Montfort Associação Cultural

27 de setembro de 2011

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Desmentidos boatos sobre uma possível renúncia do Papa Bento XVI

Pe. Frederico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, emitiu ontem um comunicado desmentindo os boatos sobre uma possível renúncia do Papa Bento XVI. Alguns dias atrás, os jornais e outras agências de notícias voltaram a divulgar informações sobre os casos de pedofilia na Irlanda e congêneres.

Essa nova carga de boatos e informações negativas sobre o Papa, parecem voltarem à carga de maneira recorrente nos momentos que, nas viagens apostólicas, Bento XVI trata de temas capitais fazendo clara defesa da moral e da doutrina católicas, o que não poderia ser mais óbvio. E isso foi o que aconteceu em sua recente viagem á Alemanha: lá o Papa Bento XVI fez uma série de discursos e homilias bem importantes empregando uma terminologia e um estilo – de franqueza e clareza – que há muito estava em desuso nos meios clericais. Nelas o Sumo Pontífice atacou perante o parlamento alemão desde o positivismo, passando pelo relativismo, até o comunismo e o ateísmo. Reafirmou a doutrina católica com relação ao homossexualismo e defendeu a família tradicional. Condenou mais uma vez o aborto. E, assistido por mais de 30.000 jovens, falou sobre a bondade e o amor a Deus, e ao serviço à Igreja. Lembrou ainda que a Igreja tem inimigos jurados e que os maus católicos fazem mais danos à Igreja que muitos deles.

Palavras que vem como um lufo de ar puro, fazendo-nos esquecer por instantes da verborragia empregada em muitas homilias modernas…

Toda essa campanha de boataria faz-nos, junto com o Papa, nos sentirmos honrados com os ultrajes contra a Igreja que lançam esses inimigos jurados.

Leia a notícia na íntegra:

Fonte: Zenit

SANTA SÉ DESMENTE RUMORES SOBRE RENÚNCIA DO PAPA

Viagem à Alemanha demonstra seu bom estado de saúde, esclarece Lombardi

FREIBURG, segunda-feira, 26 de setembro de 2011 – O porta-voz da Santa Sé considera que não tem fundamento algum o rumor divulgado neste domingo, segundo o qual Bento XVI estaria pensando em renunciar ao cumprir 85 anos, em abril de 2012.

Diante das perguntas dos jornalistas que acompanhavam o Pontífice em Freiburg, o Pe. Federico Lombardi SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, explicou que “a resistência do Papa nesta viagem fala eloquentemente da sua capacidade de enfrentar compromissos muito pesados”.

Na edição deste domingo, o jornal milanês Libero publicou um artigo de Antonio Socci, que faz circular rumores sobre uma possível futura renúncia do Papa, sem oferecer nenhuma fonte nem dado mais concreto.

Por este motivo, o Pe. Lombardi, com um sorriso, respondeu aos jornalistas: “Se Socci diz isso, é preciso perguntar-lhe de onde tirou esta informação. O que sabemos é o que o próprio Papa escreveu no livro ‘Luz do mundo’. Não tenho outras informações”.

Na entrevista “Luz do mundo”, publicada em 2010, em resposta ao jornalista Peter Seewald, Bento XVI declarou: “Se o Papa chega a reconhecer com clareza que, física, psíquica e mentalmente, já não pode suportar a carga do seu ofício, tem o direito e, em certas circunstâncias, também o dever de renunciar”.

Mas, no mesmo livro, o Papa acrescenta, falando das dificuldades da Igreja, em particular após a descoberta dos casos de pedofilia: “Se o perigo é grande, não se deve fugir dele. Por isso, certamente não é hora de renunciar. Justamente em um momento como este, é preciso permanecer firme e encarar a situação difícil. Esta é a minha concepção. Pode-se renunciar em um momento sereno ou quando a pessoa já não pode mais. Mas não se deve fugir no perigo e dizer: que outro faça isso”.

O Pe. Lombardi recordou que “o Papa está muito bem” e, “apesar de que a viagem tenha sido muito cansativa, ele a enfrentou muito bem. Do ponto de vista da saúde, esta viagem foi um autêntico êxito”.

A viagem que Bento XVI concluiu ontem à sua terra natal foi uma das mais intensas de todo o seu pontificado. Ele pronunciou 18 discursos e homilias – alguns deles históricos, tanto para a Alemanha como para a Igreja –, deu uma coletiva de imprensa e teve encontros com todos os representantes institucionais e religiosos da sua nação.

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