poderia ser de até 15 anos de prisão.
Kennedy disse que as proibições da lei eram muito
abrangentes e inconstitucionais. Ele rejeitou o argumento do Departamento de Justiça e
disse que a pornografia infantil virtual não está diretamente relacionada com o abuso
sexual de crianças.
Fonte: Reuters.