Igreja

Olavo de Carvalho: o modernista das palavras imodestas
Eder SIlva
O gnóstico-astrólogo Olavo de Carvalho é conhecido no mundo cibernético por suas heresias modernistas e pelo torpe linguajar que, no ensino dos santos moralistas, pode suscitar nas almas pensamentos e atos de impureza. Assistir, portanto, as aulas desse imodesto pregador de heresias, pode ser uma perigosa ocasião de pecado.
 
No excelente sermão do Padre Daniel Pinheiro sobre a modéstia nas palavras, proferido no 3º Domingo da Quaresma, encontramos os devidos fundamentos pelos quais, um bom católico, é convencido a evitar um linguajar indecente, impróprio para um filho de Deus. Além disso, pelos princípios expostos, compreende-se a razão pela qual não se deve apreciar, mas evitar, as heréticas e imodestas pregações do “filósofo” modernista.
 
No prólogo da instrução, Padre Daniel faz referencia à revelação de Deus no ensino de São Paulo. Ao prevenir que os impuros não herdarão o Reino dos Céus, o Apóstolo exorta quanto à pureza nas palavras, de modo a edificar aqueles que as ouvem:
 
"Nenhuma palavra má saia da vossa boca, mas só a que seja boa para a edificação da fé, de maneira que faça bem aos que ouvem”  (Efésios IV, 29).
 
Comentando essa Carta, explica São João Crisóstomo:
 
Qual a ‘palavra inconveniente’? Quem profere sempre palavra ociosa, de detração, obscena, gracejo” atrevido, tolice [...] Deus te concedeu boca e língua para dares graças a Deus, para edificares o próximo” (Décima Quarta Homilia).
 
Os fanáticos defensores de Olavo – desprezando os ensinamentos dos santos – pretendem justificar o emprego de palavrões dizendo que é um recurso salutar no combate aos inimigos da Igreja. Ora, esse sofisma supõe a licitude de se utilizar meios imorais (palavrões) quando a finalidade é boa (combater os inimigos). Desse modo, repetindo o erro maquiavélico, os fins bons justificariam meios maus.
 
Sobre isso o catecismo da Igreja é irredutível:
 
Não se pode justificar uma ação má feita com boa intençãoO fim não justifica os meios” (Parte III, Seção I, Capítulo I, Artigo 4º, §1759).
    
Conforme explicita Padre Daniel, muitos santos se manifestaram acerca dos palavreados manchados pela obscenidade. Já Santo Afonso de Ligório, exímio moralista, destruiu a ridícula desculpa daqueles que pretendem amenizar o pecado do uso de palavras indecentes, alegando ausência de intenção maliciosa:
 
Tenha em mente, pobre insensato que você é, que essas brincadeiras indecentes fazem rir hoje os demônios e que eles farão que você chore um dia no inferno [...] não diga que você agiu sem malícia, pois é quase impossível que você não seja nos seus atos o que você é nas suas palavras.” (apud Padre Daniel Pinheiro, Sermão A pureza ou a Modéstia no Falar, 19.03.2017).
 
Nota-se, na instrução dos santos, uma relação entre a pureza nas palavras e os costumes. Querem com isso ensinar que, a imoralidade no discurso sugere uma vida desregrada. Assim concorda Santo Sidônio Apolinário, já no século V, ao dizer que é impossível encontrar um homem imoral na linguagem e puro nos costumes. (apud Padre Daniel Pinheiro, Sermão A pureza ou a Modéstia no Falar, 19.03.2017).
 
Sob a luz dos moralistas, não é temerário supor que Olavo de Carvalho, por dizer tantos palavrões sem qualquer remorso, tenha adquirido costumes nada exemplares para quem pelo menos se declara publicamente Católico Romano. Uma língua suja pelo vício da imodéstia certamente indica costumes corrompidos por atos de impureza.
 
Assim ensinam os santos da Igreja.
 
No livro Filotéia, de São Francisco de Sales, encontramos outra preciosa instrução sobre a modéstia no falar:
 
“Tem todo o cuidado em não deixar sair de teus lábios alguma palavra desonesta, porque, embora não proceda duma má intenção, os que a escutam a podem interpretar de outra forma. Uma palavra desonesta que penetra num coração frágil estende-se como uma gota de azeite e às vezes toma posse de tal modo dele que o enche de mil pensamentos e tentações sensuais. É ela um veneno do coração, que entra pelo ouvido; e a língua que serve de instrumento a esse fim é culpada de todo o mal que o coração pode vir a sofrer, porque, ainda que neste se achem disposições tão boas que frustrem os efeitos do veneno, a língua desonesta, quanto dela dependia, procurou levar esta alma à perdição” (Introdução à Vida Devota, Parte III, Capitulo XXVII).
 
E refutando os que justificam uma boa intenção ao empregar palavrões, diz o Santo:
 
Nem se diga que não se prestou atenção, porque Nosso Senhor disse que a boca fala da abundância do coração. E, mesmo que não se pensasse nada de mal, o espírito maligno o pensa e por meio dessas palavras suscita o sentimento mau nos corações das pessoas que as ouvem [...] Assim, se um louco te disser palavras indecentes, testemunha-lhe logo a tua indignação, voltando-te para falar com uma outra pessoa ou de algum outro modo que te sugerir a prudência” (Introdução à Vida Devota, Parte III, Capitulo XXVII).
 
Ensina-nos, o Patrono dos Salesianos, que mesmo proferido com “boa intenção”, uma palavra desonesta ou indecente pode servir de instrumento para o diabo suscitar maus pensamentos que afastam as almas de Deus. Dito isso, a recomendação de prudência é demonstrar indignação perante um discurso infectado de obscenidades, evitando, tanto quanto possível, ambientes ou pessoas imodestas.
 
É bem sabido que o relativismo moral é a porta para a heresia. Assim, não é possível relativizar os preceitos morais sem terminar por relativizar os princípios da Fé. Portanto, aqueles que possuem o firme propósito de permanecer católicos e na vida de santidade, é preciso também perseverar em um vocabulário digno de bons cristãos, repelindo as conversas imodestas e se afastando de ocasiões ou pessoas que, desprovidas de pudor, corrompem a pureza das almas com um linguajar indecente, próprio de um demônio.
 
Por amor a Deus e a Modéstia, evitemos, prudentemente, o discurso modernista e imodesto de Olavo de Carvalho.
 
Foge do homem herege” (Tito III, 10).
 
In Corde Jesu et Mariae.
 
Eder Silva
31/03/2018
 

    Para citar este texto:
"Olavo de Carvalho: o modernista das palavras imodestas"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/igreja/palavroes_olavo/
Online, 14/08/2018 às 07:31:46h