Montfort Associação Cultural

19 de junho de 2006

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Artigo do folheto "O Domingo" diz que é o povo que celebra a Missa

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Luis Roberto Contri Lopes
  • Localizaçao: São Carlos – SP – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Profissão: Técnico Em Eletrônica
  • Religião: Católica

Saudações professor Orlando e amigos da Montfort.

Na santa Missa desse domingo o semanário litúrgico-catequético “O Domingo”,da editora Paulus, traz a seguinte coluna em sua última página a qual transcrevo abaixo:



O DOMINGO ANO LXXIV -REMESSA IX- 18-6-2006 NUMERO 30

CATEQUESE LITöRGICA

9.PARTICIPAÇÃO E SACERDÓCIO

O Concílio Vaticano II foi mesmo um segundo Pentecostes!Entre as coisas bonitas que ele resgatou está o sacerdócio comum dos fiéis.Essa expressão aparece,de certo modo,na constituição sobre a liturgia.O artigo 14 da Sacrosanctum Concilium,usando o texto das Sagradas Escrituras(1Pd 2,9; cf. 2,4-5),recorda-nos a natureza do povo de Deus: “raça escolhida,sacerdócio real,nação santa,povo adquirido”.A participação,outro nome que se dá a esse sacerdócio comum dos fiéis,foi expressão comun a outra constituição do Concílio, a Lumen Gentium,10.
Não se trata de invenção nem de novidade,mas de resgate.Essa outra constituição diz no mesmo artigo: “Por seu lado os fiéis,em virtude do seu sacerdócio régio,têm também parte na oblação da eucaristia e exercem o sacerdócio na recepção dos sacramentos,na oração e na ação de graças,no testemunho de uma vida santa,na abnegação e na caridade operante”.
Dizemos com segurança: é todo o povo de Deus que celebra.Não é o padre que faz a missa para os fiéis,mas é todo o povo de Deus,presidido pelo ministério ordenado,que eleva a Deus a ação de graças pela ressurreição de Jesus.As orações eucarísticas no-lo comprovam.O uso do pronome na primeira pessoa do plural (nós) revela que o padre,exercendo a sua função presidencial,o faz em nome de todo o povo de Deus.É ele o porta-voz dos que foram convocados e reunidos na força do Espírito.
Assim,a participação dos fiéis é o exercício do sacerdócio comum conferido pelo batismo.Essa “retomada” conciliar é sinal do Espírito que anima e renova a Igreja: “O Espírito Santo(…) ensinará a vocês todas as coisas e fará vocês lembrarem tudo o que eu lhes disse”(Jo 14,26)

Pe. Danilo César



Sempre leio as colunas finais do folheto das missas.
E observei que colunas de “catequese” nesse estilo ambiguo começaram praticamente desde a alguns meses que o papa Bento XVI foi eleito.
Coincidência?
De repente,resolveram catequisar o povo e exaltar o Concílio Vaticano II.
Dizem que a melhor defesa é o ataque.Portanto,se “eles” estão atacando é porque querem se defender de uma possível resolução papal,para breve,que vise a acabar com abusos ou talvez decretar o retorno da Missa de São Pio V.
Deus queira que seja isso!

Que venha o triunfo do Coração Imaculado da Virgem Santíssima!

Muito prezado Luis Roberto,
Salve Maria.
 
    Você tem toda a razão. Eles estão tentando resistir às mudanças que se anunciam na Missa. Mas essa resistência será em vão.
    O que diz esse padre não é verdade. Sempre se soube que o fiel possui o chamado sacerdócio por participação, ou sacerdócio comum dos fiéis. Isso não foi resgatado pelo Concílio Vaticano II de modo nenhum. Essa sempre foi doutrina católica. Esse mesmo padre diz que “Não se trata de invenção nem de novidade,mas de resgate”.
    O que foi novidade foi o erro de pretender igualar o sacerdócio comum dos fiéis ao sacerdócio do padre. Vai ver que é isso que ele chama de “resgate“. 
    A frase que ele coloca depois insinua que o povo celebra a Missa como o Padre:

Dizemos com segurança: é todo o povo de Deus que celebra“.

    Essa frase tem sabor de heresia pois que o povo só participa da celebração, propriamente o povo não celebra.
    Na frase seguinte, a oração principal contém o mesmo erro:

Não é o padre que faz a missa para os fiéis, mas é todo o povo de Deus, presidido pelo ministério ordenado,que eleva a Deus a ação de graças pela ressurreição de Jesus.

    Escreva-me sempre.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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